<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064</id><updated>2012-02-16T04:53:15.179-02:00</updated><title type='text'>A HORA E VEZ - Artigos &amp; Crônicas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-3774421752971689377</id><published>2008-08-08T20:19:00.002-03:00</published><updated>2008-08-08T20:22:35.404-03:00</updated><title type='text'>Quem faz a notícia no parlamento brasileiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por Silter&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Não seria um exagero dizer que o Congresso Nacional é um verdadeiro big brother. Diariamente, mais de 200 jornalistas fazem a cobertura dos fatos na “casa” mais vigiada pelos noticiários de todo o País. No artigo Quem faz a notícia no parlamento brasileiro?, de Francisco Sant’Anna, o mestre em Comunicação busca traçar o perfil desses profissionais. Parte deles ou são contratados pela imprensa tradicional ou são do quadro de funcionários do Senado, cujos servidores foram denominados de mídias das fontes do Senado Federal (MFSF)).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sant’Anna delimitou o perfil dos jornalistas sob diversos aspectos Suas rotinas profissionais, valores éticos e morais, culturalmente e socialmente e comparou com aqueles da imprensa tradicional. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Sant’ Anna, o perfil dos MFSF é parecido com o dos setoristas. Os dois têm em média cerca de 39 anos e mais de 17 anos de profissão, 80% são brancos e 58% casados. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ideologicamente, também se assemelham. Os dois se classificam de esquerda (39%) e de centro esquerda (41%). Para tal medida, Sant’Anna utilizou uma escala de 1 a 10 “onde 1 é ‘extrema-esquerda’ e 10 equivale a ‘extrema-direita’”. Nesse quadro os MFSF obtiveram média de 3,37 e seus colegas 3,05. Cerca de 8% dos jornalistas do Senado revelaram ser filiados a partidos políticos, quanto que apenas 2% dos setoristas. De sindicalizados, 68% dos MF são, contra 58% de seus confrades.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No aspecto da religiosidade, a maioria dos MF é de formação católica (37%), seguida de (31%) de ateus e 15% de espíritas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Etnicamente, na amostra, não foi identificado nenhum jornalista negro no Senado, sendo que na imprensa tradicional pelo menos 10% são negros. Já entre pardos, existe uma grande semelhança: 17% dos MF e 16% na imprensa. Sant’Anna afirma que a baixa quantidade de profissionais negros e pardos tanto no senado quanto na mídia tradicional se explica em função de que no Brasil é necessário diploma para o exercício profissional de jornalista para o exercício da função. “O ensino universitário é elitizado, e as minorias étnicas não tem acesso fácil aos bancos universitários”, compreende Sant’Anna.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A leitura de jornais de outros países não é uma praxe entre os jornalistas do Senado. Pelo menos 60% não mantém esse hábito. Já na mídia convencional, a situação é o inverso, 56% lêem com freqüência.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em termos culturais, há uma preferência unânime por autores brasileiros. No que se refere ao estilo literário, os pesquisados disseram ter preferência por romances (35%), aventura e ficção (14%) e histórias épicas (14%). Livros técnicos e científicos não tiveram destaque. Quanto ao cinema, (26%) preferem o gênero drama, (10%) documentários e (10%) comédias. A cinematografia européia está em alta. Cerca de (33%) preferem filmes europeus, contra (18%) norte americano e (14%) brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o levantamento, os MF não apresentaram interesse na imprensa internacional, quando cerca de 60% revelaram não ler periodicamente jornais internacionais. Já na mídia tradicional, 56% disseram ler com freqüência.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em termos éticos, Sant’Anna utilizou uma regra para mensurar quantitativamente as opiniões dos dois grupos. Flexível = 1; regular = 2; rígido = 3. Tanto um como o outro grupo concordou quanto à condenação de pagamento para obter informações de fontes. Também condenaram a dissimulação de identidade profissional (2,49) assim como se empregar numa empresa ou repartição pública para conseguir informações de forma clandestina (2,75). No entanto, o percentual de desaprovação entre os MF foi 12% maior do que os jornalistas tradicionais. Estes são mais favoráveis a se valerem de documentos e imagens sem autorização do que aqueles. Utilizar fotos e documentos íntimos também teve alto grau de rejeição (2,85).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na conclusão de Sant’Anna, há semelhanças no padrão social entre os MF e jornalistas tradicionais. As diferenças se evidenciam quanto as questões de raça, apreço cultural e ideologia. Mais partidários, os MF estão submetidos a um padrão mais limitado de produção da notícia, já que não podem comentar o fato, mas sim resignar-se a narrar o acontecimento. Ao contrário dos setoristas, que têm mais liberdade para produzir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-3774421752971689377?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/3774421752971689377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=3774421752971689377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3774421752971689377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3774421752971689377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/08/por-silter-no-seria-um-exagero-dizer.html' title='Quem faz a notícia no parlamento brasileiro'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-4922444299631736772</id><published>2008-08-08T20:08:00.003-03:00</published><updated>2008-08-08T20:16:46.332-03:00</updated><title type='text'>Relacionamento Assessor/Assessorado: entre Tapas e Beijos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por Silter&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Na visão de Luciano Milhomem, autor do artigo Relacionamento Assessor/Assessorado: entre Tapas e Beijos, que compõe o livro Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia, de Jorge Duarte, “boa parte do êxito profissional, e portanto, da felicidade no trabalho depende da relação entre chefe e empregado”. Neste capítulo, Milhomem discorre sobre as relações entre o assessor, o assessorado e a principal matéria prima do jornalista, a informação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Conforme Milhomem, todo o trabalho de uma assessoria de imprensa está baseado em três alicerces: o assessorado, a assessoria e o objeto, neste caso informação. Como o assessorado é o cliente, portanto o “chefe”, é ele, a princípio, que define “o que tem interesse ou não em divulgar na imprensa”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo a abordagem de Milhomem, dois aspectos são principais na relação entre assessor e seu cliente. O primeiro aspecto trata dos objetivos do cliente e suas necessidades no campo social e profissional. O segundo aspecto consiste nos interesses da instituição. Para Milhomem, o grande desafio do assessor de imprensa é saber equacionar o interesse do assessorado, bem como trabalhar a imagem da instituição. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Milhomem, o assessor precisa equilibrar corretamente os pesos, pois do contrário, ficará parecendo que um pretende se sobrepor ao outro, ou vice-versa. Por exemplo, conforme a lógica de Milhomem, se uma instituição vai bem, há méritos portanto do seu presidente. Daí é preciso enaltecer os resultados, contrapondo as atitudes de liderança que levaram a tais conseqüências. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todavia, privilegiar “as ações da instituição pode ser um risco se quem a dirigir tiver, por exemplo, ambições pessoais muito elevadas ou, simplesmente, personalidade egocêntrica”. Por outro lado, “um assessor que só tiver olhos para os interesses do dirigente e esquecer-se da importância da instituição” pode incorrer também em um erro de equilíbrio.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, o esforço da assessoria de imprensa é buscar cultivar a boa imagem da instituição junto à opinião pública, tanto quanto procurar manter uma imagem positiva da direção da empresa, mediante essa mesma opinião pública e também aos funcionários.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, o dirigente também tem que suar a camisa, pois existem centenas de instituições e dirigentes bastante competentes. Não basta ter uma assessoria excelente se o assessorado não se esforça para que a sua imagem e da instituição seja abordada positivamente nos meios de comunicação, pois não basta que o assessorado seja presidente de uma grande multinacional para que ele se torne uma fonte. Potencialmente é, mas isso não significa que será de fato, pois existem diversos outros presidentes de multinacionais. E é preciso lembrar que a mídia tem critérios de escolha para eleger quem e o que será notícia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Milhomem afirma que para tornar o assessorado uma boa fonte é preciso que haja um diferencial para que o trabalho do assessorado bem como e a instituição seja repercutido. Dessa forma o autor provoca: “O que torna esse diretor de multinacional mais importante que os outros?”. Para tanto, ele lista uma série de atributos que um assessorado de destaque tem que ter: idéias originais – que suscitem discussão, debate e reação por parte dos leitores, que o tema tenha um “gancho” com fatos atuais, que a empresa tenha bons resultados para apresentar e assim despertar o interesse que quem irá lê a matéria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-4922444299631736772?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/4922444299631736772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=4922444299631736772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/4922444299631736772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/4922444299631736772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/08/relacionamento-assessorassessorado.html' title='Relacionamento Assessor/Assessorado: entre Tapas e Beijos'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-2275291352137247138</id><published>2008-06-23T09:08:00.002-03:00</published><updated>2008-06-23T09:13:06.696-03:00</updated><title type='text'>Por que estar na mídia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;“Falem mal, mas falem de mim” é uma dessas frases que estão na boca de muita gente, mas que ninguém sabe a autoria. E quem nunca a usou na vida? Que atire então a primeira pedra. No entanto, esse jargão no competitivo mercado das corporações e no mundo das disputas políticas não tem vez. Ou falem bem ou de preferência não falem de nós. É mais ou menos assim que funciona a lógica corporativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conforme Graça Monteiro, no artigo Por que estar na mídia, cujo texto compõe o livro de Jorge Duarte, Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia, “há momentos em que interessa à instituição ser notícia e há outros que não”. Mas por quê? Porque estar na mídia e ser abordado de forma positiva passa a ser uma estratégia de fortalecimento da imagem da instituição frente à opinião pública.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num aspecto político, ninguém ou nenhuma instituição pretende virar notícia nas páginas policiais, ou muito menos nas editorias de política com envolvimento em escândalos; pois tal fato pode levar um político ao fracasso ou uma empresa à falência. Exemplos não faltam. Como os famosos casos da escola Base e do então deputado Ibsen Pinheiro, que foram a bancarrota injustamente e nunca tiveram as denúncias comprovadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, há controvérsias quanto à força da mídia na imposição de pessoas ao esquecimento e ao infortúnio. O caso do ex-presidente que voltou a arena política talvez seja o mais sintomático. Contudo, não se pode dizer que episódios dessa natureza são via de regra. Normalmente, uma imagem negativa estampada nos jornais pode ser mais nociva do que benéfica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso, verifica-se que da mesma forma que a mídia pode arrasar com uma pessoa ou instituição, pode lhes dar um enorme prestígio. Desde que a imagem esteja estrategicamente adequada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No caso das empresas privadas, que têm a obrigação de lidar periodicamente com o lucro, construir uma boa relação com a opinião pública é fundamental para a manutenção de seus clientes, além de conquistar novos. Isso porque o grupo de consumidores que levam em consideração a reputação da empresa é cada vez maior. Por conta disso, muitas instituições fazem marketing enfocando projetos de responsabilidade social e / ou ambiental. Há quem diga que muitos desses programas não passam de puro bom-mocismo, somente para captar mais clientes. Em todo caso, seja lá qual for o real interesse dessas instituições com essas campanhas, de fato parece funcionar. Afinal, elas investem milhões. Sinal de que ao menos estão realmente preocupadas com a constante manutenção de signos positivos na cabeça das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Instituto Ethos, que lida com responsabilidade social, tem 1.384 empresas associadas conforme uma lista atualizada no dia 16/06/2008 e divulgada em seu site. Desse total, a maior parte são empresas de grande porte (32,95%). São Paulo é o reduto de quase 55% dessas empresas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um levantamento realizado em 1993 pelo Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e mencionado por Graça Monteiro, conforme Duarte (2001, p. 18), revela que “metade dos 25 mil jornalistas brasileiros estava de alguma maneira relacionada com atividades de assessoria de imprensa ou similares”. Em um outro levantamento um pouco mais recente feito pelo Sindicato de Jornalistas de São Paulo, de acordo com Brandão (2001, p. 50) citado por Monteiro, “em 1999, a quantidade das chamadas ‘assessorias de comunicação’ chegava a 700, no País, e cerca de 500 somente no estado de São Paulo”. Pode-se inferir disso que as empresas estão, cada vez mais, preocupadas em construir uma boa imagem no senso comum e para isso estão utilizando cada vez mais os serviços das assessorias de comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Graça Monteiro lembra que, pelo fato de os informes publicitários serem pagos, podem ser interpretados “como um lugar em que a instituição só diz o que lhe convém”. Por outro lado, ressalta que, como a notícia e a reportagem são gratuitas e tendam para a imparcialidade, “aumenta a credibilidade do que é dito sobre a instituição”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eis que, atuar estrategicamente visando sempre a inserção dos assessorados nesses dois aspectos do jornalismo, instituições e pessoas podem alcançar êxito com suas imagens tratadas de forma positiva no imaginário popular. Para tanto, é fundamental que estejam municiados de bons argumentos e que estejam afinados com fatos realmente relevantes à sociedade. Seja, por exemplo, na linha de frente no combate as mazelas, ou numa inovação que traga algum tipo de bem estar social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-2275291352137247138?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/2275291352137247138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=2275291352137247138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2275291352137247138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2275291352137247138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/06/por-que-estar-na-mdia.html' title='Por que estar na mídia'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-1513111407412217453</id><published>2008-06-14T11:54:00.004-03:00</published><updated>2008-12-11T06:24:34.516-02:00</updated><title type='text'>Medicamentos para o alcoolismo</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="style2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SFPcn-bjAAI/AAAAAAAACdQ/yn2hton2ME8/s1600-h/medicamentos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SFPcn-bjAAI/AAAAAAAACdQ/yn2hton2ME8/s320/medicamentos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211751773129342978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="style2"&gt;"A crença de que a cura do alcoolismo era questão de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;" class="style2"&gt;vontade impediu avanços na área" &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span class="style2"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Por Drauzio Varella&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;ÀS SETE da manhã, o homem encostou no balcão da padaria com as mãos trêmulas e a barba por fazer. O balconista serviu um copo americano com pinga até o friso superior. Ele se debruçou sobre a bebida e deu o primeiro gole sem usar as mãos. Pouco depois, tremendo menos, conseguiu segurar o copo e tomar o resto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Em seguida, começou a transpirar, abriu o colarinho e fez uma série de inspirações profundas que não lhe trouxeram alívio. Ao contrário, o rosto ficou congesto, com as veias saltadas, vermelho como pimentão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Vou morrer, disse para o balconista atônito que, em segundos, lhe preparou um copo de água com açúcar. Agitado, saiu para a calçada em busca de ar, com o rosto em chamas. Duas senhoras que compravam pão foram atrás. Insistiram que tomasse a água açucarada, enquanto o abanavam com um xale preto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Lembro como se fosse ontem, dessa cena que presenciei aos 14 anos.No dia seguinte, a vizinhança comentava que a esposa havia colocado na sopa do marido o remédio causador da sensação de morte iminente na padaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Durante muitos anos, o único recurso farmacológico para o alcoolismo foi essa droga traiçoeira: o dissulfiram, conhecido popularmente como Antabuse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;No mesmo período em que a medicina desenvolveu antibióticos, medicamentos para controlar hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e tantas outras, a crença ridícula de que a cura do alcoolismo era simples questão de força de vontade impediu qualquer avanço nessa área.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Tanto é verdade que os Alcoólicos Anônimos representavam a única esperança para os que desejavam livrar-se do álcool. Situação humilhante para os médicos: um grupo de auto-ajuda conseguir fazer muito mais do que a medicina inteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Tal panorama começou a mudar apenas nos anos 90, quando estudos clínicos e inquéritos epidemiológicos permitiram dividir os dependentes em dois grupos principais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;O primeiro é representado pelos que experimentam grande excitação ao beber. São aqueles que nas festas estudantis riem, fazem algazarra e se apropriam da palavra. O álcool os torna eufóricos, seguros de si. Costumam apresentar problemas causados pelo uso excessivo já aos 20 ou 30 anos. Em suas famílias geralmente há outros casos de alcoolismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;No segundo, estão incluídos os ansiosos que bebem com a finalidade de aliviar o estresse e a ansiedade. Geralmente, começam a beber com moderação a partir dos 30 ou 40 anos e só apresentarão as complicações características do uso excessivo mais tardiamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Como resultado de intenso trabalho com animais de laboratório, em 1994 foi aprovado o segundo medicamento para o tratamento do alcoolismo: a naltrexona, droga que bloqueia no cérebro os receptores opióides existentes nos neurônios responsáveis pelos efeitos euforizantes do álcool.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;A terceira droga aprovada, o acamprosato, bloqueia a liberação de um neurotransmissor (glutamato), produzido em quantidades excessivas pela exposição continuada a doses altas de álcool. Embora reduza a intensidade dos sintomas da crise de abstinência, os resultados do acamprosato têm sido contraditórios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Nos últimos anos, a compreensão dos mecanismos moleculares que levam à liberação dos neurotransmissores envolvidos nas sensações de prazer, euforia, agressividade e dependência química associadas ao álcool, possibilitou a descoberta de novos tratamentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Em estudo publicado em 2003, na revista "The Lancet", o topiramato, usado em casos de epilepsia, enxaqueca e distúrbios alimentares, demonstrou ser capaz de reduzir o número de drinques diários e de aumentar os dias de abstinência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;No ano passado, foi demonstrado que a vareniclina, droga de aprovação recente para os que decidem livrar-se do cigarro, reduz a sofreguidão por bebidas alcoólicas em ratos tornados dependentes. É provável que tenha efeito semelhante em seres humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;Ao lado dessas drogas que usam como alvo os neurotransmissores, têm ocorrido avanços significativos no estudo de outras que interferem com o mecanismo de estresse, responsável pelo abuso nos mais ansiosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="style2"&gt;É provável que nos próximos cinco a dez anos possamos oferecer aos que fazem uso nocivo do álcool, remédios eficazes que os ajudem a livrar-se da dependência. Talvez até surjam medicamentos que lhes realize o sonho de experimentar o prazer de um copo de vinho ou de um chope com os amigos, sem correr o risco de beber até cair na sarjeta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-1513111407412217453?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/1513111407412217453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=1513111407412217453' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1513111407412217453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1513111407412217453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/06/medicamentos-para-o-alcoolismo.html' title='Medicamentos para o alcoolismo'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SFPcn-bjAAI/AAAAAAAACdQ/yn2hton2ME8/s72-c/medicamentos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-3906838975493175765</id><published>2008-06-13T14:12:00.003-03:00</published><updated>2008-12-11T06:24:34.662-02:00</updated><title type='text'>Viver mais sem comer menos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SFKrEFum2HI/AAAAAAAACdA/qdH1IF6f_YU/s1600-h/foto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SFKrEFum2HI/AAAAAAAACdA/qdH1IF6f_YU/s320/foto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211415805566572658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao diminuir o aproveitamento energético das mitocôndrias, cientistas da USP criam estratégia que reproduz efeitos das dietas de baixas calorias, aumentando longevidade. Estudo foi publicado na revista &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: arial;"&gt;Aging Cell&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: arial;"&gt;Foto: NSF&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte: Agência Fapesp&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na década de 1930, cientistas demonstraram que uma dieta com poucas calorias retardava o envelhecimento, aumentando a longevidade dos animais. Agora, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram promover em camundongos os mesmos efeitos benéficos da dieta de restrição calórica sem precisar diminuir a quantidade de alimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; A estratégia consistiu em tratar os animais com uma droga que diminui o aproveitamento energético das mitocôndrias. Além de aumentar em cerca de 10% a longevidade, o tratamento reduziu os índices ligados à síndrome metabólica – o conjunto de fatores de risco cardiovascular que inclui diabetes, hipertensão arterial, distúrbios lipídicos e obesidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O estudo, coordenado por Alicia Kowaltowski, professora do Departamento de Bioquímica da USP, foi publicado no site e em breve sairá na edição impressa da revista &lt;i&gt;Aging Cell&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; A mitocôndria é uma organela celular que, com o uso do oxigênio da respiração, converte a energia dos alimentos em energia química, ou trifosfato de adenosina (ATP), vital às atividades celulares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De acordo com Alicia, a estratégia utilizada se baseou no mecanismo conhecido como desacoplamento mitocondrial. “O desacoplamento consiste em diminuir a síntese de ATP mantendo a mesma quantidade de alimento”, disse à &lt;b&gt;Agência FAPESP&lt;/b&gt;. O estudo tem apoio da FAPESP na modalidade Projeto Temático.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Segundo a cientista, para sintetizar o ATP, a mitocôndria gera um gradiente de prótons – isto é, fica mais positiva do lado de fora do que em seu interior. Esse gradiente serve como fonte de energia para a síntese de ATP.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“A droga que utilizamos, o dinitrofenol, diminui esse gradiente de prótons, deixando que alguns deles voltem para dentro da mitocôndria sem que haja síntese de ATP”, explicou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O dinitrofenol é conhecido há muito tempo e, na década de 1930, já era utilizado como droga para o emagrecimento. Mas, apesar de eficaz, seu uso causava controvérsias, uma vez que a dose terapêutica estava muito próxima da dose tóxica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“O que fizemos foi utilizar o dinitrofenol em uma dose muito menor para mostrar que a diminuição do aproveitamento de energia da mitocôntria é capaz de prevenir os efeitos do envelhecimento”, afirmou Alicia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O estudo teve participação da professora Marisa Medeiros e das estudantes Camille Caldeira da Silva, Fernanda Cerqueira e Lívea Barbosa, que realizaram os experimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo Alicia, o grupo já havia realizado um estudo semelhante, em 2004, em um modelo de envelhecimento de leveduras. “A partir daquele estudo em células &lt;i&gt;in vitro&lt;/i&gt; resolvemos testar a estratégia em animais”, disse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; O objetivo da pesquisa foi mimetizar os efeitos de uma dieta de restrição de calorias para diminuir o aproveitamento energético, mas sem reduzir a quantidade de comida ingerida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; “Assim como os humanos, os camundongos tendem a engordar quando envelhecem. Os que foram tratados com o dinitrofenol, no entanto, ganharam menos peso à medida que envelheciam, apesar de comerem a mesma quantidade do que os outros”, afirmou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; O ganho de peso, segundo a pesquisadora, está associado ao aumento dos níveis de glicemia, triglicérides e insulina, características da síndrome metabólica. “Nos camundongos submetidos à estratégia todos esses indicadores estavam diminuídos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lesões por radicais livres&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo a professora do Departamento de Bioquímica da USP, o estudo não pretende sugerir o dinitrofenol como opção terapêutica, devido a seus efeitos tóxicos. “A idéia foi demonstrar que a manipulação das funções da mitocôndria é muito eficaz para controlar o envelhecimento e o ganho de peso”, disse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; O estudo demonstrou também que a estratégia é eficiente para diminuir as lesões provocadas por radicais livres – outra das causas do envelhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“À medida que envelhecemos, acumulamos lesões por radicais livres nas moléculas. Sabemos que a restrição calórica diminui a geração de radicais livres na mitocôndria, diminuindo também essas lesões. Comprovamos que o tratamento com o dinitrofenol também é eficiente para diminuí-las, configurando uma estratégia antioxidante muito mais eficaz que o uso de vitaminas, por exemplo”, disse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um dos objetivos do grupo, a partir de agora, é modificar o dinitrofenol para gerar novas drogas que possam ser utilizadas para o desacoplamento mitocondrial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Outra possibilidade é ativar vias naturais de desacoplamento presente nas mitocôndrias, como os canais para potássio, ou certas proteínas desacopladoras. Uma droga que ativasse essas vias seria muito interessante para promover, sem depender de nenhuma proteína, os efeitos que conseguimos produzir quimicamente”, destacou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Alicia salienta que a FAPESP acaba de aprovar novo pedido de bolsa de pós-doutorado para o Projeto Temático que coordena, de modo a dar continuidade a essa linha de pesquisa. “Estou selecionando candidatos. Além de continuar essa pesquisa aplicada, com fins farmacêuticos, queremos estudar os mecanismos e os processos celulares envolvidos no envelhecimento”, disse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Para ler o artigo &lt;i&gt;Mild mitochondrial uncoupling in mice affects energy metabolism, redox balance and longevity&lt;/i&gt;, de Alicia Kowaltowski e outros, publicado na &lt;i&gt;Aging Cell, &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blackwell-synergy.com/doi/abs/10.1111/j.1474-9726.2008.00407.x" target="_blank"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-3906838975493175765?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/3906838975493175765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=3906838975493175765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3906838975493175765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3906838975493175765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/06/viver-mais-sem-comer-menos.html' title='Viver mais sem comer menos'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SFKrEFum2HI/AAAAAAAACdA/qdH1IF6f_YU/s72-c/foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-1499542065044664790</id><published>2008-06-11T18:35:00.001-03:00</published><updated>2008-06-11T18:38:39.841-03:00</updated><title type='text'>Direitos humanos e cidadania GLBT</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"A sociedade que nos mata é a mesma que nos leva para a cama"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Raquel Teixeira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Nem menos nem mais; direitos iguais." Com voz de comando, Toni Reis, presidente do grupo Dignidade e da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT), liderou um coral de mais de 1.000 vozes, com as pessoas de pé, repetindo o refrão acima. Essas palavras expressam o espírito que reinou na Primeira Conferência Nacional GLBT, que se realizou em Brasília, de 5 a 8 de junho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Primeira iniciativa governamental do gênero no mundo, convocada por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a abertura da Conferência foi prestigiada pelo próprio presidente, acompanhado da primeira-dama, de seis ministros e do advogado-geral da União, além de observadores de 14 países. Além do espírito de "direitos iguais", o outro espírito prevalecente era o da emoção. Emoção profunda, que fez vários dos presentes chorarem, diante do momento, histórico, de resgate e de respeito à diversidade e à democracia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2008 é o ano em que se comemoram os 120 anos da Abolição da Escravatura, os 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e os 30 anos do movimento pelos direitos homossexuais no Brasil. Desde aquele tempo em Paris, quando o mundo, horrorizado com as atrocidades da guerra e do nazismo, resolveu fazer uma declaração universal dos direitos humanos, avançamos muito. Judeus, ciganos, índios, negros, crianças, mulheres, homossexuais, pessoas com deficiência, todos, em maior ou menor escala, alvos de preconceito, fazem parte do mesmo conjunto de cidadãos e cidadãs que a parte da sociedade, ainda machista, sexista, racista, homofóbica e intolerante insiste em querer discriminar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas quando um presidente da República convoca uma Conferência Nacional e prestigia sua abertura, alguma coisa está mudando. Quando um ministro de Estado, Paulo Vannuchi, lembra Sócrates, Leonardo da Vinci, Oscar Wilde, Proust e Lorca como precursores do movimento do direito à livre orientação sexual, e outro ministro, José Temporão, anuncia a inclusão de cirurgia de mudança de sexo no pacote do Sistema Único de Saúde (SUS), alguma coisa realmente está mudando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda é pouco. E insuficiente. O mesmo país que faz uma Conferência GLBT é o país que a cada três dias assassina um cidadão GLBT. É o país que algema, humilha e prende um sargento do Exército que se declarou gay. O sargento Laci está doente, com depressão crônica, estresse traumático e esclerose múltipla, mas sendo tratado com desrespeito. Essa é a contradição. Explicada de maneira singela, ao mesmo tempo profunda, pela travesti Fernanda Benvenuty, aplaudida de pé: "A sociedade que nos mata é a mesma que nos leva para a cama." Não foi por outra razão que o presidente Lula disse que ainda vai criar o Dia Nacional de Combate à Hipocrisia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o que os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais realmente querem, perguntam alguns? Querem ser tratados como cidadãos e cidadãs com plenos direitos. Só isso. Na hora de votar ou de pagar tributos, ninguém pergunta qual é a orientação sexual e, nesse momento, são todos homens e mulheres no pleno exercício da sua cidadania. Mas na hora de receber os benefícios dos direitos humanos mais fundamentais, estes lhes são negados. Eles querem a união civil entre pessoas do mesmo sexo, querem poder adotar filhos, doar sangue e prestar serviço militar. Querem ser felizes. Ora, uma vez atingida a idade adulta, não há lei que possa proibir o livre exercício da sexualidade. Tentar fazer isso é cercear o direito de livre expressão, é ferir a autonomia e a dignidade dessas pessoas, é dificultar-lhes o acesso à saúde, ao trabalho, ao lazer. Porque conhecem como ninguém a força do preconceito, eles querem um Plano Nacional de Combate à Homofobia. Querem a criminalização da homofobia, como existe a criminalização do preconceito racial, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez o maior desafio do século 21 seja aprender a conviver respeitosa e democraticamente com os diferentes. A Conferência Nacional é um avanço nesse sentido, fruto da sensibilidade do ministro Paulo Vannuchi e do presidente Lula. Mas ela é, acima de tudo, fruto da coragem, da capacidade de enfrentamento, das lágrimas e do sacrifício de muitos que viveram a humilhação, a tortura e a morte para inspirar outros, GLBT ou não, a assumirem sem medo nem hipocrisia a luta por uma sociedade sem preconceitos, sem violência, livre, solidária, onde cada um possa construir seu caminho para a felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;À Negra Cris, ao Toni Reis e à Fernanda Benvenuty, que arrasaram na abertura da Conferência, minha admiração pela coragem e meu compromisso de defesa das causas que representam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;*Deputada federal PSDB (GO)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-1499542065044664790?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/1499542065044664790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=1499542065044664790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1499542065044664790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1499542065044664790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/06/direitos-humanos-e-cidadania-glbt.html' title='Direitos humanos e cidadania GLBT'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-6594422928691616731</id><published>2008-06-08T19:11:00.001-03:00</published><updated>2008-06-08T19:13:26.343-03:00</updated><title type='text'>A velocidade como fetiche</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Silter&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No capítulo A velocidade como fetiche, do livro &lt;em&gt;Jornalismo em tempo real&lt;/em&gt;, de Sylvia Moretzsohn, a autora procura argumentos que sustentam críticas ao modelo de publicação &lt;i style=""&gt;on line&lt;/i&gt; na imprensa digital. Para tanto, Moretzsohn aborda a notícia como produto e esse produto como “fetiche mercadológico”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo a abordagem de Moretzsohn, o “fetichismo da mercadoria” implica no desconhecimento de causa, pelo leitor em geral, no processo em que se dá a formulação da notícia. É como se este produto – a informação – fosse capaz de existir por ele mesmo. Subentende-se então, que a leitura de uma notícia pelo grande público quando divulgada por um veículo de comunicação é feita quase da mesma forma que um ato de fé, ou seja, como se ali estivesse a pura verdade e não uma versão da realidade. Assim esses leitores ignoram que esta informação é um ponto de vista de alguém, que trabalha para uma instituição, e que ambos têm interesses diversos à cerca desse produto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo Marx, em &lt;em&gt;O Capital&lt;/em&gt;, citado por Moretzsohn, o “fetichismo da mercadoria” é “o processo através do qual os bens produzidos pelo homem, uma vez postos no mercado, parecem existir por si, como se ganhassem vida própria, escondendo a relação social que lhes deram origem”. Sylvia explica que esse fetichismo mercadológico aparece como uma “fantasmagórica relação entre coisas”, como se fossem naturais, neutralizando a capacidade humana de perceber o processo de como foram produzidas essas informações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A velocidade instantânea da notícia, em “tempo real”, nem sempre foi via de regra no jornalismo. A partir do início da década de 90, quando surgem os primeiros sites de notícias no Brasil, essa intantaneidade na informação passa a ser uma prioridade. Para Sylvia, essa mesma velocidade tem um viés ideológico que ajuda a vender a informação. Existe toda uma lógica de que “chegar na frente” é mais importante do que “dizer a verdade”. De acordo com essa lógica, Negri, citado por Sylvia, justifica: “a informação só tem valor pela rapidez de sua difusão, ou melhor, a velocidade é a própria informação”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas toda essa lógica empregada no jornalismo implica em alguns equívocos. A pressa geralmente incorre em informações mal apuradas e textos superficiais. Sylvia lembra o caso jocoso de Mark Twain que leu a própria morte na Associated Press. “A notícia sobre a minha morte foi muito exagerada”, ironizou Twain quando comunicou à agência. Contudo, as precipitações são uma constante em nosso jornalismo. Vê-se pelo caso da balsa que virou em Manaus. Todo dia tem uma informação diferente sobre a quantidade de mortos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quanto à superficialidade, hoje (6), ao ler uma notícia em um site de Rondônia, percebi que faltava uma informação elementar no texto que divulgava a condenação de um ex-prefeito do estado. Segundo o site, o homem foi condenado a 16 anos de prisão, mas nada dizia se ele podia ou não recorrer da decisão. Nem ao menos dizia quem o havia condenado. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em todo caso, Sylvia lembra que há diferença conforme o tipo de veículo. Se impresso ou &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt;, por exemplo. E mesmo entre aqueles que figuram somente na Internet existe diferenças. Se superficial será acessado por leitores com pouca capacidade para a crítica. Se mais abrangente, aprofundando as idéias, será lido, evidentemente, por pessoas mais críticas, que procuram uma informação mais completa. Isso reflete na credibilidade do meio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De toda forma, essa lógica do tempo real está presente em praticamente todos os veículos &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt;. E isso, ressalta Sylvia, afeta a prática do jornalismo como um todo, “radicalizando a corrida contra o tempo”. De acordo com Sérgio Augusto, citado por Sylvia, “cada vez mais o jornal é um produto que, antes de ser bom, precisa ser rápido para chegar mais cedo que os concorrentes às mãos do leitor”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Schudson, mencionado por Sylvia, acha que o estado de pressa existente nas redações não é somente para fornecer ao leitor uma informação mais rápida. Segundo ele, “antes de se preocuparem com seu público, preocupam-se (os jornais) com os concorrentes”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se essa lógica de quem dá a notícia primeiro fosse alterada para a lógica de quem desse a notícia melhor, o jornalismo sem dúvida sairia ganhando. E quem, na verdade, mais lucraria com isso era o cidadão brasileiro e o estado democrático de direito. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-6594422928691616731?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/6594422928691616731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=6594422928691616731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6594422928691616731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6594422928691616731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/06/velocidade-como-fetiche.html' title='A velocidade como fetiche'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-5965372412042919817</id><published>2008-05-27T09:27:00.002-03:00</published><updated>2008-12-11T06:24:34.901-02:00</updated><title type='text'>Começa nova fase de exploração em Marte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SDv_N8oJzuI/AAAAAAAACaw/DGBgnqlCBEI/s1600-h/pouso_phenix.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205034409434664674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SDv_N8oJzuI/AAAAAAAACaw/DGBgnqlCBEI/s400/pouso_phenix.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Após uma viagem de dez meses e 700 milhões de quilômetros, a sonda Fênix, da Nasa, agência espacial norte-americana, pousou em segurança em Marte. E, com todos os seus instrumentos operando corretamente – incluindo os painéis solares que alimentam os dispositivos eletrônicos –, ela já começou a trabalhar, tendo enviado suas primeiras imagens do planeta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O módulo, que pousou no pólo norte marciano às 20h53 (horário de Brasília) do domingo (25/5), tem 410 quilos. Desses, 59 quilos são de instrumentos científicos, que ajudarão a analisar detalhes da composição física, química e do clima no planeta. O tempo da missão está previsto em três meses. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As primeiras imagens enviadas mostram detalhes da superfície plana em que o veículo robotizado desceu e na qual os cientistas responsáveis pela missão esperam encontrar em seu subsolo reservas de água congelada. Serão feitas perfurações para verificar a dimensão das reservas, bem como sua composição química. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As análises também verificarão a presença ou não de alguma forma de vida – ou de ingredientes químicos necessários para tal existência – que esteja preservada no subsolo gelado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Vimos a falta de pedras que esperávamos. Não observamos gelo na superfície, mas achamos que ele será identificado em breve”, disse Peter Smith, da Universidade do Arizona, pesquisador principal da missão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pouso, apesar de tranqüilo, foi encarado com grande preocupação pelos cientistas. “Apenas cinco de nossas 11 tentativas de pousar no planeta vermelho foram bem-sucedidas”, disse Ed Weiler, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da Nasa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para ele, a taxa de sucesso, apesar de baixa, é facilmente justificada. “Para a exploração do Universo, é preciso aceitar alguns riscos em troca do grande potencial de ganhos científicos”, destacou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Fênix usa peças de outra espaçonave, construída para ser lançada em 2001 e cuja missão foi cancelada após a perda de outra sonda, em tentativa de pouso semelhante ocorrida em 1999. Os responsáveis pela missão cancelada propuseram à Nasa, em 2002, uma nova oportunidade, que foi aceita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A missão é dirigida por Smith, em parceria com o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e com a Lockheed Martin. Participam dos trabalhos de pesquisa integrantes de instituições da Alemanha, Canadá, Dinamarca, Finlândia e Suíça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.nasa.gov/phoenix" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;www.nasa.gov/phoenix&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;Fonte: Agência Fapesp&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-5965372412042919817?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/5965372412042919817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=5965372412042919817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5965372412042919817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5965372412042919817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/05/comea-nova-fase-de-explorao-em-marte.html' title='Começa nova fase de exploração em Marte'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/SDv_N8oJzuI/AAAAAAAACaw/DGBgnqlCBEI/s72-c/pouso_phenix.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-8513378273633661753</id><published>2008-05-24T14:04:00.002-03:00</published><updated>2008-05-24T14:06:47.093-03:00</updated><title type='text'>Diversas opiniões sobre opinião pública</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Por Silter&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De acordo com o artigo &lt;i style=""&gt;Contribuições para o conceito de opinião pública&lt;/i&gt; de Rubens Figueiredo e Sílvia Cervellini, pode-se dizer que não há um conceito único para opinião publica. Os próprios autores chamam atenção para a “inexistência de uma conceituação” que seja passível de ser aceita pelas várias ciências cujas interdisciplinaridades sobre o tema sejam convergente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em todo caso, vários autores se embrenharam nessa temática com o propósito de buscar uma maneira de objetivar um conceito sobre opinião pública. Um dos pioneiros sobre o assunto foi estadunidense Walter Pillman. Segundo o autor, o mundo é bastante complexo para que cada indivíduo, sozinho, possa aprendê-lo individualmente; e quando uma pessoa forma uma opinião sobre um assunto ela conta com informações produzidas por outros indivíduos ou meios de comunicação. Para Pillma, nunca uma experiência individual produz uma opinião com exclusividade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Já o teórico Manin propõe que uma opinião pública deve levar em conta a pluralidade. Nessa teoria, não existe apenas uma opinião pública, mas sim várias. Dessa forma, as opiniões públicas se manifestam por meio dos meios de comunicação, dos grupos organizados, de pesquisas, reuniões sociais e em tantas outras formas em que pessoas possam se organizar para discutir sobre diversos temas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contudo, Manin chama atenção para um aspecto importante da opinião pública. Conforme explicação de Manin sobre Habermas (teórico de vertentes do final do século XVIII e começo do século XIX), as pesquisas de opinião medem “opiniões comuns” e não “opinião pública”. Habermas justifica que as proposições sobre opinião pública da atualidade se desvirtuaram das propostas construídas naquela época. No período que vai desde a Revolução Francesa as invasões Napoleônicas, a opinião pública era encarada como base de legitimação da democracia. Como fundamento, usavam-se métodos de deliberação racional que resultassem no interesse geral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Habermas acha que a opinião pública na atualidade vive uma deterioração produzida pelos meios de comunicação, com base em um debate racional entre os cidadãos. Para tanto, conforme Habermas mencionado pelos articulistas, a razão para a Escola de Frankfurt deve ser o caminho da utopia emancipadora e só existe ao lado de uma “discussão pública, que não sofre restrições e que isenta de dominação, sobre a adequação e a conveniência de princípios e normas que orientem o agir à luz dos reflexos sócio-culturais... uma comunicação dessa espécie, em todos os níveis dos processos políticos e repolitizados de formação da vontade”.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As teorias propostas por Pierre Bordieu são bem mais incisivas. Para ele a opinião pública simplesmente não existe. Suas contestações se apóiam sobre três argumentos: a) os pesquisadores partem de uma premissa equivocada de que a opinião pública esteja ao alcance de qualquer indivíduo; b) o falso pressuposto de que as opiniões têm o mesmo valor; e c) Bordieu não acredita que os temas pesquisados sejam do interesso de todos e assim há, segundo o autor, uma imposição do pesquisador sobre temas que este considera importante, sem se basear no real consenso sobre o assunto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para tanto, em 1965, Harwood L. Childs fez uma análise sobre oito definições históricas de opinião pública e concluiu que todas se equivocavam, já que limitavam o sentido da expressão. Ao tentar solucionar a questão, Childs definiu opinião pública como “coleção de quaisquer opiniões individuais”. No entanto, a definição foi tão genérica e abrangente que aquilo proposto como a uma solução se tornou um novo problema, pois a definição não definia nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um outro teórico criou um conceito bem mais realista. Para Lippmann, os cidadãos em geral não necessariamente precisam ser bem informados e interessados em temas com certo grau de complexidade. Eles não necessitam tratar de todos ou pelo menos muitos dos temas da vida pública assim como tratam de assuntos pessoais, pois existem instituições especializadas para tal atividade.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por fim, dois aspectos mencionados pelos articulistas merecem destaque. A definição de opinião pública deve também pressupor um &lt;i style=""&gt;sujeito&lt;/i&gt; e um &lt;i style=""&gt;objeto&lt;/i&gt; específico. Quanto ao sujeito, a opinião pública deve corresponder a um grupo de pessoas com características em comum, seja da elite ou da massa, se são informados ou não, ou se a manifestação é racional ou emocional. Nesse aspecto, mesmo as opiniões das minorias devem ser levadas em conta como manifestação da opinião pública. Quanto ao objeto, o tema proposto deve ser relevante o suficiente para propor um debate público para que os participantes se posicionem a respeito daquilo que está sendo debatido.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:130%;" &gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-8513378273633661753?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/8513378273633661753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=8513378273633661753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/8513378273633661753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/8513378273633661753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/05/diversas-opinies-sobre-opinio-pblica.html' title='Diversas opiniões sobre opinião pública'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-2654054835901427553</id><published>2008-05-22T13:25:00.003-03:00</published><updated>2008-05-25T09:29:17.066-03:00</updated><title type='text'>De quem é essa Floresta Amazônica, afinal?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="cEZTFont1"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="cEZTFont1"&gt;De Alexei Barrionuevo (publicado no New York Times)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pelo período que a maioria consegue se lembrar o Brasil tem olhado nervosamente para o mapa do vasto e desabitado território da floresta tropical da Amazônia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No anos 60 e 70, os generais aqui viam a colonização da Amazônia brasileira, que tem o tamanho da metade da Europa, como uma prioridade da segurança nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;'Ocupar para não entregar' era o slogan de então. Estradas foram construídas, os brasileiros receberam incentivos para conquistar a terra da Amazônia e transformá-la em nome do desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Havia mais por trás do nervosismo do que uma teoria conspiratória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mesmo então, um depósito tão vasto de riquezas mexia com a imaginação em todo o mundo. Herman Khan, o estrategista militar e futurista, promoveu a idéia de fazer um lago de água doce na Amazônia para transformá-la num centro de produção agrícola. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora, com o mundo de olho nas promessas da biodiversidade e nos perigos do aquecimento global, um coro de líderes internacionais declaram cada vez mais abertamente que a Amazônia é parte de um patrimônio muito maior do que o das nações que dividem o seu território. "Ao contrário do que pensam os brasileiros, a Amazônia não é propriedade deles, pertence a todo nós", Al Gore, então senador, disse em 1989.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tais comentários não são descartados aqui. De fato, eles reacenderam atitudes antigas de protecionismo territorial e de alerta sobre invasores estrangeiros (agora incluindo os bioinvestigadores).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apóia uma lei que restringiria acesso à floresta tropical, exigindo de estrangeiros e brasileiros uma licença especial para entrar nela. Autoridades brasileiras dizem que isso separaria ONGs ruins de boas e bloquearia os assim chamados "biopiratas" - aqueles que querem patentear substâncias únicas descobertas na floresta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"A Amazônia é nossa", disse o secretário de Justiça Romeu Tuma Jr., em uma entrevista. "Queremos saber quem vai lá e o que vão fazer. É uma questão de soberania nacional."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas essa questão não é tão simples quanto parece. O salvador da soberania de um pode ser o destruidor da floresta de outro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E muitos especialistas na Amazônia dizem que as restrições propostas estão em conflito com as próprias tentativas do sr. da Silva de conseguir voz nos debates sobre a mudança climática - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo. Além disso, os críticos usam um relatório de janeiro demonstrando um aumento no desflorestamento como prova de que o governo não está cuidando bem da região.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na semana passada, Marina Silva, uma firme defensora da preservação da floresta tropical, renunciou como ministra do meio ambiente do sr. Silva depois de uma série de derrotas em batalhas políticas com ele sobre programas de desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos soberanos versus o patrimônio mundial. Companhias internacionais, por exemplo, disputam com nações o direito de desenvolver recursos no território virgem do Ártico, num momento em que o gelo em derretimento revela vastos depósitos de petróleo e minerais em potencial. Também há uma disputa sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que tentam proteger tais áreas, e às companhias que querem explorá-las. É uma disputa que deve se tornar mais espinhosa nos próximos anos, em face de duas tendências conflituosas: a maior demanda por energia e a maior preocupação com a mudança climática e a poluição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aqui no Brasil, que detém 60% do território da Amazônia, esse novo debate é colocado em termos reconhecidos no passado - notavelmente a longa suspeita de conservadores e militares de que o verdadeiro objetivo de estrangeiros é controlar as riquezas da floresta tropical do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A importância global da Amazônia está estabelecida. Atua como reguladora do clima, afetando diretamente os padrões de chuva no Brasil e na Argentina. Os seus ventos, de acordo com estudos recentes, podem até mesmo afetar as chuvas na Europa e na América do Norte. A queima e decomposição de árvores para desenvolvimento fazem a parte brasileira da Amazônia responsável por cerca de metade das emissões de gases estufa anuais do mundo, diz Meg Symington, diretora para a Amazônia do World Wildlife Fund nos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O temor dos brasileiros de que a Amazônia seria ocupada por ladrões estrangeiros é de pelo menos 1876, quando Sir Henry Alexander Wickham levou sementes das seringueiras do Brasil para Londres, de onde elas foram enviadas para o que hoje é a Malásia, além da África e outras regiões tropicais, acabando com o boom da boracha na Amazônia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desde então, houve apenas alguns casos documentados do que os brasileiros pensam ser biopirataria. A companhia farmacêutica Bristol-Myers Squibb, por exemplo, descobriu que o veneno da cobra jararaca poderia ajudar a controlar pressão alta e o usou para criar a droga Captopril. Mas, em geral, disse Thomas Lovejoy, presidente do Heinz Center, que apóia pesquisa ambiental, "biopirataria é um verdadeiro red herring". [Expressão idiomática que se refere a um peixe inexistente].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ainda assim, o Brasil tem sido extremamente sensível para estrangeiros que fazem trabalho científico na Amazônia. Marc van Roosmalen, um primatologista nascido na Holanda e cidadão naturalizado, foi preso em 2002 e condenado a 16 anos por manter macacos em cativeiro sem a devida autorização, de acordo com jornais brasileiros. Ele está apelando da sentença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O sr. Lovejoy e outras organizações se preocupam com o fato de que as restrições na Amazônia podem desencorajar a ciência, prejudicar o ecoturismo e proteger o Brasil de escrutínio. "O governo não está interessado em permitir que mais gente vá para a Amazônia para constatar a incompetência que demonstrou em reduzir o desflorestamento", afirmou Marcelo Furtado, diretor de campanhas do Greenpeace Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O sr. Tuma disse que autorizações para acesso serão dadas por autoridades da Justiça e de Defesa. Estrangeiros sem permissão ficariam sujeitos a multas de 60 mil dólares ou mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Não estamos tentando criminalizar a atividade das ONGs", ele disse. "Queremos dar prestígio às ONGs sérias, aos grupos internacionais sérios que têm contribuições a fazer para o Brasil e o mundo."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas José Goldemberg, um ex-secretário de meio ambiente do estado de São Paulo, ecoou muitos ambientalistas ao chamar a estratégia de "paranóica", e lembrou como o Kremlin da guerra fria isolou áreas inteiras de olhos investigadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Se você tentar controlar tudo, isso vai acabar como a União Soviética", ele disse."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-2654054835901427553?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/2654054835901427553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=2654054835901427553' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2654054835901427553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2654054835901427553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/05/de-quem-essa-floresta-amaznica-afinal.html' title='De quem é essa Floresta Amazônica, afinal?'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-5256268826609273914</id><published>2008-04-16T10:37:00.001-03:00</published><updated>2008-04-16T10:39:35.867-03:00</updated><title type='text'>Globo é condenada por erro em foto de pai de Isabella</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Última Instância&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A TV Globo foi condenada a retirar todas as fotos publicadas ou exibidas de um homem apontado como se fosse Alexandre Nardoni, 29, pai da menina Isabella, 5, que foi jogada do 6º andar de um apartamento do Edifício London, no dia 29 de março, na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Após a exibição de sua fotografia nos programas "Fantástico" e "Jornal das Dez", da Globo News, R. C. S. entrou com uma ação de indenização pedindo que a emissora se retratasse e que as reportagens fossem retiradas dos sites da empresa, onde também são reproduzidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo o prejudicado, sua imagem foi exibida no último dia 6 de abril como matéria-prima para a edição da notícia e montagem de um vídeo denominado “A Versão do Pai”, em reportagem sobre o crime. A fotografia foi retirada do site de relacionamentos Orkut, como sendo de Alexandre Nardoni.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"O autor não possui vínculos pessoais ou profissionais com quaisquer um dos envolvidos no caso", afirmou o juiz substituto Fernando Leonardi Campanella, da 3ª Vara Cível de Caraguatatuba.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O magistrado fixou multa de R$ 50 mil em caso de permanência do vídeo na Internet ou nova veiculação de matéria ou da foto em qualquer reportagem produzida pela emissora.O "Fantástico" deste domingo (13) retratou o equívoco logo após exibir novas informações sobre o caso. Os sites ligados à empresa também já não trazem as fotos equivocadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O caso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, 24, pai e madrasta de Isabella, foram soltos na última sexta, beneficiados por habeas corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo. Detidos desde 3 de abril, eles são considerados suspeitos pela morte, apurada como homicídio pela polícia paulista. Ambos foram para Guarulhos, na Grande São Paulo, onde estão com familiares.À polícia, o pai de Isabella afirmou ter chegado no edifício onde mora acompanhado da menina, da madrasta e dos outros dois filhos pequenos do segundo casamento, de três e de onze meses. Ele disse ter subido sozinho e, deixado Isabella no quarto. Ela morava com a mãe, e ficava com o pai a cada 15 dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando voltou com os demais, informou que a luz do quarto dela estava acesa e a tela de proteção da janela, cortada. A perícia, no entanto, apurou que a tela estava partida no quarto dos irmãos. Também havia sangue no local e no corredor de entrada do apartamento. O Corpo de Bombeiros foi acionado, houve tentativa de reanimação, mas sem sucesso.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para o promotor do caso, mesmo com contradições nos depoimentos, não é hora de pedir &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/49741.shtml"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;nova prisão preventiva&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt; do casal. Ele aguarda o julgamento do mérito do HC e os resultados dos laudos do IML (Instituto Médico Legal) e do Instituto de Criminalística e a conclusão das investigações. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-5256268826609273914?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/5256268826609273914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=5256268826609273914' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5256268826609273914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5256268826609273914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/04/globo-condenada-por-erro-em-foto-de-pai.html' title='Globo é condenada por erro em foto de pai de Isabella'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-9102803821183344909</id><published>2008-03-31T18:13:00.003-03:00</published><updated>2008-03-31T18:17:37.838-03:00</updated><title type='text'>A quem pode interessar o "dossiê" do cartão corporativo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Como o sr. vê denúncias de uso irregular de cartão corporativo?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Sempre tivemos cuidado de não fazer devassa contra o governo FHC. Sempre fomos cuidadosos, mesmo porque não é do nosso estilo nem do nosso interesse vasculhar o governo anterior. Também seria pouco inteligente da nossa parte, quando o País está indo bem, ficar levantando qualquer tipo de celeuma e incidente. Precisamos trabalhar e o Brasil precisa crescer. Não é a nós que interessa isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;E a quem interessa?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Compreendo que, neste momento, a oposição está em dificuldades. É possível que amanhã não esteja. Os dados econômicos são muito bons, os dados sociais também, o governo está num ritmo acelerado de trabalho e tem um projeto. A oposição não tem projeto. É natural que ela se apegue a qualquer detalhe para transformar isso numa crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a diferença entre dossiê e banco de dados?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Quando surgiu a matéria do Estado falando sobre irregularidades nos gastos com cartões, e depois do episódio da Matilde e do Orlando Silva, é natural que procurássemos nos organizar para buscar respostas àquelas acusações. É natural que a ministra orientasse para que houvesse uma organização interna. Quando a CPI foi aprovada, estendemos a investigação até 1998. Precisávamos estar prontos para entregar esses dados. Organizar dados não é crime nenhum, nunca. O que é errado é vazar os dados. Quero lembrar que o primeiro vazamento não foi do governo Fernando Henrique. Foi do presidente Lula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A que o sr. se refere?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A dados que o Banco do Brasil não tomou cuidado de guardar. Os dados reservados que apareceram primeiro foram nossos. Imagine se fossem deles, naquele primeiro momento. Iriam dizer que era uma conspiração, um vazamento proposital do banco. A divulgação daqueles dados no Portal (de despesas com segurança da família do presidente) foi um erro, assim como este agora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Como o sr. classifica o episódio?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Grave, porque houve um deliberado vazamento. Agora, quem vazou, o fez por ato absolutamente estranho porque, olhando os dados vazados, não tem nada que constranja nem que deponha contra o presidente Fernando Henrique e dona Ruth. Não há um gasto ali que crie constrangimento. São gastos típicos de um Palácio, de um brasileiro típico de classe média alta. Não tem nada que revelasse luxo, de caviar essas coisas. Então, a pessoa que fez isso (o vazamento), o fez por um ato absolutamente reprovável e vai ter de pagar pelo que fez. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;E qual foi a reação do presidente?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O presidente Lula, desde o primeiro momento, deu a nós a mesma ordem dada nas crises antigas: vamos trabalhar. A ordem é dar o mínimo de importância para este fato e dar as respostas que a instituição (CPI) e o Congresso demandam. A CPI vai continuar o trabalho dela e o Congresso, também. São bolhas de espuma, acontecem e depois murcham.A montagem do banco de dados foi decisão da ministra Dilma, do presidente ou do governo? Evidente que não foi do presidente. Ele nem estava sabendo porque nem precisava ficar cuidando disso. Eu posso dizer que foi uma decisão de governo, sim. E decisões de governo nem sempre são tomadas no mais alto nível. Esta foi tomada na instância que era própria: a Casa Civil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;E quem é o alvo do dossiê?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;É claro que se trata de buscar atingir a ministra Dilma, porque ela passou a representar, na cabeça de muita gente, uma alternativa de governo. Como sempre acontece nestes casos, ela virou a bola da vez.Expor a ministra como pré-candidata à sucessão do presidente Lula não foi um erro do Planalto?O problema é que ela é coordenadora do PAC. Dizer que a ministra é candidata não favorece. A nós, mais do que a ninguém, não interessa antecipar a luta eleitoral. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O sr. acha que o autor do vazamento é tucano ou um aloprado do PT?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Você há de convir que eu seria absolutamente leviano se desse qualquer palpite. A comissão de sindicância está trabalhando e eu não posso avançar. O que eu pergunto é a quem interessa esse tipo de coisa. Não quero dizer que foi o PSDB ou o DEM. Apenas que a nós não interessa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-9102803821183344909?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/9102803821183344909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=9102803821183344909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/9102803821183344909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/9102803821183344909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/03/quem-pode-interessar-o-dossi-do-carto.html' title='A quem pode interessar o &quot;dossiê&quot; do cartão corporativo?'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-8548344610832905624</id><published>2008-03-24T11:29:00.002-03:00</published><updated>2008-03-24T11:36:36.461-03:00</updated><title type='text'>O sal de Marte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Depois de sinais de água, é a vez do sal. Com a ajuda de instrumentos a bordo da sonda Mars Odyssey, um grupo de cientistas nos Estados Unidos identificou a primeira evidência de depósitos de cloretos minerais na superfície de Marte. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O estudo teve seus resultados publicados na edição de 21 de março da revista Science. As evidências de sais foram identificadas em depósitos indicativos de que água foi abundante no passado no planeta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Segundo os autores da pesquisa, a descoberta, feita em algumas das mais antigas regiões de Marte, também poderá ajudar a fornecer evidências de que um dia o planeta abrigou formas de vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Na Terra, sais são formados, por exemplo, pela evaporação de corpos de água ou quando gás escapa de vulcões. Tais processos provavelmente ocorreram há bilhões de anos em Marte, mas até agora os cientistas estavam intrigados pela ausência de depósitos de sais indentificáveis no planeta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Os cientistas, liderados por Mikki Osterloo, da Universidade do Havaí, usaram dados obtidos pelo instrumento Themis, que produz imagens a partir da emissão termal, localizado na Mars Odyssey, veículo lançado em 2001 em órbita do Planeta Vermelho. Em comprimentos de onda na região de infravermelho, o Themis é capaz de registrar detalhes na superfície com resolução de cerca de 100 metros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Foram identificados cerca de 200 locais diferentes no hemisfério sul marciano com características espectrais consistentes com minerais à base de cloro. Esses depósitos de sal estão principalmente em latitudes médias e baixas por todo o planeta, em terrenos antigos e cheios de crateras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A composição exata dos minerais é desconhecida, mas os pesquisadores afirmam que a distribuição e aparência dos depósitos são consistentes com a formação por meio da evaporação. Ou seja, mais um indicador de que Marte um dia teve água. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O artigo Chloride-bearing materials in the southern highlands of Mars , de Mikki Osterloo e outros, pode ser lido por assinantes da Science em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sciencemag.org/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;www.sciencemag.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Agência Fapesp&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-8548344610832905624?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/8548344610832905624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=8548344610832905624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/8548344610832905624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/8548344610832905624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/03/o-sal-de-marte.html' title='O sal de Marte'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-3067430116286735308</id><published>2008-03-17T11:09:00.009-03:00</published><updated>2008-03-17T11:32:07.570-03:00</updated><title type='text'>Os Heróis brasileiros e os heróis da Rede Globo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Carlos Augusto Lordelo Almeida*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo de Televisão. Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhor apresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidade do índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tive durante um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destino apresenta, a oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tão falado Big Brother Brasil, o BBB.&lt;br /&gt;Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar os participantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos agora falar com nossos heróis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De imediato tive uma surpresa que me fez trepidar na cadeira.&lt;br /&gt;Heróis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numa confortável casa, participando de festas, alguns participando até de sessões de sexo sob os edredons, falando palavras chulas e no fim podendo ganhar um milhão de reais, de heróis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que se localiza a aproximadamente 180 km da costa brasileira e contribuimos, mesmo modestamente, para que o nosso País alcançasse a auto-suficiência em Petróleo e continuamos lutando, todos nós, para superar esse patamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dos Helicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Campos e a Plataforma. As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nos marcar para o resto das nossas vidas. Os seus "heróis" Sr Bial, são meros coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com os atos de heroísmos que presenciamos naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente o Senhor como Jornalista que é, deve estar a par de todo o acontecido. Mas sei que os detalhes o Sr. desconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavam indo para casa após haver trabalhado 15 dias em regime de confinamento. Não o confinamento a que estão sujeitos os seus "heróis", pois eles têm toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, que difere um pouco da nossa realidade. Durante esse período de quinze dias esses colegas falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de abraçar seus filhos, de beijar suas esposas, de rever seus amigos e parentes... Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o Helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador. E seus "heróis" Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos? Talvez aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o premio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate, mesmo com o mar apresentando um suel desafiador. Nossos heróis Sr. Bial desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto se colocaram à disposição para ajudar, mesmo que isso colocasse suas vidas em risco. Nossos heróis Sr. Bial, não concorrem ao Premio de um Milhão de reais, não aparecem na mídia, nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas são heróis na verdadeira acepção da palavra. São de carne e osso e não meros personagens manipulados pelos índices de audiência. Nossos heróis convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos e embarcam com destino as Plataformas Marítimas, sem saber se regressarão as suas casas, se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode acontecer: numa curva da estrada, num acidente de Helicóptero, no vôo comercial de regresso a sua cidade de origem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nesta plataforma durante aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Em memória dos colegas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Durval Barros, Adinoelson Gomes e Guaraci Soares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Carlos Augusto Lordelo Almeida é técnico de segurança da Plataforma P-XVIII&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-3067430116286735308?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/3067430116286735308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=3067430116286735308' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3067430116286735308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3067430116286735308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/03/os-heris-brasileiros-e-os-heris-da-rede.html' title='Os Heróis brasileiros e os heróis da Rede Globo'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-6649898541265355901</id><published>2008-03-12T11:53:00.003-03:00</published><updated>2008-03-12T12:00:42.766-03:00</updated><title type='text'>Telejornalismo em close: procura-se um chinês</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Por Paulo José Cunha*&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No princípio era o verbo. Isso até aparecer aquele chinês com a história de que uma imagem vale mais que mil palavras. Gostaria muito de me encontrar com ele para pedir satisfações. Sim, porque a partir dessa premissa que pretendeu justificar o primado da imagem sobre o texto, o conceito de informação não foi mais o mesmo. A mídia, pela via do entretenimento, deixou que a imagem se achasse a dona do pedaço. E em nome do primado da imagem, todos os pecados passaram a ser cometidos. Inclusive o dos textos indigentes, primários, óbvios, sem brilho, sem cor.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O avanço tecnológico dos meios audiovisuais empurrou a imprensa escrita para um formato que privilegia o olho, a sedução da imagem. Os jornais estão ficando cada vez mais parecidos com a TV. On-line, então, é igualzim. E pensar que tudo isso começou a se esboçar no final do século 19, com a revolução gráfica que Joseph Pulitzer pilotou no New York World, com uso despudorado de cores, introdução de ilustrações, charges e quadrinhos... Um espanto para os padrões da época, quando os jornais mais "avançados" não passavam de páginas recobertas de letras miúdas e textos empolados.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Codificação da informação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O século 20, este que se recusa a acabar, vai ficar registrado na História como a Era da Imagem. Ao mesmo tempo, ficará conhecido como a era da desconstrução da linguagem, o período em que se aprofundou o fosso entre a cultura livresca e a cultura da imagem. E tudo porque os dois fenômenos eclodiram basicamente no mesmo período de 20 anos – do final dos anos 50 até os anos 70, quando a TV assume a posição de principal veículo de comunicação (notícia e entretenimento), a partir de dois fatos emblemáticos – as imagens da chegada do homem à Lua e a cobertura da guerra do Vietnã. Ocorre que é também nessa época que a civilização cristã-ocidental sofre o seu maior impacto com a dinamitação das certezas, a derrubada dos tabus, a chegada da Era de Aquarius, os hippies, as drogas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As drogas. Por causa delas, instalou-se definitivamente o império da fragmentação da linguagem, dando origem ao vídeo-clip. Seu formato viria a se transformar numa espécie de ícone da cultura contemporânea, como a querer demonstrar que a imagem detém absoluto controle da espaçonave. E a embriaguez que uma sucessão de imagens desconectadas de sentido imediato provoca prescinde da palavra, que só comparece como coadjuvante de guitarras e urros, para ajudar a marcar o ritmo do rock. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que a premissa do chinezinho, de uma imagem valer mais que mil palavras, estava errada. Só que continuou norteando a produção da informação, inclusive no telejornalismo, porque é bem mais cômodo aceitar o princípio contido numa frase idiota do que questioná-lo. O erro do chinês foi assentar o raciocínio na falsa premissa segundo a qual já existe um código visual mais expressivo e formador de sentido do que o bom e velho léxico. E foi aí que o chinês "se estlepou e queblou a cala". Elaborou a frase antes do advento da televisão, extasiado e "sem palavras" diante de uma bela paisagem. Não sacou que a televisão seria inventada. E que não é vídeo + áudio, mas, sim, um híbrido que resulta do efeito psicológico produzido pela fusão do que se vê com o que se ouve. Daí porque não se dissocia, no telejornalismo, imagem de texto, sob pena de perder-se a compreensão da mensagem. Em outros produtos audiovisuais, como o cinema de ficção e a teledramaturgia, a separação é até possível. Chega a ser saudável, em certos casos. Mas aqui trabalha-se em busca de um efeito estético e não, como ocorre no telejornalismo, da codificação da informação com a finalidade de permitir decodificação direta, clara, objetiva e destinada a impedir mais de uma interpretação.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Palavra dá a volta por cima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por isso, os realizadores de telejornalismo em todos os níveis precisam, cada vez mais, atentar para a importância de se cultivar o bom e velho texto. O avanço tecnológico, sobretudo a digitalização, coroou a Era da Imagem. Fotógrafos e cinegrafistas têm à sua disposição o mais rico arsenal de todos os tempos para brincar de provar a veracidade da frase daquele chinezinho. Talvez consigam quando se descobrir a comunicação telepática.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo indica que a marca do milênio que se inicia será não mais a das grandes descobertas e avanços, mas de se ir vencendo o desafio de encontrar melhores aplicações para o que já existe. E, no caso do telejornalismo, resgatar o poder e o vigor de um dos maiores avanços do gênero humano em todos os tempos – a palavra, entre todos os códigos, com certeza o que ainda detém o maior poder de comunicação. Duvida? Então faça um teste: assista hoje ao noticiário com o volume da TV no zero. Amanhã, faça o contrário: corte a imagem e deixe só o som. Melhor ir correndo buscar o jornal para saber o que aconteceu ontem. Já hoje, só com o som (com as palavras), você pode até perder alguma coisa, mas no final vai ficar sabendo quase todo o conteúdo do que for apresentado no telejornal. É a palavra dando a volta por cima e dizendo quem continua mandando no terreiro.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se alguém encontrar aquele chinezinho, avise-o, por favor, de que tem um cara aí querendo levar um lero com ele. Na boa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;*Por Paulo José Cunha&lt;/strong&gt; é jornalista, apresenta o programa Comitê de Imprensa (TV Câmara) e é professor da UnB&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-6649898541265355901?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/6649898541265355901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=6649898541265355901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6649898541265355901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6649898541265355901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/03/telejornalismo-em-close-procura-se-um.html' title='Telejornalismo em close: procura-se um chinês'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-1153473290439453635</id><published>2008-03-01T17:21:00.010-03:00</published><updated>2008-03-21T21:06:05.328-03:00</updated><title type='text'>A mentira tem pernas longas ou o judiciário que é confuso demais?</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Por Henrique Silter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=475CID003"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado no Observatório de Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Para muitos o Judiciário é mesmo uma caixa preta. E como diz o jargão popular: “Da cabeça de um juiz e da bunda de neném pode sair qualquer coisa”. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vários entendidos do sistema jurídico brasileiro devem ficar perplexos em alguns casos. Refiro-me, especificamente, da incongruência na suspensão de vários artigos da lei de imprensa e aplicação de algumas de suas penas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;No dia 21 passado, o Superior Tribunal Federal, na pessoa do ministro Carlos Ayres Britto, concedeu liminar onde suspendeu vários artigos da famigerada lei de imprensa, de 1967.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Entre os artigos suspensos estava o 20º, que diz respeito à calúnia, ato de imputar falsamente a alguém fato definido como crime.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Um dia depois da decisão do ministro Britto, a Vara das Execuções Criminais de Taubaté determinou a liberdade do reincidente jornalista José Diniz Júnior, 62 anos, (editor do tablóide &lt;em&gt;Matéria-Prima&lt;/em&gt;, de Taubaté), que foi condenado a um ano e um mês de prisão, em regime semi-aberto, por ofender um advogado ao dizer que ele atendia as duas partes de um mesmo processo, conforme divulgou o site Comunique-se, no dia 29.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;A liberdade do jornalista José Diniz Júnior foi argumentada sob a suspensão do artigo 20 da lei de imprensa. No entanto, o item suspenso havia sido subscrito com base no artigo 138 do Código Penal (CP), de 1940, que vigora até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;No Código sobre condutas criminosas calúnia está tipificada assim: “caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”. Ou seja, a mesma coisa prevista no artigo suspenso da Lei de Imprensa, só divergindo quanto às penas (até 2 anos de prisão no CP e até 3 no artigo suspenso) e o acréscimo de um parágrafo no CP que ressalta a observação de que caluniar mortos também é crime.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os artigos sobre calúnia, injúria e difamação na Lei de Imprensa foram suspensos, mas o crime praticado pelo jornalista não; muito menos o Código Penal, que ainda tipifica esses crimes.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:0;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Contudo, há de se perguntar então: o fim da lei de imprensa concede liberdade demais? Pelo menos em tese não, pois esses atos ainda são crimes no Código Penal. Mas na prática...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Então por que o jornalista reincidente foi absorvido? De certo porque foi condenado pela lei de imprensa e não pelo artigo 138 do Código Penal. No entanto, o Código Penal está de longe acima da Lei de Imprensa, embora assim não tenha entendido a Vara das Execuções Criminais de Taubaté.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A dúvida quanto o valor jurídico de um código em detrimento de uma lei suscita uma confusão nas leis ou o judiciário que é confuso demais? “Qual será o segredo de tostines?”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;" face="arial"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;Permitida reprodução desde que citada a fonte &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ahoraevez.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-family:arial;font-size:78%;"  &gt;Publico &amp;amp; Alternativo: A Hora e Vez&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-1153473290439453635?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/1153473290439453635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=1153473290439453635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1153473290439453635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1153473290439453635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/03/mentira-tem-pernas-longas-ou-o.html' title='A mentira tem pernas longas ou o judiciário que é confuso demais?'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-6518038464018473464</id><published>2008-02-17T11:55:00.003-03:00</published><updated>2008-02-17T12:07:02.338-03:00</updated><title type='text'>Os blogs e o futuro da humanidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;a style="font-family: arial;" class="black11"&gt;&lt;br /&gt;Por Odir Cunha (*)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um dia, todos terão seu blog. Mesmo crianças, na escola primária. Haverá um computador em cada carteira, ou os pequenos trarão o laptop de casa e serão estimulados a mostrar sua visão do mundo e da vida através do blog&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tudo bem se não souberem manejar a língua com destreza. Bastará alguma noção do velho Português para terem um blog, pois ele é complacente com os erros, permite gírias ou palavras inventadas, é tolerante com os plágios (quem não sabe dar um control C e um control V?) e funciona melhor com textos curtos, quase telegráficos – que, em última hipótese, podem ser substituídos por imagens ou áudios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Maravilhosamente democráticos, os blogs quebrarão tabus, derrubarão ditadores e acabarão com o radicalismo islâmico. Nenhuma instituição retrógrada resistirá à avassaladora liberdade de expressão que grassará por todos os povos, da Suíça ao Burundi. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A febre dos blogs revelará aspectos intrigantes da natureza humana. Enquanto algumas celebridades das comunicações – como apresentadores de tevê e colunistas de jornal – mal conseguirão atrair comentários de amigos e parentes, pessoas comuns mostrarão talento e vivacidade ao tocar em temas que atrairão milhares de opiniões. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Surgirão, naturalmente, grandes formadores de opinião, e poucos serão jornalistas. Pois os profissionais da palavra e da escrita continuarão com pouco tempo e esmero para manter seus blogs, enquanto muitos anônimos se dedicarão com tamanha paixão aos seus, que cativarão pela autenticidade e naturalidade que já não se vê no jornalismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um menino de cinco anos se tornará sucesso mundial por falar do universo infantil com uma propriedade que nenhum professor-doutor em pediatria jamais conseguiu. Velhinhos e velhinhas conversarão sobre dores e remédios em discussões imperdíveis. Enfim, haverá blogs para todos os gostos e idades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O hábito de blogar, de tão enraizado no dia-a-dia dos cidadãos do terceiro milênio, influenciará usos e costumes. “Bom blog!” cumprimentar-se-ão as pessoas pela manhã. E quando, diante de uma mulher deslumbrante, um homem quiser puxar assunto de forma natural e educada, poderá perguntar: “Sobre o que você blogou hoje?”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como tomado por excitante epidemia, a humanidade falará cada vez mais sobre blogs. E tão mais que chegará um momento em que o Inglês não será suficiente para essa comunicação. E assim, finalmente, premido pela extrema necessidade gerada pelos blogs, o homem criará um idioma único e a Terra poderá realizar o sonho de John Lennon, reunindo todas as nações numa só.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong style="font-family: verdana;"&gt;Posts, Comentários, Solidão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porém, como o poder aquisitivo, a fama e o status social serão determinados pelo sucesso dos blogs, seus proprietários se dedicarão a eles numa escala de tempo assustadoramente crescente. Seis horas por dia, oito, dez, doze, quatorze...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os mais bem-sucedidos tomarão remédio para não dormir, para assim poder postar mais e melhor e responder a mais comentários. Muitos usarão de todos os recursos para divulgar seu blog, para torná-lo mais visto, mais famoso, mais passível de receber a dádiva do patrocínio, sempre escasso e seletivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Famílias se desintegrarão pela obsessão do blog. Marido e mulher, pais e filhos, irmão e irmã, não terão mais tempo um para o outro. Avós e netinhos nem ao menos se verão. Haverá ciúme e espionagem entre amigos. Serão comuns casos de morte por inanição, pois muitos se negarão a abandonar o teclado e terão de ser alimentados por sondas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;em suas casas, as pessoas analisarão as obras de arte, o futebol, os programas de tevê, mas ninguém irá mais a museus, a estádios, ou ao menos ligará a televisão. Com o tempo, sem público para aplaudi-los, artistas e atletas também desistirão de criar ou competir e se restringirão aos seus blogs.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As ruas ficarão vazias. Em uma tarde de inverno, em São Paulo, sem vento e nenhum carro na rua, será possível ouvir o soturno matraquear dos teclados. À noite, cães solitários, há tanto tempo saudosos do calor e da atenção dos humanos, talvez uivem como lobos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No começo, os formadores de opinião, oriundos do jornalismo e do show business, reinarão também entre os blogueiros. Mas essa fase será curta. Logo, muita gente perceberá que é plenamente possível escrever melhor e gerar discussões mais interessantes do que os especialistas, e essa irreverente constatação, além de acabar com alguns mitos, criará um ambiente de extrema competitividade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como qualidade é algo subjetivo, o critério para se avaliar o sucesso de cada blog será o seu nível de visibilidade. “Chegar ao primeiro milhão” não terá nada a ver com dinheiro, mas sim com o número de comentários postados. Todos comemorarão essas marcas, ao mesmo tempo em que torcerão para que outros não as alcancem. A inveja será o mal do homem-blogueiro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mesmo unido pela mesma língua e pelos mesmos costumes, o homem do terceiro milênio não será muito mais honesto ou ético do que o de hoje. E assim, ao perceber que só pode contar com visitas esporádicas de amigos piedosos, enquanto outros blogs estão bombando, ele terá uma atitude profundamente indigna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este homem invejoso e medíocre, esse fracasso como blogueiro, como seria em qualquer outra profissão, este ser vil e desprezível, para não passar a vergonha de ter um blog invisível e impotente, gastará horas intermináveis entrando e saindo de seu próprio blog e, infâmia das infâmias, criará infinitos e-mails e com eles postará uma profusão de comentários, predominantemente elogiosos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dizem que notícia ruim corre mais rápido. Pois hábitos ruins também. Em pouco tempo a fabricação de visitas e comentários a seu próprio favor se tornaria um hábito comum entre blogueiros mal-sucedidos, a maioria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tamanha dedicação ao seu próprio e ridículo blog demandaria muito tempo e afastaria definitivamente a maior parte dos blogueiros dos blogs bem feitos, que de uma hora para outra se veriam esvaziados. Confusos, alguns donos desses bons blogs não entenderiam porque estariam sendo abandonados e, tentados pela vaidade, também criariam e-mails falsos para manter as aparências. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Finalmente, a evolução da equação binária homem-blog chegaria à sua fórmula final: nas ruas desertas e perigosas, tomadas pela hera, habitadas apenas por errantes e maltrapilhos sem-net, só se verá desolação e decadência. Há muito os homens terão perdido a habilidade de fabricar carros ou manter a luz elétrica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Olho o futuro distante e vejo, fechados em quartos sujos e malcheirosos, com a pele escurecida pela poeira, seres humanos que tamborilam freneticamente em teclados ensebados. Postam, copiam, colam, postam, copiam, colam, abrem seus outros e-mails, comentam, respondem, comentam, respondem, atualizam, começam tudo de novo...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sorriem sozinhos, com seus dentes esverdeados, e soltam sons guturais de prazer quando alcançam marcas múltiplas de um milhão. Fingem brigar com seus heterônimos, imaginam o que os outros vão pensar quando lerem o seu blog – mas na verdade há anos não são lidos por mais ninguém, a não ser por si mesmos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esqueceram a língua falada. Estão condenados a se comunicar pelo idioma sintético que um dia foi chamado de “O Esperanto que veio dos blogs”, mas não passa de um código rústico e inculto, que amputou as belezas da língua. Não podem mais definir a multiplicidade das sensações. Faltam imagens, adjetivos. Tudo que é ruim, de saudade a assassinato, é “maus”, tudo que é bom, de amor a sexo, é “belê”. Calculam quanto tempo falta para a morte e dividem pelo tempo que leva para produzir cada post.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p face="arial"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) &lt;em&gt;Trabalhou 31 anos como jornalista. Hoje é escritor, com 11 livros publicados.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Texto publicado no site &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comunique-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-6518038464018473464?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/6518038464018473464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=6518038464018473464' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6518038464018473464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6518038464018473464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/02/os-blogs-e-o-futuro-da-humanidade.html' title='Os blogs e o futuro da humanidade'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-3075663907422027845</id><published>2008-01-08T16:04:00.001-02:00</published><updated>2008-03-01T17:42:43.284-03:00</updated><title type='text'>Opinião Pública não existe: "quem pode pagar uma sondagem"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Henrique Silter&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No texto de Pierre Bourdieu &lt;i style=""&gt;A opinião pública não existe&lt;/i&gt; o autor justifica suas contestações de modo objetivo, claro e com exemplificações. Para isso usa três postulados em que, segundo ele, as pesquisas indicam, de forma equivocada, que:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Todas as pessoas têm uma opinião;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Todas as opiniões se equivalem, ou seja, têm o mesmo peso; e&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Que há um consenso unânime em cada tipo de resposta nas pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Uma a uma, Bourdieu rechaça as afirmações. Para o autor, não é bem verdade que todas as pessoas têm uma opinião sobre um assunto, pois se assim mesmo ocorresse, os próprios institutos de pesquisa não colocariam a opção “não sei responder”. Segundo Bourdieu, se “todo mundo deve ter uma opinião, consiste em ignorar as não-respostas”.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Quanto à equivalência das opiniões, ou seja, que toda opinião tem o mesmo valor, Bourdieu acha que essa afirmação não consiste em uma realidade, pois cada opinião isolada é manifestada sem articulação e por isso não é capaz de criar uma mobilização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para o autor, apenas as opiniões mobilizadas têm um poder real de transformação. “A opinião mobilizada é essencial”. Para exemplificar, Bourdieu cita o exemplo do peso das opiniões dos diretores de escolas técnicas para a tomada de decisão do ministro da Educação. Já as opiniões de individuas comuns da sociedade não têm um valor tão significativo quanto ao grupo de diretores, portanto não são capazes de decidir, transformar, modificar uma realidade, pois são opiniões isoladas e desarticuladas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No que concerne ao pressuposto de que há uma unanimidade para cada tipo de resposta numa pesquisa, Bourdieu considera essa posição sem fundamento. Para o teórico, as pessoas estão diante de opiniões conflituosas e constituídas por segmentos da sociedade. “É preciso escolher entre grupos que se definem politicamente e definir cada vez mais tomadas de posições em função de princípios explicitamente políticos. (...) A pesquisa de opinião trata a opinião pública como uma simples soma de opiniões individuais que seriam recolhidas numa situação que é, no fundo, a cabine eleitoral onde o indivíduo vai furtivamente. Esta concepção de opinião pública ignora que as relações entre opiniões são conflitos de forças”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A respeito desses conflitos de opiniões entre grupos, Bourdieu explica que as distorções das pesquisas, cujas sondagens não são justificadas, são plausíveis de questionamento. “São também acusadas (as agências de sondagens) de fazerem perguntas distorcidas, ou melhor, de distorcerem as perguntas em sua formulação”. Para tanto, Bourdieu justifica essas distorções. “Existe o fato de as problemáticas fabricadas pelos institutos de sondagens de opinião serem subordinadas a uma demanda de tipo particular. Interroga-se sobre os princípios geradores dessas problemáticas é perguntar quem pode pagar uma sondagem de opinião”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo Bourdieu, uma das conseqüências mais prejudiciais das sondagens é a manipulação. “Um dos efeitos mais perniciosos da pesquisa de opinião consiste precisamente em ordenar que as pessoas respondam a uma pergunta diferente da pergunta colocada, sendo que a interpretação apenas registra o mal entendido”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outro problema levantado por Bourdieu é o de ordem política. Segundo ele, a escolha das perguntas passa por um crivo de interesses políticos em que muitas vezes, perguntas muito importantes não são selecionadas devido ao confronto de interesses de cada grupo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para Bourdieu, as sondagens de pesquisas de opinião têm um “efeito fundamental” que é a legitimação de uma opinião pública unânime, constituída para reforçar as relações de força que fundam e tornam possível a opinião pública. Bourdieu também ressalta outras funções das sondagens. Entre elas a de construir a ilusão de que há uma opinião pública como se pudesse somar o conjunto das opiniões individuais e a função “inadequada” para representar o estado da opinião por uma porcentagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;Permitida reprodução desde que citada a fonte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ahoraevez.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-family: arial; font-size: 78%;"&gt; Publico &amp;amp; Alternativo: A Hora e Vez&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-3075663907422027845?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/3075663907422027845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=3075663907422027845' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3075663907422027845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3075663907422027845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2008/01/opinio-pblica-no-existe-quem-pode-pagar.html' title='Opinião Pública não existe: &quot;quem pode pagar uma sondagem&quot;'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-8540863242026475596</id><published>2007-12-15T14:57:00.000-02:00</published><updated>2007-12-15T15:06:50.189-02:00</updated><title type='text'>Apocalípticos e Integrados</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apocalípticos e integrados são dois termos de definição "genérica" e "polêmica", como bem definiu Umberto Eco em seu livro &lt;i&gt;Apocalípticos e Integrados. &lt;/i&gt;As duas palavras "fetiches", nomeadas pelo autor, servem para designar as correntes teóricas: os Críticos de Frankfurt e os funcionalistas. Fetiches porque, segundo Eco, "bloqueiam o discurso", pois em alguns casos incorrem em discussões polêmicas e evasivas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para Eco, os teóricos das duas correntes se diferenciam pela contestação e o questionamento. "O apocalipse é uma obsessão do &lt;i&gt;dissenter&lt;/i&gt;, a integração é a realidade concreta dos que não &lt;i&gt;dissentem&lt;/i&gt;&lt;span&gt;"&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O apocalíptico, seguindo o pensamento de Eco, sobrevive de confeccionar teorias sobre a decadência da sociedade em função da indústria cultural e da cultura de massa. No entanto, esses mesmos teóricos críticos utilizam para difundir suas idéias os próprios canais e meios alienadores da sociedade. "Até que ponto não nos encontramos ante duas faces de um mesmo problema, e não representarão esses mesmos textos apocalípticos o mais sofisticado produto oferecido ao consumo de massa?", questiona Eco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"No fundo, o apocalíptico &lt;i&gt;consola&lt;/i&gt; o leitor porque lhe permite entrever, sob o derrocar da catástrofe, a existência de uma comunidade de 'super-homens', capazes de se elevarem, nem que seja apenas através da recusa, acima da banalidade média", acrescenta Eco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contudo, Eco considera muito importante a crítica dos teóricos de Frankfurt aos funcionalistas, sobre o aspecto de que estes só vêem a cultura de massa e a indústria cultural de forma positiva, para assim se "embebedarem" no lucro da produção contínua da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","Os integrados, em analogia metafórica aos\nfuncionalistas, &amp;quot;raramente teorizam e assim, mais facilmente, operam, produzem,\nemitem as suas mensagens cotidianamente a todos os níveis&amp;quot;, diz Eco. Ou seja, de\nacordo com as concepções teóricas de Eco podemos deduzir que os funcionalistas\nnão estão preocupados com a crítica das ações, mas sim com a praticidade e a funcionalidade\ndo sistema social. \u003c/p\&gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-align:justify\"\&gt;Na verdade, a grande preocupação do funcionalista\né que a engrenagem social movida por cada indivíduo e as instituições sociais\nesteja produzindo constantemente sem erros e falhas. Porém, existe aí uma dose\nexacerbada de positivismo dos funcionalistas, pois mesmo criticando a própria\ncrítica dos Críticos de Frankfurt, Eco vê a pertinência da contestação dos\nestudiosos alemães no aspecto de que os funcionalistas pretendem emergir a\nsociedade na alienação para a condução manipulada de suas funções.\u003c/p\&gt;\n\n\u003cp style\u003d\"text-align:justify\"\&gt;Segundo escreveu Eco, &amp;quot;para o integrado, não\nexiste o problema de essa cultura (popular) sair de baixo ou vir confeccionada\nde cima para consumidores indefesos&amp;quot; (pág. 9), pois a sua pretensão é conduzir\na sociedade para à massificação e conseqüentemente tirar proveito com o lucro\ndessa alienação.\u003c/p\&gt;\n\n",0] ); D(["ce"]);  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os integrados, em analogia metafórica aos funcionalistas, "raramente teorizam e assim, mais facilmente, operam, produzem, emitem as suas mensagens cotidianamente a todos os níveis", diz Eco. Ou seja, de acordo com as concepções teóricas de Eco podemos deduzir que os funcionalistas não estão preocupados com a crítica das ações, mas sim com a praticidade e a funcionalidade do sistema social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na verdade, a grande preocupação do funcionalista é que a engrenagem social movida por cada indivíduo e as instituições sociais esteja produzindo constantemente sem erros e falhas. Porém, existe aí uma dose exacerbada de positivismo dos funcionalistas, pois mesmo criticando a própria crítica dos Críticos de Frankfurt, Eco vê a pertinência da contestação dos estudiosos alemães no aspecto de que os funcionalistas pretendem emergir a sociedade na alienação para a condução manipulada de suas funções.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Segundo escreveu Eco, "para o integrado, não existe o problema de essa cultura (popular) sair de baixo ou vir confeccionada de cima para consumidores indefesos", pois a sua pretensão é conduzir a sociedade para à massificação e conseqüentemente tirar proveito com o lucro dessa alienação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;Permitida reprodução desde que citada a fonte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ahoraevez.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-family: arial; font-size: 78%;"&gt;Mídia Alternativa: A Hora e Vez&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-8540863242026475596?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/8540863242026475596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=8540863242026475596' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/8540863242026475596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/8540863242026475596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/12/apocalpticos-e-integrados.html' title='Apocalípticos e Integrados'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-7848413232396631583</id><published>2007-12-02T00:05:00.000-02:00</published><updated>2008-01-09T01:43:31.106-02:00</updated><title type='text'>Democracia não é a vontade do povo? Pra muitos "filósofos" não</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hoje o povo venezuelano decidirá, por meio de referendo, uma série de reformas na sua constituição. Serão pelo menos 69 mudanças. Algumas interessantíssimas, como a redução da idade para votar, de 18 para 16 (como é no Brasil, com a diferença que aqui é opcional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redução da carga horária de trabalho, de 8 para 6 horas, sendo de no máximo 36 horas semanais (no Brasil são 40). Para o período noturno, o trabalhador na Venezuela não ultrapassará 34 horas por semana, caso a reforma seja aprovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cria-se o termo &lt;i&gt;interesse comum acima dos interesses individuais, &lt;/i&gt;condição existente na Carta Magna brasileira e de tantos outros países. Com a mudança, acaba o incentivo a iniciativa privada e assim o Estado pode, se quiser, deixar de injetar dinheiro nas empresas privadas. Na redação da constituição atual, o país é “obrigado” a financiar os empresários venezuelanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum país ou instituição privada estrangeira poderá se apropriar de nenhum material genético vegetal e animal ou quaisquer outras formas, sendo que tudo aquilo que estiver em solo, ar e mar venezuelano pertence ao seu povo. O Brasil, por exemplo, travou uma batalha de muitos anos até ganhar na OMC (Organização Mundial do Comércio) o direito de patente sobre o cupuaçu, que os japoneses haviam patenteado e usavam a fruta originária da amazônica para fabricar cosméticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As donas de casa, os autônomos e os motoristas de transporte público passarão a ter direito à previdência e poderão se aposentar pelo sistema de seguridade social, como é no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora as p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;olêmicas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Bem... como mencionei a lista de mudanças é longa, 69. É verdade que há pontos polêmicos como as novas formas de propriedade.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aprovada as reformas existirá, ao lado do conceito de propriedade privada, as menções: &lt;i&gt;propriedade social, propriedade coletiva e propriedade mista&lt;/i&gt;. Assim, permite-se ao poder público ocupar bens ou áreas que sejam objeto de expropriação antes do término do processo legal. No Brasil também acontece mais ou menos assim. Só que aqui é preciso a prévia indenização em dinheiro e observado os valores de mercado. Mas na prática sempre foi diferente. Quem detém forte poder econômico ou influência política permanece com os grandes latifúndios e se vender ao governo consegue valores bem acima do estipulado pelo mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Reeleição indefinida&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Talvez o ponto mais controverso, para muita gente, seja a reeleição indeterminada. Particularmente não acho. Pois se o povo assim desejar, assim deve ser. Bem ou mal, isso é Democracia. À vontade do povo feita pelo voto. Se o povo desejar ter um líder por um, dois, três, dez mandatos, será à vontade da maioria da população e deve ser respeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o povo adora Hugo Cháves não é à toa. É verdade que na Venezuela existe uma grande massa de pobres. Mas isso se deve aos “estadistas” anteriores que governavam para uma pequena parcela da população, enquanto a maior parte do povo permanecia na miséria. Foi assim por muitos anos em todos os países na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de uns anos pra cá tem mudado. Governantes com preocupações sociais e de origem do povo têm chegado ao poder no Equador, Bolívia, Chile, Brasil e Venezuela e por isso têm causado um grande frisson na mídia, nas bolsas de valores e em todos os instrumentos imperiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes esses mesmos instrumentos dissimulam os fatos com versões distorcidas e acusam Cháves e todos esses líderes latinos americanos de ditadores e populistas. E também não é à toa. Quem tem privilégios não quer perdê-los, quer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A filosofia para dissimular&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Veja que Sócrates já fazia esse tipo de dissimulação há mais de 2 mil anos, quando dizia que o povo deveria ser governado por “aquele que sabe” ou seja, um filósofo. Para ele o povo era tão ignorante que por meio da dialética conseguiria vender um asno a um popular como se fosse um cavalo, pois segundo ele, o homem comum não conseguia discernir a verdade se fosse submetido a um jogo de argumentações falsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao discordar da Democracia ateniense, Sócrates tomou cicuta. Não conseguiu viver numa nação governada pelos princípios democráticos. Por uma opção nobre e compreensível, suicidou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem são os Sócrates de hoje? Estes por discordarem da vontade da maioria do povo e dos princípios democráticos agiriam como Sócrates? É de se duvidar; ainda têm bastante a gastar e muitos planos para chegarem ao poder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;Permitida reprodução desde que citada a fonte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ahoraevez.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-family:arial;font-size:78%;"  &gt;Mídia Alternativa: A Hora e Vez&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-7848413232396631583?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/7848413232396631583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=7848413232396631583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/7848413232396631583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/7848413232396631583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/12/democracia-no-vontade-do-povo_02.html' title='Democracia não é a vontade do povo? Pra muitos &quot;filósofos&quot; não'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-1814737696519221697</id><published>2007-12-01T23:56:00.000-02:00</published><updated>2007-12-02T00:04:42.777-02:00</updated><title type='text'>Democracia não é a vontade do povo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Amanhã o povo venezuelano decidirá, por meio de referendo, uma série de reformas em sua constituição. Serão pelo menos 69 mudanças. Algumas interessantíssimas, como a redução da idade para votar, de 18 para 16 (como é no Brasil, com a diferença que aqui é opcional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A redução da carga horária de trabalho, de 8 para 6 horas, sendo de no máximo 36 horas semanais (no Brasil são 40). Para o período noturno, o trabalhador na Venezuela não ultrapassará 34 horas por semana, caso a reforma seja aprovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cria-se o termo &lt;i&gt;interesse comum acima dos interesses individuais, &lt;/i&gt;condição existente na Carta Magna brasileira e de tantos outros países. Com a mudança, acaba o incentivo a iniciativa privada e assim o Estado pode, se quiser, deixar de injetar dinheiro nas empresas privadas. Na redação da constituição atual, o país é “obrigado” a financiar os empresários venezuelanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum país ou instituição privada estrangeira poderá se apropriar de nenhum material genético vegetal e animal ou quaisquer outras formas, sendo que tudo aquilo que estiver em solo, ar e mar venezuelano pertence ao seu povo. O Brasil, por exemplo, travou uma batalha de muitos anos até ganhar na OMC (Organização Mundial do Comércio) o direito de patente sobre o cupuaçu, que os japoneses haviam patenteado e usavam a fruta originária da amazônica para fabricar cosméticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As donas de casa, os autônomos e os motoristas de transporte público passarão a ter direito à previdência e poderão se aposentar pelo sistema de seguridade social, como é no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora as p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;olêmicas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Bem... como mencionei a lista de mudanças é longa, 69. É verdade que há pontos polêmicos como as novas formas de propriedade.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aprovada as reformas existirá, ao lado do conceito de propriedade privada, as menções: &lt;i&gt;propriedade social, propriedade coletiva e propriedade mista&lt;/i&gt;. Assim, permite-se ao poder público ocupar bens ou áreas que sejam objeto de expropriação antes do término do processo legal. No Brasil também acontece mais ou menos assim. Só que aqui é preciso a prévia indenização em dinheiro e observado os valores de mercado. Mas na prática sempre foi diferente. Quem detém forte poder econômico ou influência política permanece com os grandes latifúndios e se vender ao governo consegue valores bem acima do estipulado pelo mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Reeleição indefinida&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Talvez o ponto mais controverso, para muita gente, seja a reeleição indeterminada. Particularmente não acho. Pois se o povo assim desejar, assim deve ser. Bem ou mal, isso é Democracia. À vontade do povo feita pelo voto. Se o povo desejar ter um líder por uma, duas, três, dez mandatos, será à vontade da maioria da população e deve ser respeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o povo adora Hugo Cháves não é à toa. É verdade que na Venezuela existe uma grande massa de pobres. Mas isso se deve aos “estadistas” anteriores que governavam para uma pequena parcela da população, enquanto a maior parte do povo permanecia na miséria. Foi assim por muitos anos em todos os países na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de uns anos pra cá tem mudado. Governantes com preocupações sociais e de origem do povo têm chegado ao poder no Equador, Bolívia, Chile, Brasil e Venezuela e por isso têm causado um grande frisson na mídia, nas bolsas de valores e em todos os instrumentos imperiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes esses mesmos instrumentos dissimulam os fatos com versões distorcidas e acusam Cháves e todos esses líderes latinos americanos de ditadores e populistas. E também não é à toa. Quem tem privilégios não quer perdê-los, quer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A filosofia para dissimular&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Veja que Sócrates já fazia esse tipo de dissimulação há mais de 2 mil anos, quando dizia que o povo deveria ser governado por “aquele que sabe” ou seja, um filósofo. Para ele o povo era tão ignorante que por meio da dialética conseguiria vender um asno a um popular como se fosse um cavalo, pois segundo ele, o homem comum não conseguia discernir a verdade se fosse submetido a um jogo de argumentações falsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao discordar da Democracia ateniense, Sócrates tomou cicuta. Não conseguiu viver numa nação governada pelos princípios democráticos. Por uma opção nobre e compreensível, suicidou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem são os Sócrates de hoje? Estes por discordarem da vontade da maioria do povo e dos princípios democráticos agiriam como o filósofo ateniense? Duvido! Ainda têm bastante a gastar e muitos planos para chegarem ao poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-1814737696519221697?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/1814737696519221697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=1814737696519221697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1814737696519221697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1814737696519221697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/12/democracia-no-vontade-do-povo.html' title='Democracia não é a vontade do povo?'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-405802107075667343</id><published>2007-11-23T09:37:00.000-02:00</published><updated>2007-11-23T09:40:12.545-02:00</updated><title type='text'>O jornalismo e a sociedade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;por Mauro Santayana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Diante da deterioração do Estado e da conduta política, que nos angustia, cabe aos jornalistas, publicitários e escritores exame rigoroso de consciência a fim de pesar a sua responsabilidade nesse processo. O Primeiro Salão do Jornalista e Escritor, promovido pela ABI de São Paulo e organizado por Audálio Dantas, provocou sérias reflexões sobre o assunto. Os convidados, homens de experiência e talento, são conhecidos por sua independência e reputação ética.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foram convidados jornalistas que eventualmente escrevem livros e escritores que trabalham também em jornais e revistas. Mas não se tratou apenas do estilo e da gramática. Os debates conduziram, naturalmente, ao exame do comportamento dos meios de comunicação na sociedade de hoje, que se move sob os signos do mercado, do lucro fácil e da vulgaridade. Uma constatação comum aos que estiveram no Memorial da América Latina foi a de que o sentimento de compaixão para com os pobres desapareceu dos meios de comunicação. Tal como a Justiça, que é quase sempre de classe, o jornalismo também parece ser assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É certo que, no passado, houve jornalistas que sempre agiram em favor dos ricos e privilegiados, e notórios bandidos, cujas máquinas de escrever funcionavam como metralhadoras de assaltantes. Mas a maioria, quase sempre vinda do povo, se indignava contra a injustiça. Reportagens retratavam o sofrimento do povo e estimulavam a solidariedade. Hoje, as reportagens praticamente desapareceram dos jornais e revistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também são poucos os escritores de nosso tempo que tratam de temas sociais importantes, como foram, no passado, Dionélio Machado (Os ratos), Jorge Amado (Capitães da areia e Jubiabá, entre outros), Graciliano Ramos (Vidas secas), Érico Veríssimo (Saga, Caminhos cruzados), José Lins do Rego (Fogo morto). Isso ocorre no mundo inteiro. Não há mais ficcionistas como Zola (Germinal), Michael Gold (Judeus sem dinheiro), John dos Passos (Manhattan transfer), John Steinbeck (Vinhas da ira), e tantos outros. Podemos lembrar também os escritores da Resistência, como o grande Vercors, com as clandestinas Éditions de minuit, durante a ocupação da França pelos nazistas. A literatura, acompanhando o espírito de nosso tempo, salvo poucas exceções, deixou de incitar à reflexão para indicar o caminho da evasão. Publicitários promovem autores medíocres e transformam qualquer livro em best-seller, o que não significa fazer dele um best-reading. Coube a Ziraldo, no encontro de São Paulo, a nota mais cáustica contra esse tipo de literatura, ao dizer que agora só falta alguém escrever O cafetão de Cabul. É bem verdade que o Ciclo de Cabul é um caso de marketing político para induzir a aversão aos muçulmanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se ausentou do encontro a nota de esperança dos jovens. A repórter Eliane Brum defendeu a presença da vida da gente comum - que deve ser tratada com solidariedade e respeito - nos meios de comunicação de massa. Aquela mesma gente comum que começa a expor - e com orgulho legítimo - a própria imagem, na periferia das grandes cidades e nas margens da sociedade de consumo. Quando os costumes corroem a cultura, é a contracultura que pode salvá-la, como ocorreu há 400 anos, com o Dom Quixote de Cervantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi consensual a conclusão de que não há imparcialidade no jornalismo. Tudo, na vida, é escolha, e a escolha é o fundamento da liberdade, mas, em qualquer situação, a verdade nunca deve ser negada ao leitor, ou ao telespectador. O jornalista terá que ser independente em seu juízo, em respeito a tudo o que identificar como sendo verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;*Mauro Santayana escreve a coluna Coisas da Política no JB&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-405802107075667343?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/405802107075667343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=405802107075667343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/405802107075667343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/405802107075667343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/11/o-jornalismo-e-sociedade.html' title='O jornalismo e a sociedade'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-4336314113797585802</id><published>2007-11-17T11:13:00.000-02:00</published><updated>2007-11-17T12:48:16.573-02:00</updated><title type='text'>Todas  as  cores do  amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana,geneva;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;Por&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;Iran        Barbosa*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos        anjos, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;e näo tivesse        amor, (...) eu nada seria".  &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;I Coríntios 13:        1-2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A principal mensagem do evangelho de Jesus Cristo é o amor. Isso        está evidente na máxima segundo a qual devemos "amar o próximo como a nós        mesmos". O amor também é o fundamento da maioria das religiões, cristãs e        não-cristãs. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;Infelizmente, o amor cedeu espaço à intolerância na análise do PL        122/2006, em trâmite no Senado Federal, que torna crime a prática da        homofobia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;A polêmica é falsa. Primeiro, porque o pleno exercício da        sexualidade, livre de preconceito, discriminação e violência é um direito        de todas as pessoas em um Estado Democrático de Direito, onde religião e        políticas públicas não se confundem. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;Segundo, porque a lei não instituirá comportamentos. Eles já \n      existem. O PL 122/2006 apenas assegurará que as individualidades das \n      pessoas homossexuais não sejam violadas pelos que não aceitam a livre \n      orientação sexual e a identidade de gênero. \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;O Brasil é campeão de homofobia. Mais de uma centena de seres \n      humanos são barbaramente assassinados anualmente apenas por serem \n      homossexuais. Milhares de outros sofrem agressões físicas e psicológicas, \n      diariamente, somente porque amam seus iguais. \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;Homossexualidade não é doença! Os gays são mais de 18 milhões de \n      cidadãos e cidadãs tratados como seres de segunda categoria, pois têm os \n      mesmos deveres mas não podem usufruir dos direitos garantidos aos \n      heterossexuais. \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;O que o PL 122/2007 faz é eleger a integridade física e \n      psicológica das pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis e \n      transexuais (GLBT) à dignidade de bem jurídico tutelado pelo direito \n      penal. Ou seja, ele criminaliza a homofobia, submetendo essa prática às \n      mesmas penas previstas para o racismo. Seu grande mérito é desestimular \n      comportamentos homofóbicos, em especial os crimes que hoje em dia são \n      praticados com requintes de crueldade. \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;Interpretações baseadas em leituras fundamentalistas da Bíblia \n      não podem inviabilizar a criminalização da homofobia. Os argumentos de que \n      o PL atinge os princípios da liberdade de expressão e da liberdade \n      religiosa também não se sustentam, já que o projeto apenas pune condutas e \n      discursos discriminatórios. Se o racismo, a discriminação de gênero e a \n      xenofobia já são crimes, por que não a homofobia? \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;O projeto não interfere na liberdade de culto ou de pregação \n      religiosa. Essa liberdade é uma grande conquista da civilização \n      contemporânea. Seu fundamento essencial é a separação entre Igreja e \n      Estado, ou seja, o Estado laico. &amp;quot;A Deus o que é de Deus, a César o que é \n      de César&amp;quot;. Assuntos religiosos têm que ser tratados pelas religiões. \n      Políticas públicas são questões de Estado. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;Segundo, porque a lei não instituirá comportamentos. Eles já        existem. O PL 122/2006 apenas assegurará que as individualidades das        pessoas homossexuais não sejam violadas pelos que não aceitam a livre        orientação sexual e a identidade de gênero. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;O Brasil é campeão de homofobia. Mais de uma centena de seres        humanos são barbaramente assassinados anualmente apenas por serem        homossexuais. Milhares de outros sofrem agressões físicas e psicológicas,        diariamente, somente porque amam seus iguais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;Homossexualidade não é doença! Os gays são mais de 18 milhões de        cidadãos e cidadãs tratados como seres de segunda categoria, pois têm os        mesmos deveres mas não podem usufruir dos direitos garantidos aos        heterossexuais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;O que o PL 122/2007 faz é eleger a integridade física e        psicológica das pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis e        transexuais (GLBT) à dignidade de bem jurídico tutelado pelo direito        penal. Ou seja, ele criminaliza a homofobia, submetendo essa prática às        mesmas penas previstas para o racismo. Seu grande mérito é desestimular        comportamentos homofóbicos, em especial os crimes que hoje em dia são        praticados com requintes de crueldade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;Interpretações baseadas em leituras fundamentalistas da Bíblia        não podem inviabilizar a criminalização da homofobia. Os argumentos de que        o PL atinge os princípios da liberdade de expressão e da liberdade        religiosa também não se sustentam, já que o projeto apenas pune condutas e        discursos discriminatórios. Se o racismo, a discriminação de gênero e a        xenofobia já são crimes, por que não a homofobia? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;O projeto não interfere na liberdade de culto ou de pregação        religiosa. Essa liberdade é uma grande conquista da civilização        contemporânea. Seu fundamento essencial é a separação entre Igreja e        Estado, ou seja, o Estado laico. "A Deus o que é de Deus, a César o que é        de César". Assuntos religiosos têm que ser tratados pelas religiões.        Políticas públicas são questões de Estado. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;O mesmo Estado laico que assegura a liberdade religiosa, impede \n      que as crenças interfiram nas políticas públicas. Por esse motivo, as \n      religiões podem manifestar livremente juízos de valor teológico sobre a \n      homossexualidade, mas não podem impedir que o Estado brasileiro comece a \n      pagar a dívida inaceitável que tem com a comunidade homossexual. Também \n      não podem praticar condutas discriminatórias e incitação à violência. \n      \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;A homossexualidade, para alguns, é pecado. Para outros, \n      sem-vergonhice. Pensamos que não é nem uma coisa nem outra. É apenas uma \n      das muitas faces da complexidade humana. À sociedade e ao Estado cabe \n      respeitar a liberdade dos que possuem uma orientação sexual diferente. \n      Diversas religiões entenderam isso, tanto que a Igreja Cristã \n      Metropolitana e a Igreja Anglicana aceitam a homossexualidade, ordenando, \n      inclusive, religiosos homossexuais para postos de destaque em suas \n      fileiras. \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;As relações homoafetivas são um fato. Elas geram direitos e \n      deveres. Em um Estado laico e democrático, podem e devem ser reconhecidas, \n      como já aconteceu em diversos países social e juridicamente mais \n      avançados. \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;O PL 122/2006 causa polêmica porque nossa sociedade ainda é \n      marcada por traços machistas, sexistas e homofóbicos. Alguns setores ainda \n      não aprenderam a conviver com o diferente, o que causa estranhamento em um \n      país com tanta diversidade cultural, social e religiosa como o Brasil. \n      \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;A &amp;quot;paz de cemitério&amp;quot; que reinava, até a década de 90, entre \n      homofóbicos e as pessoas GLBT beneficiava apenas aos primeiros, em \n      detrimento da dignidade e dos direitos humanos dos segundos. A \n      invisibilidade dos homossexuais diminuiu sensivelmente com as paradas e as \n      políticas públicas que, finalmente, começam a ser implementadas no Brasil. \n      A maior parada gay do mundo reuniu mais de 3,5 milhões de pessoas em São \n      Paulo, este ano, e mais de 30 mil aqui em Aracaju. ",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;O mesmo Estado laico que assegura a liberdade religiosa, impede        que as crenças interfiram nas políticas públicas. Por esse motivo, as        religiões podem manifestar livremente juízos de valor teológico sobre a        homossexualidade, mas não podem impedir que o Estado brasileiro comece a        pagar a dívida inaceitável que tem com a comunidade homossexual. Também        não podem praticar condutas discriminatórias e incitação à violência.        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;A homossexualidade, para alguns, é pecado. Para outros,        sem-vergonhice. Pensamos que não é nem uma coisa nem outra. É apenas uma        das muitas faces da complexidade humana. À sociedade e ao Estado cabe        respeitar a liberdade dos que possuem uma orientação sexual diferente.        Diversas religiões entenderam isso, tanto que a Igreja Cristã        Metropolitana e a Igreja Anglicana aceitam a homossexualidade, ordenando,        inclusive, religiosos homossexuais para postos de destaque em suas        fileiras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;As relações homoafetivas são um fato. Elas geram direitos e        deveres. Em um Estado laico e democrático, podem e devem ser reconhecidas,        como já aconteceu em diversos países social e juridicamente mais        avançados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;O PL 122/2006 causa polêmica porque nossa sociedade ainda é        marcada por traços machistas, sexistas e homofóbicos. Alguns setores ainda        não aprenderam a conviver com o diferente, o que causa estranhamento em um        país com tanta diversidade cultural, social e religiosa como o Brasil.        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;A "paz de cemitério" que reinava, até a década de 90, entre        homofóbicos e as pessoas GLBT beneficiava apenas aos primeiros, em        detrimento da dignidade e dos direitos humanos dos segundos. A        invisibilidade dos homossexuais diminuiu sensivelmente com as paradas e as        políticas públicas que, finalmente, começam a ser implementadas no Brasil.        A maior parada gay do mundo reuniu mais de 3,5 milhões de pessoas em São        Paulo, este ano, e mais de 30 mil aqui em Aracaju. &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;A visibilidade dos homossexuais trouxe consigo os conflitos. Mas \n      o regime democrático não pode resolver esses conflitos oprimindo os \n      homossexuais ou mantendo-os no anonimato. Ao contrário, deve fazê-lo \n      alargando a cidadania, de sorte a incorporar os GLBTs. \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n      \u003cp\&gt;\u003cspan\&gt;Nesse contexto, o PL 122/2006 ajuda o Brasil a enfrentar a guerra \n      desumana contra o preconceito e a discriminação. Representa um passo \n      importante na caminhada em defesa da dignidade humana das pessoas GLBT. É, \n      enfim, um projeto que homenageia o amor, em todas as suas cores. \n      \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\u003cspan\&gt; \u003c/span\&gt; \n      \u003cp\&gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:8pt;font-family:verdana,geneva\"\&gt;\u003cstrong\&gt;Iran \n      Barbosa\u003c/strong\&gt; é professor e deputado federal pelo PT/SE.\u003c/span\&gt; \n      \u003c/p\&gt;\u003cspan style\u003d\"font-size:12pt;font-family:Times New Roman\"\&gt; \u003c/span\&gt; \n    \u003c/div\&gt;\u003c/td\&gt;\u003c/tr\&gt;\u003c/tbody\&gt;\u003c/table\&gt;\u003c/font\&gt;\u003c/div\&gt;\u003c/div\&gt;\n",0] ); D(["ce"]);  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;A visibilidade dos homossexuais trouxe consigo os conflitos. Mas        o regime democrático não pode resolver esses conflitos oprimindo os        homossexuais ou mantendo-os no anonimato. Ao contrário, deve fazê-lo        alargando a cidadania, de sorte a incorporar os GLBTs. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span&gt;Nesse contexto, o PL 122/2006 ajuda o Brasil a enfrentar a guerra        desumana contra o preconceito e a discriminação. Representa um passo        importante na caminhada em defesa da dignidade humana das pessoas GLBT. É,        enfim, um projeto que homenageia o amor, em todas as suas cores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana,geneva;"&gt;&lt;strong&gt;*Iran        Barbosa&lt;/strong&gt; é professor e deputado federal pelo PT/SE&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-4336314113797585802?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/4336314113797585802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=4336314113797585802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/4336314113797585802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/4336314113797585802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/11/todas-as-cores-do-amor.html' title='Todas  as  cores do  amor'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-260607047158933426</id><published>2007-11-12T09:40:00.000-02:00</published><updated>2007-11-12T22:18:27.008-02:00</updated><title type='text'>90 Anos da Revolução Russa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;por Marly A. G. Vianna*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;As opiniões sobre a Revolução Russa são geralmente bastante polarizadas: ou furiosamente contra ou apaixonadamente a favor. Nos dias de hoje, quando muitos comemoram seu fim, surge uma outra posição que, sem se dar ao trabalho de criticá-la (pois já não se foi?), simplesmente a colocam num passado remoto, fora de moda, fora de época, jurássica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;É compreensível que assim seja. A Revolução Russa foi a primeira grande revolução proletária do mundo. Foi o primeiro acontecimento mundial a mostrar que o capitalismo não é o fim da história, que é possível constituir uma sociedade sem que um grupo humano explore outro, uma sociedade solidária para além de suas fronteiras nacionais. Essa é uma visão de mundo que a Revolução Russa concretizou e, por ter sido tão radical em sua transformação da sociedade capitalista, é natural que polarize opiniões: de um lado, como disse Marx, os que nada tinham a perder e todo um mundo a ganhar; de outro, aqueles que defendiam sua sobrevivência enquanto classe. Inevitável polarização, de idéias e de atitudes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Para aqueles que se colocam na firme defesa da Revolução Russa, cabe entendê-la, tanto nos seus acertos, que foram imensos, quanto nos seus erros e descaminhos, que foram também imensos e que levaram a que se encerrassem ingloriamente 70 anos de socialismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Marx e Engels, como todos os revolucionários, esperavam que a revolução proletária ocorresse em país com alto nível não só econômico como cultural. Mas sabiam que não bastam as condições objetivas para que se dê uma revolução. Na Alemanha, que parecia cumprir todos os requisitos para a ocorrência e consolidação do socialismo, as vontades revolucionárias enfrentaram uma oposição tenaz e violenta, acabando por fracassar em seus intentos de transformação social. Já na Rússia, atrasada econômica e culturalmente, a guerra ajudou a enfraquecer não só o tzarismo absolutista quanto a burguesia vacilante do primeiro momento revolucionário. Por outro lado, a humanidade jamais viu um grupo de políticos como o primeiro grupo bolchevique que, sob a direção de Lênin, soube organizar e comandar o povo russo pelo caminho da revolução proletária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Dá-se sempre a Revolução Russa como exemplo de uma revolução violenta, sangrenta, o que não é verdade. A tomada do Palácio de Inverno foi quase que pacífica. Violenta foi a reação à revolução. Sangrentos e violentos foram os ataques da Entente, países coligados, depois da guerra, para atacar a jovem República Soviética. Violenta foi a contra-revolução dentro do país. Realizada em meio ao caos da Grande Guerra, contabilizando as perdas sofridas em seu território para garantir a paz, enfrentando as poderosas forças coligadas contra ela, que lhe impuseram um verdadeiro cordão sanitário, que lhe isolaram atrás de uma “cortina de ferro”, a revolução havia sobrevivido e começava a consolidar uma nova sociedade. E isso não teria sido possível sem o apoio maciço da população. Em 1930 o país havia retomado o nível econômico de 1913, antes da 1ª Guerra Mundial, e parecia que teria agora, vencidos tantos obstáculos, a paz necessária para reconstruir-se - esperança logo frustrada pela II Guerra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Disse Maiakósviski, em um de seus poemas, que é impossível pensar na revolução com um prego no sapato. Era preciso criar as bases materiais para alicerçar sobre elas o socialismo. Nisso a revolução teve pleno êxito: saúde gratuita e ao alcance de todos, casas sendo construídas a ritmo vertiginoso e distribuídas à população, educação para todos, com um mínimo de oito anos de escolaridade obrigatória, transporte subsidiado e praticamente gratuito. Os êxitos econômicos foram imensos, mas não bastam. Uma série de situações históricas dificultaram – e muitas vezes impediram mesmo – a caminhada na direção de uma sociedade socialista – fundamentalmente humanista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Nesse ponto, o fenômeno Stalin deve ser analisado, porque o que passou a ser chamado de stalinismo, isto é, o conjunto de situações históricas que configuraram os rumos da revolução, e que explicam, inclusive o comportamento de seus dirigentes, foi o responsável pelos descaminhos do marxismo e da revolução. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Stalin era o representante mais coerente de uma situação histórica, de uma Rússia atrasada, preconceituosa, sem tradição de respeito ao indivíduo, de uma Rússia muito mais autêntica do que a Rússia culta e humanista representada por Lênin, Trótski, Bukárin, Zínoviev, Kámenev e tantos outros. Dentro das inúmeras dificuldades por que passava a revolução, a personalidade de Stálin ganhou força porque sua atuação, e os apelos místicos a que era dado, chegaram - exatamente pelo que tinham de apelativos -, ao coração de uma massa que fizera a revolução, lutava por ela, mas estava exausta de sacrifícios e dificuldades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;O PCUS, depois da sangria da guerra civil, estava profundamente debilitado. Os melhores quadros bolcheviques haviam morrido na luta e as dificuldades imensas a serem enfrentadas foram fazendo, como notou Isaac Deutscher , com que o partido substituísse o povo, que soubera tão bem conduzir no início da revolução. Depois o comitê central substituiu o partido, o birô político o comitê central e Stalin pôde dominar o birô político.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Por ter um pensamento teórico e político pouco elaborado, Stalin foi um mestre nas simplificações e abastardamento do marxismo, o que o fez com que qualquer um pensasse entendê-lo bem, sem qualquer esforço ou dificuldade. Foi um sucesso. Sua doutrina, ainda segundo Deutscher, “sem raízes profundas em idéias e sem qualquer originalidade em suas previsões, resumem uma corrente de opinião ou emoção poderosa e não expressada até então. (...) Uma de suas características notáveis era a de sentir as tendências psicológicas subterrâneas prevalecentes no partido e imediações, esperanças não confessadas e desejos tácitos, de que se constituiu porta-voz.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;A Rússia, premida pelas dificuldades internas e ataques externos, viu-se forçada, para sobreviver, a atitudes extremas, como foi a industrialização e a coletivização forçada, que levou mais de 100 milhões de camponeses a abandonarem suas primitivas explorações. A alfabetização, também forçada, fez com que milhões de analfabetos aprendessem a ler e escrever. Tudo tinha que ser forçado, até mesmo a mudança de costumes arraigados, como a poligamia de certas regiões, ou o profundo desprezo pela mulher, que passou a ser tratada com igualdade pela República soviética. Ivan o Terrível, Pedro o Grande e outros reformadores de outras nações parecem anões ao lado do vulto gigantesco do secretário-geral, escreveu Deutscher: “Um homem comum, de idéias medianas, com punhos e pés de gigante”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Construir o socialismo na Rússia, nas circunstâncias históricas em que isso foi possível, revolucionar o país por completo, era uma tarefa hercúlea. Era preciso “forçar”. E nesse processo, foram sendo destruídos postulados fundamentais do marxismo, como a democracia interna do partido, a democracia socialista para o povo, o respeito ao ser humano. Desse processo Stalin foi tanto artífice quanto vítima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;No espaço que temos não podemos nos aprofundar em tantas questões de fundamental importância para a compreensão da Revolução Russa. Quero então frisar que para opinar sobre a Revolução Russa com um mínimo de seriedade é preciso estudá-la, entendê-la e explicá-la, saber porque os acontecimentos históricos se desenrolaram da forma em que ocorreram e não de outra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Estar ao lado dos revolucionários russos não quer dizer esquecer os erros que cometeram. É preciso abominar as barbaridades cometidas na época do chamado stalinismo, sem esquecer que a Revolução Russa foi a primeira tentativa de criação de um estado proletário na história da humanidade, e que seu povo pagou alto preço pelo sonho de construir uma sociedade igualitária. Pagou com 20 milhões de vidas a derrota do nazi-fascismo. Tirou de suas mais básicas necessidades recursos para ajudar a manter a paz no mundo, o respeito à autodeterminação dos povos, a luta contra o colonialismo, o apoio à Revolução Cubana. É patético ouvir pessoas que jamais foram capazes de desejar algo além de mesquinhas necessidades, vivendo num país carente de quase tudo, julgando com altivo desprezo e espantosa superficialidade um povo que foi capaz de feitos e sacrifícios inauditos para construir um mundo verdadeiramente humano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;Evidentemente, aqueles que estamos ao lado da Revolução Russa sofremos uma derrota, assim como aqueles que prezam a paz e querem fazer frente à barbárie em que nos encontramos. Mas ser derrotado não quer dizer não ter razão. Como expressou um revolucionário, Buonaventura Durutti: “Não temos medo de ruínas – nós herdaremos a Terra. Não há a menor dúvida quanto a isso. A burguesia pode fazer explodir e arruinar seu próprio mundo antes de abandonar o palco da História. Nós trazemos o novo mundo em nossos corações.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;Marly Vianna é Professora da História da Universidade Federal de São Carlos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://ahoraevez.blogspot.com/search?q=revolu%25C3%25A7%25C3%25A3o+russa"&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://ahoraevez.blogspot.com/search?q=russa"&gt;Leia mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-260607047158933426?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/260607047158933426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=260607047158933426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/260607047158933426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/260607047158933426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/11/90-anos-da-revoluo-russa.html' title='90 Anos da Revolução Russa'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-6573062050170939961</id><published>2007-11-09T22:41:00.002-02:00</published><updated>2008-03-01T17:39:17.478-03:00</updated><title type='text'>De coração pra cu tem muita diferença</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;font size="2"&gt;Por Henrique Silter&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;Há poucos dias estava eu na fila de um supermercado em Brasília para pagar as compras. Na minha frente havia um casal que também iria fazer a mesma coisa, pagar os dividendos de consumo. Na fila ao lado tinha uma senhora de uns 50 e poucos anos que surpreendeu o casal com a seguinte pergunta: "Quem é que vai tomar esse refrigerante?", apontou a senhora para o produto que se encontrava no carrinho do casal. "Sou eu mesma", disse a mulher.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;A senhora então retrucou:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;- Se eu fosse você não faria isso não...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;- Mas por quê?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;- Hoje recebi um e-mail que acusa essa marca de causar câncer no intestino de quem tá consumindo esse refrigerante. Disse a senhora.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;- Sério? Respendeu admirada a mulher e depois ficou murmurrando algumas coisas com o marido.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;- Sério mesmo! Se você quiser eu te passo o e-mail. Disse a senhora já pegando a agenda para anotar o e-mail da outra, que aceitou a gentileza. No entanto, o casal não deu muita importância e levou as duas latinhas de refrigerante para casa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;No momento em que anotava o e-mail da outra pedi para receber a mensagem também. Dois dias depois recebi o e-mail que trazia no cabeçalho a mensagem: “Que deus te abençoe rica e abundantemente!”&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;Com um título sensacionalista, o texto chamava atenção para um “Alerta Geral”.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;- Não beba esse refrigerante. A propaganda parou... Por quê? Reparem... a propaganda quase não se vê mais na mídia.... Por que será?&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o e-mail, o motivo para não tomar o refrigerante é pelo seguinte:&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;- Fato já está confirmado, vinte e três pessoas já passaram pelo Hospital das Clínicas com um mesmo sintoma: falta de atividade renal e o aparecimento de tumores no reto.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;E justificativas "científicas" não faltavam.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;i&gt;- Pesquisas realizadas pelo renomado Instituto Fleury, apontaram grande quantidade de Fenofinol, almeido e Voliteral, substâncias tóxicas e que causam, respectivamente, a má atividade dos rins e câncer.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Segundo Dr.Paulo José Teixeira, formado pela USP e Especialista em Toxicologia, as pessoas não devem ingerir mais o citado refrigerante.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;Ao concluir, a mensagem informava que a empresa que fabrica o refrigerante havia assumido a culpa e se comprometido a indenizar todos que sofreram algum dano.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, no final do e-mail, ainda havia aquela velho pedido de repassar a mensagem ao maior número de pessoas e blá, blá, blá. Assinado Monique Freitas, que não era a senhora com mais de 50.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;Havia alguns telefones na mensagem, um deles com ramal, do instituto especializado em cirurgias no coração. “Mas não causa é câncer no reto?”, pensei na hora. “Ops! De coração para cu tem muita diferença”.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;Disquei para um dos números e não consegui completar a ligação. Liguei para outro, mas também não deu certo. Procurei o site na internet e encontrei um outro telefone do instituto. Disquei novamente e depois de uns toques caiu na secretária eletrônica. "Sobre não sei o que disque 1. Para sei lá disque 2. Para falar não sei aonde disque 3 (...) Para voltar ao menu inicial disque 9". Perdi a paciência e fui procurar pelo tal médico da USP na Internet.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;Quando coloquei o tal nome do doutor no site de busca, numa pesquisa simples que apareceu logo em cima, a primeira surpresa: a história nada mais era do que uma das muitas lendas da Internet. Daí então vi que havia uma certa “briga” entre as marcas de refrigerante. O conteúdo das mensagens era sempre o mesmo e mudava apenas o nome do refri.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;Não tenho pretenção de fazer propaganda pra marca A, B, ou C. &lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;Nem gosto muito de refrigerantes. Só achei imprudente o repasse da mentira. &lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;Para acabar com o mal entendido respondi o e-mail para a senhora que havia me encaminhado.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;i&gt;- Cara fulana, meu nome é tal e sou jornalista. Sou a pessoa que a senhora enviou o e-mail do refri... Isso se trata de um grande engano...&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;No dia seguinte, quando me respondeu o e-mail, tive a 2ª surpresa:&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Desculpe-me por ter passado à fente uma mensagem sem antes pesquisar à respeito.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Que Mico! E o mico é grande mesmo, pois, pasme! Eu também sou jornalista, há 25 anos. Que vexame! Agora é torcer para você não vir a ser o meu próximo chefe... Pretendo apenas procurar policiar-me, cada vez mais, da tentação de passar adiante qualquer e-mail que me chega, e, mais que isso, passar a informaçao boca-a-boca sem tê-la checado devidamente, o que a minha rotina diária, infelizmente não permite.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;/font&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;- Daí então fiquei matutando... “Os jornalistas estão preguiçosos ou realmente muito ocupados?”.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;/font&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;Na verdade, a única coisa boa nessa história toda é que no final do e-mail havia uma frase de Cora Coralina que despertara para uma certa beleza filosófica. “Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;/font&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;Se bem que em se tratando de tal confusão é necessária uma nova pesquisa para poder afirmar com certeza que o enunciado seja de fato da poetiza goiana.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;Permitida reprodução desde que citada a fonte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ahoraevez.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-family: arial; font-size: 78%;"&gt;Mídia Alternativa: A Hora e Vez&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-6573062050170939961?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/6573062050170939961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=6573062050170939961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6573062050170939961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6573062050170939961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/11/de-corao-para-cu-tem-muita-diferena.html' title='De coração pra cu tem muita diferença'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-781474796317743823</id><published>2007-11-07T19:00:00.000-02:00</published><updated>2007-11-09T23:01:31.949-02:00</updated><title type='text'>O Tropa de Elite e a leitura reacionária</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Por Lelê Teles*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Detesto ver estréia de filmes, detesto cinema lotado. Detesto ter que ver um filme só porque todo mundo tá vendo e comentando. Não sou animal de rebanho. Por isso, até ontem não havia visto Tropa de Elite. Fui motivado a vê-lo, sobretudo, depois de uma discussão com uma colega de trabalho. Ela chegou toda triunfante e falou: "Olha, já parou para pensar quantas pessoas têm que morrer para você enrolar o seu baseado?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou parada na minha frente, puxando a blusa pra baixo e a calça pra cima, num gesto quase automático das meninas. Você tá namorando PM, Olívia? E ela: "hã?" Eu falei alto, "tá namorando PM ou tá lendo a Veja, Olívia? De onde você tirou essa frase ridícula?" E ela triunfante: "Eu vi o filme Tropa de Elite, o filme mostra que vocês, que usam drogas, alimentam o mercado negro e a violência..." antes que ela terminasse a frase eu perguntei: Olívia, pelo que me consta esse filme ainda não saiu no cinema, onde você viu o filme?" Vi em casa, como todo mundo; ela disse. Olívia, você comprou um filme pirata e vem falar de quem alimenta o mercado negro e a violência? Vá se catar Olívia! Ela saiu toda desajeitada, baixando a blusa e levantando a calça por trás, puxando o cós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Ontem teve promoção no cinema, filmes brasileiros a dois reais, fui ver o Tropa e constatar se a Olívia tinha tirado a frase do filme ou ela interpretou errôneamente o que ouviu. Bom, a frase tava lá. E o filme é um recorte sob o ponto de vista de um policial assassino!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Entre outras coisas o filme fala de um Estado que só sobe o morro fardado, um lugar-comum. E fala de uma abstração chamada sistema. A palavra chave do filme é SISTEMA. O SISTEMA criou uma polícia militar corrupta. E um Estado Policial. Proibiu a venda de drogas, mas também colocou sob o mesmo crime plantar, dar, oferecer, transportar ou usá-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, sob um juízo muito discutível, o SISTEMA resolveu discriminar as drogas, dizendo as que podem e as que não podem ser comercializadas, e o critério é simplesmente não ter critério. Com a proibição, o SISTEMA criou o mercado negro. O mercado negro gerou a violência e a violência gerou o Bope. O SISTEMA criou o Bope pra matar, não para acabar com o tráfico ou a violência, mas para gerar mais violência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente o filme fala quase que exclusivamente de maconha. A maconha é um estupefaciente; portanto, inibe o usuário, ao invés de torná-lo forte, invencível e assassino. No mundo inteiro, o cigarro e o álcool são os maiores causadores de mortes. A cocaína e a maconha nem entram nestas estatísticas, porque sua contribuição para morte de pessoas é insignificante. A não ser quando traficantes lutam por pontos-de-venda, ou viciados matam para comprar droga, mas isso também é insignificante nas estatísticas. No entanto, na televisão o que mais se propaga é o uso de álcool. O álcool como se sabe é o maior causador de acidentes fatais no trânsito. O álcool é um conhecido destruidor de lares. O álcool e o alcolismo levam o Estado a gastar milhões de reais com o sistema de saúde só pra cuidar destes viciados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Em Brasília, decretou-se a lei seca, por um período, e o crime diminuiu e muito. Percebeu-se que a maior parte dos crimes violentos têm o álcool como estopim. Mas o Capitão Nascimento não mata quem bebe, nem quem vende bebida. E o aspira Matias não espanca cachaceiros em butecos; o Capitão Fábio até toma uma cervejinha enquanto trabalha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;O problema é que quase todas as culturas humanas que palmilharam esse planeta, em qualquer época, utilizaram algum tipo de substância que altera a consciência: ervas, cactus, fermentação de frutos, fervura de raízes, substâncias extraídas de animais (sobretudo anfíbios), folhas, cogumelos, sementes, flores (como a papoula), raspa de tronco de árvores etc! Inclusive alguns animais se utilizam também deste recurso: macacos fabricam "cachaça" com a fermentação de alguns frutos, gatos comem ervas que os deixam alucinados etc. Não seria diferente em uma sociedade frenética como a nossa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"  align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o GRANDE SISTEMA não permite que os peruanos, bolivianos e colombianos vendam suas drogas em pó (porque as folhas são endêmicas, só dão em fartura naquela região), permitem somente que escoceses, franceses, alemães e italianos vendam suas drogas líquidas, que são patrimônios nacionais, veja você. E não se esqueça, o proibição do álcool criou o Alcapone (quase um sinônimo) e enriqueceu a assassina e sanguinária máfia italiana. O ópio também é proibido, porque senão viraria uma fonte legal de riqueza para países como Afeganistão e Marrocos. Ora, o sistema tem um cérebro e uma ideologia! O Mc Donald's mata mais que a maconha!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Agora veja você, nas usinas de cana do Brasil ocorre um vergonhoso genocídio, boias-frias que vivem no máximo 27 anos, morrem de exaustão por conta do trabalho escravo ao qual são submetidos. O SISTEMA estimula esse tipo de trabalho escravo. Quantas pessoas têm que morrer para você colocar álcool no seu carro? Law Kin Chon, o magnata da pirataria no Brasil, e que alimenta o SISTEMA com propina, explora miseráveis e mata para manter o seu negócio sujo. Quantas pessoas têm que morrer para você poder assistir a um DVD pirata ou desfilar com uma falsificação da Louis Vuiton? A lista é enorme. Se um filme pode ser resumido a uma frase, a um jogo de retórica tão lugar-comum como esse, ou o filme é muito ruim ou os seus espectadores é que o são!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;*Lelê Teles é escritor e publicitário&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-781474796317743823?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/781474796317743823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=781474796317743823' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/781474796317743823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/781474796317743823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/11/olvia-fica-melhor-assim-como-veio-ao.html' title='O Tropa de Elite e a leitura reacionária'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-8846124696674560898</id><published>2007-10-18T15:08:00.000-02:00</published><updated>2007-11-09T23:40:50.887-02:00</updated><title type='text'>O que quer Heloísa Helena?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;por Gilberto Maringoni,&lt;br /&gt;membro do Diretório Nacional do PSOL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Presidente do partido ataca publicamente resolução do I Congresso sobre descriminalizaçã do aborto. É uma prática autoritária e antidemocrática, que precisa acabar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (PSOL) ESTÁ SOB ATAQUE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A agressão não vem da direita, do governo ou da imprensa. Ela parte de quem, em tese, deveria ser a principal defensora das decisões da agremiação, sua presidente Heloísa Helena Lima de Moraes Carvalho. Derrotada democraticamente no debate sobre o direito ao aborto, no Congresso do partido, ela está, publicamente, investindo contra e desqualificando a posição coletiva. Se formos ao pé da letra, a ex-senadora está abrindo uma dissidência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vamos explicar o caso. Entre os dias 7 e 10 de junho último, o PSOL realizou seu I Congresso Nacional, no Rio de Janeiro. Foi o mais importante esforço coletivo que o partido realizou até hoje. Uma das principais resoluções, debatida e aprovada por ampla maioria, diz o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O PSOL defende a descriminalizaçã e a legalização do aborto, conjugadas a uma política de saúde sexual e reprodutiva nos marcos do SUS (Sistema Único de Saúde), universal, pública, de qualidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como afirma uma nota aprovada pelo Diretório Regional de São Paulo, dois meses depois, "Além de esta resolução representar um grande avanço para o partido e de sintonizá-lo com uma bandeira histórica das lutas das mulheres brasileiras, ela integra um conjunto de deliberações que visam construir uma alternativa à esquerda em nosso país, baseada numa cultura política solidária, fraterna, democrática e coletiva". Pois bem. Qual não foi a surpresa da militância ao saber, pela imprensa, que a presidente do partido foi uma das principais oradoras no lançamento de um certo "Movimento Brasil sem Aborto", no último dia 1º de agosto e de uma "Marcha Nacional da Cidadania em Defesa da Vida", sobre o mesmo tema, quinze dias depois, em Brasília. Presentes, estavam alguns dos setores mais conservadores de diversas igrejas. Entre várias declarações, a ex-senadora afirmou que "A legalização do aborto não é uma proposta moderna. É conservadora e reacionária". (ver em &lt;a href="http://www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&amp;amp;subop=16111"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&amp;amp;subop=16111&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode exigir que a ex-senadora Heloísa Helena contrarie suas legítimas convicções individuais e se engaje numa campanha pela descriminalizaçã do aborto. Ao mesmo tempo, por suas responsabilidades no PSOL, ela não pode militar publicamente contra uma deliberação da maior instância partidária. Questiona-se aqui a possibilidade de um dirigente atacar externamente uma resolução interna.&lt;br /&gt;Quatro diretórios estaduais – São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Ceará – aprovaram notas protestando contra a atuação da presidente do PSOL e solicitando explicações à Executiva Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a ex-senadora tenha ventilado suas opiniões abertamente, os quatro diretórios decidiram não fazer um debate público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EXECUTIVA IGNOROU ASSUNTO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Após o Congresso, a Executiva Nacional reuniu-se uma única vez e não tratou do assunto. Mesmo assim, após Heloísa Helena ter recebido as mensagens dos Estados, vários militantes acharam que ela, sensível ao apelo, acataria a resolução congressual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o que vem acontecendo. No último dia 10 de outubro, a ex-senadora participou de uma audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Segundo o portal da instituição, a pauta era a "Descriminalizaçã do aborto provocado pela própria gestante ou com o seu consentimento (Projeto de Lei 1135/91). Atualmente, a legislação prevê detenção de um a três anos para esses casos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sessão, a dirigente ampliou sua militância antipartidária e antifeminista. Segundo o noticiário da Câmara, "A ex-senadora Heloísa Helena afirmou que o aborto não pode ser classificado como um dos principais temas de saúde pública, pois considera que a quantidade de mortes provocada pela prática é muito pequena". Mais adiante, ela declarou que elevar o assunto ao topo dos problemas de saúde pública é uma "farsa técnica e uma fraude política".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lamentável que uma dirigente socialista externe posições tão obscurantistas e atrasadas, aliando-se nessa empreitada a setores sociais reacionários. Com tal gesto, Heloísa Helena coloca-se à direita do Ministério da Saúde e da Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que emitiram opiniões favoráveis ao direito à interrupção da gravidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que ao fazer isso, a ex-candidata a presidência da República desmoraliza o que centenas de delegados de todo o Brasil aprovaram, após uma extenuante jornada de debates. O gesto da presidente do PSOL é individualista, autoritário e desmoraliza esforços para a construção de uma nova cultura política de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRADIÇÃO PATRIMONIALISTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, é larga a tradição brasileira de chefes partidários colocarem-se acima dos coletivos. Isso vem do período imperial, no qual oligarcas regionais dominavam arremedos de agremiações e faziam o que bem entendiam. No século XX, incontáveis caciques políticos abusaram dessa prática. Suas raízes estão no patrimonialismo das classes dominantes, pródigas em enxergarem a coisa pública como extensão de seus domínios. O PSOL não precisa de chefes. Precisa de dirigentes democráticos e socialistas, que rompam com os vícios da política tradicional.&lt;br /&gt;Este tema deve ser um dos principais da pauta do Diretório Nacional do partido, ainda não reunido, quatro meses após o Congresso. Lá, deve-se oferecer à presidente do PSOL duas opções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não atacar mais publicamente decisões partidárias ou; 2. Licenciar-se de suas funções dirigentes enquanto desejar fazer sua pregação pública contra o partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se debater livremente e depois votar. É o mais democrático.Uma observação final. Foi dito linhas atrás que esta é uma questão interna. Este artigo só está sendo publicado fora das instâncias partidárias pelo fato de a ex-senadora ter decidido fazer uma disputa pública em matéria na qual foi derrotada internamente. Por larga margem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-8846124696674560898?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/8846124696674560898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=8846124696674560898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/8846124696674560898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/8846124696674560898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/10/o-que-quer-helosa-helena.html' title='O que quer Heloísa Helena?'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-1815599373472195443</id><published>2007-10-17T22:32:00.000-02:00</published><updated>2007-10-17T22:39:30.309-02:00</updated><title type='text'>Oligopólio na comunicação: um Brasil de poucos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;color:black;"  &gt;por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Vilson Vieira Jr*&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;color:black;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Durante os debates sobre o funcionamento da TV Digital no Brasil que aconteceram no decorrer da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: arial;font-family:arial;" &gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Conferência Nacional Preparatória de Comunicações: Uma Nova Política para a Convergência Tecnológica e o Futuro das Comunicações&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-family:arial;" &gt;, promovida recentemente pelas Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática do Senado e Câmara Federal, o diretor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) Evandro Guimarães afirmou acreditar que não existe no Brasil monopólio ou oligopólio de emissoras abertas de TV e rádio, uma vez que, segundo ele, não são poucos os grupos atuando no setor. De acordo com Guimarães, no país há 458 emissoras de TV aberta. Desse total, 99 transmitem a programação da TV Globo e 48 do SBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;color:black;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Todavia, os argumentos do diretor da Abert são extremamente passíveis de serem questionados com diversos estudos e pesquisas realizados ao longo dos últimos anos no Brasil, os quais comprovam a existência de oligopólio em âmbito nacional e de monopólios regionais, estes praticados por grupos de mídia ligados a grandes redes de TV aberta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Dos anos de 1990 até recentemente, o que se configurou de maneira acentuada foi o movimento ascendente de concentração da mídia nacional e a conseqüente redução drástica de grupos (em sua maioria, empresas familiares) no controle dos principais veículos de comunicação do país. Algo em torno de nove grupos familiares controlavam a grande mídia no decorrer da última década: Abravanel (SBT), Bloch (Manchete), Civita (Editora Abril), Frias (Folha de S. Paulo), Levy (Gazeta Mercantil), Marinho (Organizações Globo), Mesquita (O Estado de S. Paulo), Nascimento Brito (Jornal do Brasil) e Saad (Rede Bandeirantes).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Segundo pesquisadores do assunto, foi detectado um movimento ascendente de concentração da mídia nacional nos últimos anos e, por conseqüência, uma redução drástica de grupos no comando dos principais veículos de comunicação do Brasil. Atualmente, o número de mandatários da grande mídia de abrangência nacional encolheu para seis grupos apenas. Isso porque foram retiradas da lista as tradicionais famílias Bloch, Levy, Nascimento Brito e Mesquita, que não exercem mais controle direto sobre seus veículos de comunicação. Civita, Marinho, Frias, Saad e Abravanel - além dos Sirotsky, à frente da Rede Brasil Sul (RBS) nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul - são os clãs que comandam o oligopólio midiático no Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;As famílias da comunicação brasileira, uma vez que não enxergam quaisquer limites para expandir seus negócios, estendem seus tentáculos às principais modalidades de comunicação de massa, e o fazem através das grandes redes de televisão aberta. Como é o caso de Globo, SBT e Bandeirantes. Um importante estudo feito em 2002 pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), intitulado &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Os donos da Mídia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;, sobre os meios de comunicação no Brasil mostra que a essas três redes nacionais, além de Record, Rede TV! e CNT, estão aglutinados 668 veículos em todo o país. São 309 canais de televisão, 308 canais de rádio e 50 jornais diários. Os chamados “donos da mídia” no Brasil, então, são as famílias que controlam as redes privadas nacionais de TV aberta e seus 138 grupos regionais afiliados, que são os principais grupos de mídia nacionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;No Brasil, são detectados pelo menos quatro tipos de concentração no ramo das comunicações. São elas: a concentração horizontal, quando o monopólio e o oligopólio se manifestam em um mesmo setor, a exemplo do que ocorre com a TV aberta e paga; a concentração vertical, que consiste na integração de etapas diversas da cadeia de produção e de distribuição, cujo controle é feito por uma única empresa; a concentração em propriedade cruzada, quando um mesmo grupo detém a propriedade de diferentes meios de comunicação, como TV aberta e paga, jornal, revista, rádio e internet, por exemplo; e o monopólio em cruz, definido pela reprodução, nos níveis local e regional, da prática de monopólio e de oligopólio pelos grandes grupos de mídia observados em nível nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Em pesquisa realizada em 2005 pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), foi concluído um estudo referente às principais redes de televisão do Brasil. De acordo com os dados coletados, o sistema brasileiro de televisão é composto, atualmente, de 332 emissoras, sendo que 263 estão vinculadas às redes Globo, SBT, Record, Bandeirantes, Rede TV! e CNT. Segundo a pesquisa, Globo e SBT possuem, respectivamente, 20 e 11 emissoras próprias, o que não é permitido pelo decreto-lei 236/67 em seu artigo12, o qual determina que uma mesma entidade só pode deter um máximo de 10 concessões de radiodifusão de sons e imagens (TV aberta) em todo o território nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Outro estudo, divulgado pelo Epcom em 2006, destaca uma relação direta existente entre o poder econômico de uma região e o grau de concentração e de pluralidade dos meios de comunicação, o que, consequentemente, leva a uma distribuição extremamente desigual no que se refere ao acesso desses meios a toda a sociedade. Quanto mais pobre é a região maior é o nível de concentração da mídia, ou seja, menor é o número de agentes que detém veículos como rádio e TV, sendo que o Produto Interno Bruto (PIB) está diretamente relacionado à quantidade de emissoras de radiodifusão e operadoras de TV por Assinatura nos estados. Neste caso, as regiões Sul e Sudeste abrigam, segundo a pesquisa, o maior número de emissoras e retransmissoras de TV (cerca de 4 mil, de um total de 10.514 no País), 1,6 mil rádios comerciais e educativas (de 4.392 no total), 900 emissoras comunitárias (de 2.513 em todo o País) e mais da metade das operadoras de TVs a cabo (55% das 298 em todo o país).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Outra relevante característica que revela a “vocação” concentradora da estrutura dos meios de comunicação no Brasil é a atuação e a influência marcante de um único conglomerado midiático em âmbito nacional: a Rede Globo, de propriedade da família Marinho. O conglomerado é líder com 223 veículos próprios ou afiliados – mais que SBT e Record juntos, em segundo e terceiro lugar, respectivamente. A Globo detém ainda 33,4% do total de veículos ligados às redes privadas nacionais de TV e controla o maior número de veículos em todas as modalidades de mídia: 61,5% de TVs UHF; 40,7% dos jornais; 31,8% de TVs VHF; 30,1% das emissoras de rádio AM e 28% das FM.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A maioria dos principais grupos regionais de mídia são afiliados da Globo, e seu conglomerado é o único presente em todos os tipos de veículos de comunicação. Naturalmente, a Rede Globo de Televisão abocanha mais da metade do mercado publicitário brasileiro destinado ao meio televisivo, ou seja, quase 80% do total destinado às emissoras de TV aberta, além de liderar os índices de audiência em praticamente todos os horários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Ao deslocarmos o poder da Globo para o nível regional, também é possível constatar sua predominância, uma vez que na maioria dos Estados brasileiros as redes de comunicação são formadas por duas forças principais – geralmente aliados ao grupo dos Marinho – e figuram na posição de líderes nos segmentos de jornal diário, rádio e televisão. A situação detectada nos estados por alguns estudiosos é a seguinte: uma emissora de TV, em grande parte afiliada à Rede Globo, predomina na audiência local; e a presença de, pelo menos, dois jornais diários, sendo que, na maioria dos casos, um deles está vinculado a um canal de TV (geralmente afiliado à Rede Globo de Televisão), que é também ligado a uma rede de emissoras de rádio AM e FM. Como se não bastasse tamanha penetração nos âmbitos nacional e local, outra constatação é a de que os noticiários em nível nacional veiculados por emissoras de rádio e TV da Rede Globo, e também seus jornais, são reproduzidos por todos os veículos dessa teia de comunicação então criada localmente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Ainda no âmbito regional da comunicação, tem-se a presença predominante do grupo Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), que abrange os estados sulinos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. É o maior conglomerado regional de (multi)mídia do Brasil, atuando nos segmentos de TV, rádio, impressos, internet, entre muitos outros ramos da economia em geral. Informações disponibilizadas na página da internet da RBS comprovam a prática da concentração dos meios de comunicação em propriedade cruzada. São 26 emissoras de televisão aberta (afiliadas à Rede Globo de Televisão), e duas de âmbito local; sete jornais diários (Zero Hora, Diário Gaúcho, Pioneiro, Diário de Santa Maria, Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina e A Notícia); 26 emissoras de rádio que atendem a diversos públicos; dois portais de internet; uma unidade corporativa multimídia voltada para o agronegócio (RBS Rural), que engloba o Canal Rural, a Rádio Rural e o site Agrol, além de um centro de meteorologia e uma empresa especializada em gestão rural (a Planejar); uma editora (a RBS Publicações); uma gravadora (a Orbeat Music); uma empresa de logística (a ViaLOG); um empresa de marketing para jovens e uma fundação de responsabilidade social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Recentemente, procuradores da República decidiram entrar com uma ação na Justiça Federal, em Santa Catarina, contra a prática de monopólio pela RBS no estado. O grupo detém no estado seis emissoras de televisão, o que vai de encontro às leis que regem o setor no país (Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, e o Decreto-Lei 236/67, que permitem duas emissoras de TV por estado), além de possuírem três jornais também no mesmo estado (A Notícia, Diário Catarinense e Jornal de Santa Catarina).&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-size:14;color:black;"  &gt;Número de jornais denuncia concentração e não traduz diversidade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A crescente concentração da informação no Brasil também se repete no caso dos jornais. Um seleto grupo composto pelas Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Rede Brasil Sul (RBS) e Companhia Brasileira Multimídia (CBM) é o responsável pela concentração de maior parte de toda a circulação diária de notícias impressas em todo o Brasil, algo em torno de 56% de tudo o que é veiculado de informação impressa no país. Não obstante, apenas três estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, são as sedes dessas empresas de mídia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Para medir o grau de concentração da propriedade dos veículos de comunicação brasileiros, no ano de 2005 foram contabilizados 535 jornais de periodicidade diária em todo o território nacional. Deste total, um grupo restrito composto de 10 jornais, distribuídos entre os três estados citados acima, lideram o ranking de circulação nacional de informação diária (Folha de S. Paulo, O Globo, Extra, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, Correio do Povo, Diário Gaúcho, O Dia, Lance e Agora São Paulo). No mesmo ano, verificou-se uma circulação média diária de 6 milhões e 789 mil exemplares de jornais diários no Brasil. Somando a circulação média diária dos dez maiores jornais brasileiros, eles respondem sozinhos pela fatia de um milhão 935 mil e 084 exemplares do total de impressos em circulação diária no ano de 2005.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A presença e o poder marcante desses oligopólios de mídia (em especial os que atuam também no segmento de impressos) no mercado de comunicação brasileiro são constatados também por meio de uma análise breve dos dados de circulação referentes às maiores tiragens de jornais entre os anos de 2001 e 2005, divulgados pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Considerando o universo das dez maiores tiragens do país durante esse período, em pelo menos três anos consecutivos (de 2001 a 2003) figuravam nessa lista os oito jornais de propriedade dos cinco maiores conglomerados de informação do Brasil: Folha de S. Paulo, pertencente ao grupo Folha; O Estado de S. Paulo, do grupo Estado; Extra, O Globo e Diário de S. Paulo, propriedades das Organizações Globo; Zero Hora e Diário Gaúcho, da RBS; e a Gazeta Mercantil, propriedade do grupo CBM.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A abordagem dos dados nos anos consecutivos (2004 e 2005) confirmam mais uma vez a predominância desses veículos e, conseqüentemente, de seus respectivos proprietários sobre os leitores brasileiros, como também a hegemonia que exercem no mercado brasileiro de jornais impressos. Nesses dois anos, entre as 10 maiores tiragens contabilizadas, verificou-se que sete periódicos pertenciam às mesmas cinco empresas de informação detectadas nos três anos anteriores (Folha, Estado, Organizações Globo, RBS e CBM). À exceção do grupo Rede Brasil Sul (RBS), que tem sede no Rio Grande do Sul, o eixo Rio - São Paulo abriga as cinco demais empresas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";color:black;" &gt;Como se pode perceber, ainda que na agenda atual do campo da comunicação social predomine temas como convergência tecnológica, TV e rádio digital, entre outros, questões oriundas do século passado – como a concentração de diversos segmentos de mídia em escassos setores ou grupos – ainda permeiam a estrutura do sistema de comunicação brasileiro, desafiam a Constituição Federal e as legislações do setor e se apresentam como um grande empecilho na luta da sociedade organizada pela democratização da comunicação e da informação no Brasil. Vale lembrar que sem meios de comunicação democráticos e plurais, tornam-se vazios e falaciosos os discursos da liberdade de expressão e da democracia no país. Em suma, existem dados mais que suficientes para afirmar que a prática do oligopólio nos meios de comunicação em terras brasileiras se configura em uma realidade das mais preocupantes, e que demanda da sociedade civil organizada e dos poderes constituídos ações no sentido de conceder um caráter verdadeiramente democrático e plural ao setor em sua totalidade. E a realização de uma Conferência Nacional de Comunicação ampla, participativa e democrática pode ser um importante passo para a conquista de tais objetivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;color:black;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Vilson Vieira Jr é jornalista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Referências&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;01- LIMA, Venício A. de. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Comunicações no Brasil&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldMT;font-size:10;color:black;"   &gt;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;novos e velhos atores&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;. In: &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Mídia: Teoria e Política&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;. 2.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;ed. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004, p. 91- 115.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;02- ______. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Mídia no Brasil&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldMT;font-size:10;color:black;"   &gt;: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Concentrada e Internacionalizada&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;. In: &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Mídia: Crise política e poder no&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Brasil&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006, p. 93- 117.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;03- HERZ, Daniel. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Quem são os donos da mídia no Brasil&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;. Entrevista a Luiz Egypto. Disponível em:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;&lt;http: br="" cadernos="" htm=""&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;04- PITTHAN, Júlia. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Pobreza alimenta concentração nas comunicações brasileiras&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;color:black;"  &gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Disponível em:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;&lt;http: br="" p="noticias&amp;amp;cont_key=54610"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;05&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;color:black;"  &gt;- &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;PROJETO Donos da Mídia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;color:black;"  &gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Disponível em: &lt;http: br="" arquivos="" pdf=""&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;06&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;color:black;"  &gt;- &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldItalicMT;font-size:10;color:black;"   &gt;REDES privadas controlam 80% das emissoras de TV&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;color:black;"  &gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Disponível em:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;&lt;http: br="" cod="339ipb002"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;07- Informações sobre os jornais de maior tiragem do Brasil de 2001 a 2005&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;&lt;http: br="" q="node/177"&gt; e &lt;http: br="" q="node/13"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;08- &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);font-family:TimesNewRomanPS-BoldMT;font-size:10;"  &gt;Emissoras já fazem experiências com a TV digital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Disponível em: &lt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;"  &gt;http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=110395&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;"  &gt;09- &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:TimesNewRomanPS-BoldMT;font-size:10;color:black;"   &gt;Procuradores da República acusam RBS de monopólio ilegal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);font-family:TimesNewRomanPSMT;font-size:10;"  &gt;&lt;http: br="" novo="" option="com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=1519"&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-1815599373472195443?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/1815599373472195443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=1815599373472195443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1815599373472195443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1815599373472195443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/10/oligoplio-na-comunicao-um-brasil-de.html' title='Oligopólio na comunicação: um Brasil de poucos'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-2294510334385907854</id><published>2007-10-07T15:33:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T20:25:31.808-02:00</updated><title type='text'>Quarenta anos depois, Veja faz guerra ideológica com a história de Che</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Henrik Silter&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Artigo publicado no &lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://64.233.169.104/search?q=cache:o6vrs3wpslQJ:observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=454FDS007+silter&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ct=clnk&amp;amp;cd=17&amp;amp;gl=br"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt; e comentado &lt;span style="font-family: arial;"&gt;36&lt;/span&gt; vezes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Não sou leitor da revista Veja, nem faço questão de ser. Gostaria de deixar isso claro. Mas fiquei curioso em ver o que poderia ter ali naquelas páginas para comprometer o revolucionário &lt;/span&gt;Guevara Lynch de la Serra (vulgo Che), quarenta anos depois de sua morte – a serem completados nesta 2ª semana de outubro&lt;span style=""&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Realmente fiquei curioso em saber que revelações a revista traria a respeito de um sujeito que poderia ter vivido uma boa vida na Argentina, “num ambiente cultural razoavelmente requintado”, como escreveu o sociólogo Eder Sader, mas que renunciou a tudo isso e preferiu viver em prol de causas sociais e lutas por ideais de justiça. De fato queria saber que máculas eram essas que colocariam à tona a “Farsa do Herói”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Depois de foliar a revista por alguns minutos percebi que em poucas linhas de ódio e rancor a edição apenas delineava acusações de cunho puramente ideológico. O propósito de Veja é tentar conter a crescente simpatia que a juventude nutre pelo &lt;/span&gt;“ser humano mais completo de nossa era”, como definiu um dos maiores escritores do século XX, Jean Paul Sarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;Com exceção da entrevista de um dos algozes de Che, &lt;span style=""&gt;Félix Rodrigues – ex-soldado cubano que se tornou general estadunidense e foi enviado pela CIA à Bolívia para ajudar a assassinar Guevara –, não havia nada de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;É uma pena Guevara não estar vivo para processar a revista por calúnia e difamação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Fiquei pensando em me atrever a escrever alguma coisa em nome de Che para responder as infâmias produzidas na edição da semana passada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Por alguns momentos pensava que era melhor não. “É perda de tempo”, resignava-me. Como conclusão cheguei a pensar que a revista é escrita para um público de classe alta e média boboca, que tem tudo do bom o do melhor e vive reclamando pateticamente da vida e dos pobres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Jogada no chão do quarto uma semana depois, a capa da edição me chamou a atenção e acabei revendo-a. Fiquei olhando com certa indiferença o exemplar até que me apontou no trapézio alguns pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Imediatamente me surgiu na cabeça o cunho ideológico da revista. Depois veio a tamanha falta de credibilidade que a revista tem em função de sua parcialidade descarada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Nem mesmos os senadores e deputados da esfacelada direita usam a revista como parâmetro para fazer barulho com o &lt;i&gt;denuncismo&lt;/i&gt; da revista Veja. Somente a turma do falido &lt;i&gt;Cansei&lt;/i&gt;, ainda levanta a voz pra dizer bobagens do tipo: “Isso é verdade, eu vi na Veja”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas ao revê-la hoje, percebi de imediato que o texto traz um erro logo nas primeiras linhas. A revista deixa a entender que Che Guevara havia morrido no dia 8 de outubro de 1967. O que não é verdade. Che foi assassinado um dia depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Olhe o que a revista escreveu sobre o depoimento de um dos algozes de Che, Félix Rodrigues. Num cinismo descarado, o algoz diz a respeito do assassinato de Guevara:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- As instruções que recebi dos Estados Unidos eram para poupar sua vida (...) A ordem para sua execução veio por rádio, de uma alta autoridade boliviana. Era uma mensagem em código: “500”, “600”. O primeiro número, 500, significava Guevara. O segundo, que ele deveria ser morto. Tentei em vão convencer os militares bolivianos a permitir que ele fosse levado para ser interrogado no Panamá. Eles negaram meu pedido e me deram um prazo. Eu deveria entregar o corpo de Guevara até as 2 horas da tarde. Perto das 11h30, uma senhora aproximou-se de mim e perguntou quando iríamos matá-lo, pois ouvira no rádio que Che havia morrido em combate. Naquele momento compreendi que a decisão de executá-lo era irrevogável. (Disse o algoz ao repórter da revista, Duda Teixeira).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style=";font-family:arial;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pouco mais de uma hora e meia depois do anúncio da tal senhora, Che seria assassinado com tiros na cabeça, no tórax e pernas. Segundo o algoz Rodriguez, Guevara foi executado sumariamente às 13h10, no fatídico 9 de outubro de 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:12;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Permitida reprodução desde que citada a fonte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://www.ahoraevez.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:78%;" &gt;Mídia Alternativa: A Hora e Vez&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-2294510334385907854?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/2294510334385907854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=2294510334385907854' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2294510334385907854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2294510334385907854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/10/quarenta-anos-depois-veja-faz-guerra.html' title='Quarenta anos depois, Veja faz guerra ideológica com a história de Che'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-5331336821928976876</id><published>2007-10-06T12:05:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T12:09:28.256-03:00</updated><title type='text'>Os Segmentos da Sociedade e Assembléias Gerais</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Cláudio Ponzoni&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Primeiramente vamos trabalhar sobre os Segmentos da Sociedade a nível Municipal:&lt;/p&gt; &lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;1 – &lt;b&gt;Legislativo Municipal&lt;/b&gt;: existem nas cidades as &lt;b&gt;Associações de Bairros&lt;/b&gt;, etc. com suas respectivas Administrações – Presidente, Vice, Secretário, e outros -, o Presidente, o Vice ou ainda outra pessoa devidamente designada, será o representante junto ao Legislativo Municipal, o qual levará obrigatoriamente só as idéias que prevaleceram junto a sua Associação, isto é, os assuntos vencedores de cada &lt;b&gt;Associação de Bairro.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;2 - &lt;b&gt;Assembléia Geral do Município: &lt;/b&gt;no município é a estrutura colegiada &lt;b&gt;soberana&lt;/b&gt; e com poderes absolutos, esta estrutura está acima do Executivo do Legislativo e da própria Justiça municipal, ela pode refazer decisões que vão de encontro aos mais altos e sublimes interesses do Povo local, - desde que não fira as Leis maiores (Estaduais e Federais) -.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A sua composição é formada por uma pessoa de cada Associação de Bairros – não pode ser o mesmo que é representante no Legislativo -, o elemento que representa vai defender na Assembléia Geral, todos os interesses daquele seu Segmento, isto é, se torna obrigatória a defesa daquilo que a Associação determinou sob perda do mandato e da nulidade de seu ato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Assembléia Geral será convocada ordinariamente duas vezes por ano, no fim de cada de semestre, e extraordinariamente toda vez que o Órgão Legislativo, o Executivo, o Judiciário e no mínimo por cinco Associações de Bairros a solicitarem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na Sessão Ordinária a presidência dos trabalhos será exercida na forma de rodízios, isto é, uma vez para cada Órgão e na forma da convocação Extraordinária, será exercida a presidência por quem a convocou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;Agora vamos trabalhar sobre os Segmentos da Sociedade a nível Estadual:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;1 –&lt;b&gt; Legislativo Estadual&lt;/b&gt;: em cada Estado existem NN Federações – Federação A, B, C, etc., - com suas respectivas Administrações, Presidente, Vice, Secretário, etc, sendo uma pessoa desta estrutura, o presidente ou outra pessoa devidamente autorizada, será o representante do Segmento, isto é, aquele que levará obrigatoriamente os assuntos de interesses da Federação, junto ao Órgão Legislativo Estadual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;2 &lt;b&gt;– Assembléia Geral do Estado&lt;/b&gt;: no Estado é a estrutura colegiada soberana e com totais poderes, esta composição se encontra acima do Órgão Legislativo, Executivo, Judiciário e dos Segmentos Estaduais – Federações, etc. -, tem condições de refazer quaisquer decisões emanadas dos Órgãos, que vão de encontro aos mais profundos interesses da população de cada Estado, - desde que não fira as Leis maiores do País.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Da mesma forma da Assembléia Geral do Município, será convocada ordinariamente duas vezes por ano, no fim de cada semestre e extraordinariamente toda vez que o Órgão Legislativo, o Executivo, o Judiciário e as Federações solicitarem, estas com número mínimo de cinco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A participação na reunião da Assembléia Geral será de um elemento de cada Federação, etc., desde que não seja o mesmo indivíduo que representa a Federação no Legislativo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Também, na Sessão Ordinária a presidência será exercida na forma de rodízios, isto é, uma vez para cada Órgão, e na forma de convocação Extraordinária, a Presidência será exercida por quem a convocou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: justify;"&gt;Por fim, vamos relatar a composição das estruturas dos Segmentos da Sociedade a nível Nacional:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;1 &lt;b&gt;– Legislativo Federal: &lt;/b&gt;- Câmara Única -, participam em nosso território NN Confederações, etc., com suas estruturas, um Presidente, Vice, Secretário, etc., sendo que, uma pessoa o Presidente, o Vice ou outra previamente designada, fará a representação do seu Segmento no Legislativo Federal, também, obrigatoriamente levará os assuntos definidos nas suas base, sob perda do mandato e da nulidade de seus atos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;2 - &lt;b&gt;Assembléia Geral Nacional: &lt;/b&gt;a grande estrutura nacional, poder absoluto, &lt;b&gt;Poder dos Poderes&lt;/b&gt;, o Povo no Poder conduzindo os seus anseios, é a guardiã da sociedade brasileira e do seu território, a verdadeira Democracia é o &lt;b&gt;Bem&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Comum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Ela tem autonomia de refazer quaisquer decisões emanadas dos Órgãos que, vão de encontro aos mais sublimes anseios da Sociedade Brasileira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A sua convocação se fará ordinariamente em duas vezes por ano, no último mês de cada semestre, e será presidida em forma de rodízio pelo Órgão Legislativo, Executivo e Judiciário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na convocação extraordinária, será presidida por àquele que a solicitou, para os pedidos das Confederações, etc., serão necessários cinco Entidades proponentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A representação na &lt;b style=""&gt;Assembléia Geral Nacional&lt;/b&gt; se fará por um representante de cada Confederação, desde que não seja o elemento em atividades no Legislativo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todas as lideranças que são escolhidas e que formam as Direções nos Segmentos da Sociedade hoje, nas Associações de Bairros, nas Federações e nas Confederações etc, trabalham com pequenas subvenções ou com pequenas ajudas de custos de manutenções, caracterizando com isto, os funcionamentos de suas atividades com pequenos gastos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quanto às eleições nesses Segmentos, são como nos dias atuais, com pequenas modificações estruturais, determinando um para a área Legislativa e outro para a Assembléia Geral.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nos devidos Segmentos serão discutidos todos os assuntos pertinentes a cada estrutura – locais, estaduais e federal -, porquanto, àqueles assuntos vencedores, serão levados aos Órgãos Legislativos ou nas Assembléias Gerais - quando for necessário -, do Município, Estado e da Nação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Com essas composições, deixaram de existir os Partidos Políticos, com suas tendências de esquerdas, direitas etc. - uma destruindo a outra e quem paga a conta é o Povo –, cujo padrão existente, é o causador do maior mal do século findo, a &lt;b&gt;Corrupção Ideológica&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E com base na nova estrutura, o Povo deixará de arcar com volumosas quantias de recursos, os quais, poderão ser canalizados para satisfazer os anseios mais prementes da população.&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Nova Prata – RS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-5331336821928976876?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/5331336821928976876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=5331336821928976876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5331336821928976876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5331336821928976876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/10/os-segmentos-da-sociedade-e-assemblias.html' title='Os Segmentos da Sociedade e Assembléias Gerais'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-2376698181714056887</id><published>2007-10-02T11:35:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T06:24:35.360-02:00</updated><title type='text'>Criador da web critica a própria invenção</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/RwJcNKWXdwI/AAAAAAAABpE/wXasUBLxMFQ/s1600-h/Cailliau.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116753507832526594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/RwJcNKWXdwI/AAAAAAAABpE/wXasUBLxMFQ/s320/Cailliau.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O senhor declarou recentemente estar decepcionado quanto à evolução da web. Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há muitos aspectos sobre os quais eu estou contente: a Wikipedia, os blogs, os círculos de pessoas que têm coisas raras a compartilhar. Na verdade não há muito além de alguns aspectos sobre os quais eu estou decepcionado: a velocidade da compreensão de que a rede mundial é uma construção coletiva. Empresários, políticos e freqüentemente jornalistas não compreendem isso. Nós poderíamos avançar mais rápido se tivéssemos colaborado mais em vez de promover a competição em um tema no qual a competição é muitas vezes nefasta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Olhando retrospectivamente, como o senhor avalia sua invenção?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A web é resultado de anos de trabalho e da coragem de muitas pessoas, todos egressos de universidades e institutos de pesquisa. Os empresários freqüentemente a entenderam mal, tomaram decisões erradas. Tomemos como exemplo a bolha das empresas “.com”. A lição que tiro é que há fosso entre o comportamento racional e humanista e o comportamento inspirado pelo desejo de fazer muito dinheiro sem trabalhar muito. Mas, por outro lado, a web é uma ferramenta que não se deixa manipular demais: a democracia parece estar imbricada na rede mundial. É isto que, aliás, irrita os espertos que querem se apropriar dela e também os ditadores e os chefes de regimes opressivos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor tinha a consciência, quando da invenção, da revolução aberta pela rede mundial?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a comunidade acadêmica, sim. Para a comunidade em geral, não. Eu me surpreendo a cada dia com as utilidades engenhosas de toda ordem que as pessoas fazem da web. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Na sua opinião, a rede mundial causou uma revolução social?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos sociólogos e economistas acreditam que ela concretiza a global village anunciada por Marshall McLuhan. Há uma forte evolução, mas não conseguimos realizar sempre todas as idéias que temos no início de nossos projetos. No que concerne à global village, seria preciso perguntar ao próprio McLuhan o que ele pensaria hoje. Mas ele já está morto. De toda forma, é verdade que graças à rede mundial as organizações mundiais formadas por poucas pessoas puderam se constituir, se agrupar como se estivessem na mesma cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor já declarou ter subestimado o impacto comercial da web. Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não era uma de nossas prioridades. Nós queríamos fornecer uma ferramenta útil e de qualidade aos pesquisadores. Foi a web que arrebatou a atenção do comércio e das empresas de telecomunicação sobre a internet, que naquela época, em 1993, já tinha 25 anos. Foi surpreendente ver como elas quiseram se apossar quando houve a menor suspeita de que talvez fosse possível fazer dinheiro fácil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor vislumbrou a nova economia em 1990?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não sei nem mesmo o que “nova economia” quer dizer. Quando eu penso que os agricultores ao redor da minha cidade mal conseguem ganhar suas vidas e que nós, consumidores de alimentos, insistimos em pagar preços ridículos, acredito que haja outras coisas a discutir que a autoproclamada “nova economia”. Não há nada de verdadeiro nessa “nova economia”. O que é verdade são as alterações no clima, a superpopulação do planeta, o extremismo ideológico-religioso. Há uma enormidade de megabytes que voam para todo lado, mas que não são comunicação. Tudo não passa de uma fuga da comunicação real. É perigoso. Por essa razão eu não tenho telefone celular e eu não freqüento sites de comunidades virtuais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Então o senhor não considera durável esse modelo de desenvolvimento, com empresas de alto valor nas bolsas e com poucos funcionários.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na era digital, não há lugar para uma só empresa em cada setor. Está nas equações diferenciais, e há muito tempo isso está provado por economistas e matemáticos. Para mim, esse tipo de negócio, que mexe com informação, deveria ser muito transparente. Quem produz softwares deveria mantê-los abertos e publicamente verificáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A rede mundial fomentou a pirataria na internet. O que o senhor pensa disso? A web é, afinal, uma boa ou uma má criação para a economia?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A idéia da propriedade intelectual sempre me incomodou um pouco. De um lado, é certo que alguém que trabalha duro para criar um produto artístico como um romance, um filme ou uma música deve, claro, poder se alimentar e viver. Logo, ele precisa de rendimentos provenientes dessa criação. Mas essa é a razão pela qual eu luto em favor da possibilidade dos micropagamentos, que permitiriam uma remuneração direta do artista pelo consumidor. Só que isso eliminaria os intermediários, que não gostam dessa ferramenta. O problema é que, quanto mais o preço de um produto é alto, mais temos um efeito duplamente perverso: pouca gente compra e muita gente pirateia. O capitalismo, como o comunismo e outros ismos, são da era anterior à digital. Nós deveríamos entrar em um período de colaboração. É preciso aplicar todos os conhecimentos que a ciência já nos deu. Ele já está aí, é preciso dominá-lo antes que seja tarde demais. E isso não se fará com propostas dogmáticas de esquerda nem de direita. A web pode ser uma ferramenta formidável nesse objetivo de preservar a vida sobre o planeta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em lugar disso, o senhor não acha que recebe excesso de propaganda, propostas de crimes virtuais e pornografia na sua caixa postal?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois é… Mas nada disso é importante diante do que devemos fazer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como conter esses problemas? O senhor defende algum tipo de regulamentação para a rede mundial?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, mas por parte da comunidade mundial. É preciso que façamos uma convenção mundial sobre o tema. Existem divergências demais entre grandes blocos econômicos, políticos, religiosos, doutrinas ultrapassadas, logo estamos diante de um mau começo. De toda forma, eu não tenho medo dos Estados, que podem ajudar criando normas e preservando a privacidade das pessoas e a transparência das empresas. Eu tenho medo é das multinacionais opacas e avarentas. Observe o que tem feito o MySpace com os milhares de usuários que aparecem em seus registros (Caillau se refere à concentração de informação individual e à invasão de privacidade). Com que direito? Leia os “Termos de serviço” dessas empresas. Leia o -que diz o contrato do Hotmail. O Estado, antes de mais nada, somos nós. É nessas empresas que não há democracia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Jovens fazem fortuna ao criarem sites como Google, YouTube, Facebook e outros derivados da invenção da rede mundial. O que o senhor pensa disso?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom para eles. E eles têm trabalhado duro para vencer. É um outro trabalho, feito com outros talentos. Eu lhes desejo boa sorte. Desde que suas ações sejam transparentes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual é, no seu ponto de vista, o futuro da web e da internet?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É impossível prever. Pessoalmente, eu acredito que o futuro pertence mais a uma inteligência artificial do que à humana. Nesse meio tempo, nós faremos tudo e nada ao mesmo tempo. Mas não esqueçamos que, até outra ordem, será preciso comer enquanto estamos diante de nossas telas. Logo, precisamos de alguma maneira preservar o planeta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Agência Estado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-2376698181714056887?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/2376698181714056887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=2376698181714056887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2376698181714056887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2376698181714056887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/10/criador-da-web-critica-prpria-inveno.html' title='Criador da web critica a própria invenção'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KIgSiD-t0Qk/RwJcNKWXdwI/AAAAAAAABpE/wXasUBLxMFQ/s72-c/Cailliau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-905580938580010228</id><published>2007-09-28T11:12:00.000-03:00</published><updated>2007-09-28T11:13:35.522-03:00</updated><title type='text'>200 ANOS DE IMPRENSA NO BRASIL: TEMPO DE REFLEXÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Ciclo de Conferências A Imprensa discute a Imprensa marca o início das comemorações dos 200 anos da Imprensa Nacional e se estenderá ao longo do próximo ano. Trata-se de um momento histórico, necessário, oportuno, para pensar a mídia. Em 13 de maio de 2008, a Imprensa Nacional (criada com o nome de Impressão Régia) completa o seu bicentenário. Foi no contexto da criação do Órgão, há 200 anos, que nasceu também a imprensa brasileira. E, em duas outras datas de 1808, nascia o jornalismo brasileiro, com o Correio Braziliense (1º de junho) e a Gazeta do Rio de Janeiro – primeiro jornal impresso no Brasil, em 10 de setembro. A partir daquele ano, intensificava-se a circulação de idéias e informações no país, gerando uma aurora civilizatória por meio de jornais e de uma intensa produção de livros (na Impressão Régia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Imprensa Nacional, reunindo grandes nomes do Jornalismo e das Ciências da Comunicação (universo das redações e da academia), historiadores e outros pensadores nacionais e do Exterior, oferece à cultura brasileira, assim, a partir deste ano, uma rara oportunidade de buscar um pensamento novo a respeito das perplexidades da mídia ante a pressão diária das novas tecnologias de informação. Oportunidade também para mergulhar na história de nossa imprensa. Afinal, como disse Machado de Assis, é necessário “aprender a parte do presente que há no passado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte da mídia, a impressa, vive um momento de perplexidade. “A transformação pela qual o jornalismo passa é histórica, tão importante quando a invenção da televisão ou do telégrafo, talvez tanto quanto a invenção do processo de impressão em si”, diz o estudo mais sério, amplo e recente sobre o jornalismo dos Estados Unidos. “O Estado da Mídia – 2007” é um levantamento rigoroso em 160 mil palavras, produzido pelo Projeto para a Excelência no Jornalismo, de Washington. A circulação de jornais cai nos Estados Unidos. A capa da prestigiosa publicação The Economist (em papel) fez esta pergunta no dia 26 de agosto do ano passado: “Quem matou os jornais?”. Lembremos que o jornal já venceu outras guerras e tem 402 anos de idade. Está em busca de um novo modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conferencistas, já a partir do evento deste dia 1º de outubro, vão intervir profundamente no tema da crise da mídia, de forma que o Ciclo de Conferências produza conteúdos consistentes de diagnóstico que apontem saídas para os impasses que são de vários matizes. Pontos como estes serão tocados com bisturi: novas tecnologias-novas mídias, webjornalismo (podcasts, blogs, o repórter-com-câmara-de-vídeo etc), queda de credibilidade, jornalismo-cidadão, convergência digital, durabilidade dos suportes, jornais locais e regionais, replicagem de conteúdos produzidos pela mídia tradicional, jornais gratuitos, ética, denuncismo, Habermas e o seu conceito de nova esfera pública, sensacionalismo, manipulação, comunicação brasileira – equilíbrio entre os sistemas privado, público e estatal, criação da TV Pública no Brasil, Sistema Brasileiro de TV Digital, jornalismo literário e qualidade jornalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciclo que agora começa vai lançar luzes num cenário marcado por perplexidades, euforia e ceticismo. As conferências e os debates são muito necessários, pois a imprensa é os olhos da sociedade – ou, como disse o poeta inglês John Milton: “A imprensa é a luz da liberdade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas-vindas e bom ciclo a todos – conferencistas, jornalistas, estudantes, professores universitários e demais interessados nessa candente temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Curadores José Bernardes e Helenilda Lima&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;COMISSÃO INTERNA COMEMORATIVA DO BICENTENÁRIO DA IMPRENSA NACIONAL&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-905580938580010228?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/905580938580010228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=905580938580010228' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/905580938580010228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/905580938580010228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/09/200-anos-de-imprensa-no-brasil-tempo-de.html' title='200 ANOS DE IMPRENSA NO BRASIL: TEMPO DE REFLEXÃO'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-5349421255728334386</id><published>2007-09-24T18:37:00.000-03:00</published><updated>2007-09-24T20:26:23.125-03:00</updated><title type='text'>Quem matou Taís?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"Se cair, levo um monte junto. Esse é o risco que corre quem tem escudeiro. O escudeiro conhece as manias do príncipe, as fraquezas do príncipe, as sacanagens do príncipe. E seu conhecimento pode destruir o príncipe. Para livrar-se dele o príncipe tem que mandar matar. Ou aceitar a chantagem",&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:Times New Roman;font-size:85%;color:black;"   &gt;&lt;span style=""&gt;Luciano Pires&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;color:black;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá para os idos de 1990, Renan Calheiros era um fiel escudeiro de Fernando Collor. Lembro que ele chamava atenção pelo cabelo sempre despenteado. Era uma figura estranha, vivendo na sombra do poder. Foi eleito senador pelo estado de Alagoas em 1994 e reeleito em 2002. Quando do impeachment, fazia parte da "tropa de choque" que defendia Collor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collor se foi, mas Renan ficou. E aprendeu como poucos a navegar no mundo da política. Foi ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, ocasião em que presidiu a XI Conferência dos Ministros da Justiça dos Países Ibero-Americanos, e pouco depois a reunião dos ministros do Interior do Mercosul, Bolívia e Chile. Foi também presidente do Conselho Nacional de Trânsito (Contran); do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda); do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) e do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp). Em 2002, foi um dos mentores do Estatuto do Desarmamento. Chegou a Presidente do Senado Federal em 2005 e foi reeleito em 2007. O cabelo despenteado desapareceu, a roupa melhorou, o patrimônio aumentou. E ele acabou traçando aquela tetéia que era repórter da Rede Globo. O resto já sabemos. O escudeiro transforma-se na figura central da política brasileira durante o primeiro semestre de 2007. Surgem denúncias em cima de denúncias. Mas o cara não cai. Resiste bravamente, de tal forma que começamos a desconfiar que ele tem mais do que inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabe das coisas. Ou melhor, ele sabe de coisas. Sabe tanto que pode ameaçar: - Se cair, levo um monte junto. Esse é o risco que corre quem tem escudeiro. O escudeiro conhece as manias do príncipe, as fraquezas do príncipe, as sacanagens do príncipe. E seu conhecimento pode destruir o príncipe. Para livrar-se dele o príncipe tem que mandar matar. Ou aceitar a chantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que assistimos nos últimos meses talvez seja um dos maiores escândalos de chantagem pública "destepaíz". Nunca antes um senador teve em suas mãos tanto poder, tanto conhecimento para causar medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja só: provoca o afastamento de Fernando Collor, que se licencia de seu mandato reconquistado depois de cumprir a pena pelo impeachment. Collor não pode votar contra seu ex-escudeiro. Provoca a saída do país do Presidente Lula, que faz teatro do outro lado do mundo. Destrói a carreira de Aloísio Mercadante, que mais uma vez tenta explicar o inexplicável, justificar o injustificável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expõe a cara-de-pau de um Romero Jucá, de um Epitáfio Cafeteira. Deixa explícito que a mídia pode muito, mas não pode tudo. Mancha definitivamente a imagem do Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É poder demais para um senador só, o que nos leva a perguntar: o que é que Renan sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso imaginar. Sabe de outros senadores e deputados que usam dos mesmos expedientes que ele usou para benefício próprio. Sabe tudinho do mensalão. Sabe das negociatas para compra de votos, para mudança de legenda, para proteção de empresas devedoras frente ao fisco. Sabe das doações de bancos e grandes empresas. Sabe de concessões de rádio e televisão. Sabe quem come quem. Sabe dos propinodutos variados (aliás, quando é que uma CPI vai dedicar-se a esmiuçar os contratos da área de informática no governo?). Deve saber dos acordos envolvendo as Farcs. Chavez. Fidel Castro. Sabe de muitos outros filhos fora do casamento. Talvez Renan saiba quem matou Celso Daniel e o Toninho do PT. Deve saber sobre os bastidores das privatizações. Conhece alguns - ou muitos - podres envolvendo as grandes estatais. Sabe do Kia, do Boris e do Corinthians... Renan tem o poder supremo: informação. Ele manda em quem quiser. Ele dita regras, exige apoio e faz tremer. Renan pode tudo. E sabe que pode. Daí aquela segurança, aquela arrogância, aquele sorrisinho, aquele "abisolutamente", aquela certeza, aqueles abraços e apertos de mão inexplicáveis. Renan é o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber? Eu acho que Renan sabe até quem matou a Taís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós, que pensamos que sabemos das coisas e na verdade sabemos de nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos seguir a vida, bovinamente resignados e obedecendo ao supremo mandamento do novo Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cale a boca. E compre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o Renan sabe até quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:85%;color:black;"   &gt;&lt;span style=""&gt;*Este artigo é de autoria de Luciano Pires e está liberado para utilização em qualquer meio, contanto que seja citado o autor e não haja alteração em seu conteúdo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-5349421255728334386?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/5349421255728334386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=5349421255728334386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5349421255728334386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5349421255728334386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/09/quem-matou-tas.html' title='Quem matou Taís?'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-1116664038358443681</id><published>2007-09-24T18:15:00.000-03:00</published><updated>2007-09-24T20:24:12.673-03:00</updated><title type='text'>A manipulação da História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"Vocês não acham estranho que só agora, depois de cinco anos, é que o senhor Ali Kamel (e o resto da mídia liberal) decidiu condenar um livro que está sendo distribuído aos estudantes do ensino gratuito? Será que é porque o presidente Hugo Chàvez resolveu contar uma nova história sobre seu país? Uma história que, evidentemente, não vai elogiar o capitalismo",&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Por M. Pacheco*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O editorial da revista Época desta semana é um ótimo exemplo do que estou comentando no artigo "A mídia está virando partido político?". O Partido da Mídia por ser mais um Partido Liberal como era o PFL e agora é o DEM - sem esquecer do que o social-democrata FHC fez durante oito anos e o “socialista” Lula já vai para o sexto repetindo - está tão certo de que somos apenas um reboque dos Estados Unidos da América, que não aceita qualquer crítica ao “Ideal Capitalista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejam o que destaquei do editorial da Época:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Quem controla o passado, controla o futuro; e quem controla o presente, controla o passado” – dizia o jornalista e escritor britânico George Orwell”. Se a revista cita o escritor é porque concorda com o que ele dizia. Portanto, a Época também acha que quem controla o presente controla o futuro. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora vejam o segundo parágrafo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Orwell certamente ficaria estarrecido com as revelações feitas na semana passada pelo jornalista Ali Kamel, em seu artigo no jornal O Globo. Kamel expôs trechos de um livro de história que, &lt;em&gt;por cinco anos&lt;/em&gt; - o grifo é meu - recomendado pelo Ministério da Educação. O livro ensina uma História tendenciosa, maniqueísta, e estereotipada. Na hora de abordar as revoluções chinesa e cubana sobram elogios – e nada dos crimes perpetrados por Mao ou Fidel”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora vocês já pensaram o que essa mídia diria, se o livro mostrasse os crimes do capitalismo, como a matança de iraquianos que o Bush vem fazendo em nome da indústria do petróleo? E dos outros crimes do capitalismo como os boicotes que provocam fome e miséria, só porque os paises boicotados (melhor diria “boicoitados”) insistem em não praticar o capitalismo como eles querem? (Não confundir com o capitalismo que eles praticam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tem mais. O editorial da Época termina dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Numa democracia, é direito de qualquer um pensar, escrever e publicar o que quiser sobre o que quer que seja. É um absurdo, porém, um Estado democrático que vive no sistema capitalista - o grifo é meu - endossar, por meio de sua política de compras, uma visão de mundo que absolve criminosos, condena a geração de riqueza (sic) e quer ensinar a nossas crianças uma História simplificada e deturpada”. Como se vê, só eles – o partido da mídia liberal – é que podem dizer o que quiser, inclusive deturpar as notícias e, até, a história, para manter o poder nas mãos dos que exploram as riquezas dos povos ignorantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em tempo: Vocês não acham estranho que só agora, depois de cinco anos, é que o senhor Ali Kamel (e o resto da mídia liberal) decidiu condenar um livro que está sendo distribuído aos estudantes do ensino gratuito? Será que é porque o presidente Hugo Chàvez resolveu contar uma nova história sobre seu país? Uma história que, evidentemente, não vai elogiar o capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;M. Pacheco é Jornalista Independente do blog Quem se Omite, Permite!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-1116664038358443681?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/1116664038358443681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=1116664038358443681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1116664038358443681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/1116664038358443681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/09/manipulao-da-histria.html' title='A manipulação da História'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-2908961057903546142</id><published>2007-09-23T12:06:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T12:20:57.981-03:00</updated><title type='text'>A mídia está virando partido político?</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;"Esses jornais e revistas sempre defenderam a mesma ideologia; sempre defenderam os interesses do mesmo patrão. O que aconteceu foi que os outros jornais, que defendiam outras ideologias e os interesses de outros patrões – os leitores – é que desapareceram",&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; M. Pacheco&lt;/span&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style=";font-size:9;color:black;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Primeiro, é necessário lembrar que houve um tempo – antes da ditadura – em que havia tantos jornais quantas ideologias existissem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Na minha juventude, eu podia escolher entre &lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Última Hora&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tribuna da Imprensa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. E quase sempre comprava os dois porque precisava saber o que o “outro lado” estava dizendo. Mas havia dezenas de grandes jornais que atendiam aos gostos de todos os leitores – e eleitores, evidentemente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;E sabe por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Simplesmente porque os jornais não dependiam de ninguém – além dos leitores – para se manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Havia, sim, os que faturavam com a publicidade. Os matutinos que publicavam anúncios classificados. E esses - via de regra - eram chamados de conservadores, apesar de defenderem as idéias chamadas “liberais” da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; A televisão, que já havia nascido, ainda não tinha o poder de mudar a cabeça dos telespectadores. Aliás, nem precisava, porque quem tinha um aparelho de Tv, era da classe média e média alta, e já pensava – e consumia – tudo o que os que “financiavam” seus sonhos produziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Um pouco antes, era o cinema de Hollywood, que determinava os caminhos que a classe que consumia, deveria seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Mas voltemos aos jornais que “&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;viraram partido político&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Pensando bem, não aconteceu o que eu e outros jornalistas estamos dizendo. Os jornais &lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Globo, Estadão, Folha&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, etc., e as revistas &lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja, Época&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, etc. não se “transformaram” em Partido Político, simplesmente porque sempre foram. Esses jornais e revistas sempre defenderam a mesma ideologia; sempre defenderam os interesses do mesmo patrão. O que aconteceu foi que os outros jornais, que defendiam outras ideologias e os interesses de outros patrões – os leitores – é que desapareceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; E sabe quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Exatamente quando esses jornais e as emissoras de televisão começaram a crescer no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Quando a chamada ditadura militar – que eu chamo de ditadura dos tecnocratas e ditadura liberal – começou a perseguir os jornais e jornalistas que faziam oposição, mostrando o que – realmente – acontecia no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; A perseguição era tanta que até mesmo jornais “conservadores” que ajudaram a divulgar as idéias “revolucionárias” da direita, também foram fechados – como o &lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Correio da Manhã&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, no Rio de Janeiro – que teve a coragem de criticar os rumos que a ditadura estava tomando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Depois disso, veio a era das verbas oficiais, pelas quais os jornais e emissoras de rádio e televisão se vendem, como se vendem aos próprios anunciantes, não especificamente a este ou aquele, mas ao sistema que os mantém funcionando que é o da “economia de mercado”, da “livre” concorrência e “livre” iniciativa; da “propriedade privada dos meios de produção” e, principalmente da “liberdade de expressão” e de “opinião”, desde que essa expressão e essa opinião não seja emitida contra os ideais capitalistas já referidos neste parágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; O que se convencionou chamar de Partido da Mídia, eu diria até Partido Único, porque não existe quem defenda as outras idéias. Apenas os “Ideais Capitalistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt; Para se ter uma idéia do quanto esse partido único está forte, basta ler o que o jornal &lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Globo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; vem publicando sobre um livro didático que está sendo distribuído nas escolas públicas, onde o autor caiu em desgraça, porque decidiu expor os dois lados da história, para que nossa juventude não seja levada a pensar que só existe um lado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:black;"  &gt;&lt;span style="color:black;"&gt;*M. Pacheco é Jornalista Independente do blog &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quem se omite, permite!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-2908961057903546142?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/2908961057903546142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=2908961057903546142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2908961057903546142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/2908961057903546142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/09/mdia-est-virando-partido-poltico.html' title='A mídia está virando partido político?'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-558409837925663132</id><published>2007-09-17T22:16:00.000-03:00</published><updated>2007-09-17T22:28:19.511-03:00</updated><title type='text'>O dia em que matei Tancredo e o dia em que Tancredo me matou</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Paulo José Cunha*&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;No dia em que matei Tancredo Neves quase não  dormi, preocupado. Afinal, gostava muito dele, não tanto pelas suas idéias, mas  porque me distinguia com o tratamento de “Professor”. Quando cruzava comigo nos  corredores do Congresso, cumprimentava-me, todo cordial:  “Professooooor...!”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Isso até descobrir que ele tratava por “Professor”  qualquer pessoa de quem não sabia do nome ou havia se esquecido. Acho que me  incluía entre os últimos. Acho até que nunca soube meu nome.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas não foi por isso que o matei. O assassinato  deveu-se a motivos puramente profissionais. E se tivesse ido a júri, no máximo  seria condenado por homicídio culposo, nunca doloso, com a intenção de matar.  Não sei nem se houve dolo. Mas que houve traquinagem, ah, isso houve.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Finalzinho do governo Figueiredo, e  Figueiredo nada de indicar candidato à sua própria sucessão. Especulações de  toda ordem. Quartéis calmos, nenhum militar se apresentando para dar seqüência  ao desfile de generais-presidentes. “Prendo e arrebento”, dizia Fiqueiredo,  advertindo, lá do jeito dele, para a necessidade da abertura política e da  recomposição democrática do país. Só Maluf – sempre ele – estava com a cabeça de  fora, todo serelepe, certo de que, montado no espólio da velha direita, tinha  chances de ser a opção civil na transição para a democracia. Dizia-se que  Figueiredo não ia com a cara de Maluf. Em compensação, também não dizia nada:  Figueiredo era moita pura. E as especulações correndo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Reunião noturna, num quarto do Hotel Nacional, em  Brasília, entre Ulisses Guimarães e o ainda governador mineiro Tancredo Neves.  Tema: sucessão. Fui escalado para ir lá, fazer matéria para o “Jornal da Globo”.  Ao chegar, cuidamos em preparar tudo, para flagrar os visitantes à saída. E toca  a instalar luz, testar câmera, testar som. Ah, testar som... A desgraça foi aí.  Sempre detestei contar na frente do microfone, aquela história de “1, 2, 3,  testando”. Prefiro inventar qualquer bobagem, mas contar, nunca. Inventei e  comecei, falando alto ao microfone: “O Presidente Figueiredo acaba de anunciar  que o governador de Minas, Tancredo Neves, é o nome ideal para sua sucessão...”  E fui por aí, inventando toda sorte de maluquices, só pra testar o microfone. Só  não me dei conta de que a reunião acabara e Tancredo já estava atrás de mim, e  ouvira tudo. Interrompeu-me, aos berros: “Onde saiu isto, quem falou isto, a que  horas o Figueiredo anunciou isto? Ninguém me avisou de nada, como tudo isto  aconteceu”? Uma carrada de perguntas encangadas uma na outra, e eu gaguejando,  tentando responder, explicar, e o homem com o olho arregalado, os braços pra  cima, sem me deixar falar. “Dr. Tancredo, deixe eu lhe explicar, eu só  estava...” – Como é que acontece uma coisa dessa gravidade e ninguém me diz  nada! O jeito foi segurar-lhe com firmeza o braço, falar mas alto e contar-lhe  que tudo não passara de um teste de microfone. O braço dele gelou, o olho  fechou, a cabeça virou-se repentinamente para trás. “Pronto, matei o homem!”. “O  senhor está bem, Dr. Tancredo? Está sentindo alguma coisa?” Logo se recobrou,  segurou a ponta da gravata com uma mão, passou a outra pelo meu ombro e,  respirando fundo e meneando a cabeça, desabafou: “Professoooor, assim você me  mata!” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Agora, a minha morte. No dia em que me mataria,  Dr. Tancredo já estava a caminho de São Paulo, onde morreria de vera naquele 21  de abril. Estado clínico agravado, o jeito fora removê-lo de Brasília para o Sul  Maravilha, em busca de melhores recursos médicos. Durante todo aquele tormento,  era eu quem tinha de entrar ao vivo todo início da manhã, contando o que  acontecia no Hospital de Base durante a noite e a madrugada. O pior é que não  acontecia nada. O primeiro boletim sempre saía às 8 ou 9 da manhã, pelo meu  ex-colega de TV Globo, Antonio Brito, agora porta-voz de Tancredo, quando o “Bom  Dia, Brasil” já tinha ido ao ar. Passava as noites em claro, esperando acontecer  alguma coisa, alguém contar um detalhe que fosse. Nada. O jeito foi aprender a  dormir nuns sofás de cor cinza (o primeiro sofá a gente nunca esquece).  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas, agora, o homem tinha ido embora. Seguidas  vezes havia tentado subir até o andar onde ficava o quarto dele. Implorava aos  médicos e enfermeiros por um fiapo de imagem que fosse, uma informaçãozinha  qualquer, mesmo furreca, mesmo pobrinha, qualquer coisa que me salvasse dos  boletins requentados que era obrigado a fazer. Mas não rolava nada. Naquela  manhã voltei à carga, argumentando com um enfermeiro que tinha se tornado meu  chapa, que agora o homem já não estava lá, então que tal me deixar subir e  mostrar o quarto onde ele permanecera durante todos aqueles dias e noites? O  telespectador brasileiro ia agradecer... Heim, heim, que tal? Pôxa, eu sempre  respeitei todas as orientações, nunca tentei entrar onde não me era permitido,  bem que agora você podia quebrar meu galho e me deixar entrar no quarto do  homem... Heim, heim? Vai, quebra meu galho aí...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O cara compadeceu-se de mim, e me deixou subir,  com a equipe. Filmamos tudo, cama desfeita, equipamentos, utensílios,  instrumentos, roupas sujas em armários, tudo. Revirei onde pude, bisbilhotei à  vontade. E fiz uma ótima matéria para o Jornal Hoje. À saída, um médico  interceptou nossa equipe, queria saber de onde vínhamos. Contei tudo, menos o  nome do meu benfeitor. “Remexeram em alguma coisa?” Claro, respondi. Sem  remexer, como mostrar a intimidade do quarto onde o futuro presidente da  república estivera entre a vida e a morte? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Quem vai morrer é você, rapaz. Aquilo lá  está cheio de bactérias. Nunca ouviu falar de infecção hospitalar? Não sabe que,  mesmo com toda a proteção, você pode contrair doenças terríveis se não se  proteger com máscaras e roupas especiais? Pelo menos lave bem as mãos AGORA e  depois vá pra casa, tomar um bom banho. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Morri, mas de medo. Voei pro banheiro lá de casa.  Só depois de um belo banho voltei à redação pra fechar a matéria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Hoje, tantos anos depois, percebo que Dr.  Tancredo e eu estamos quites. Eu o matei num dia, ele me matou noutro. Mas isso  é o de menos. Pior é a saudade daquele “Professoooor!” berrado pelos corredores  do Congresso. Talvez por isso, anos depois, tenha me tornado mesmo professor de  Jornalismo, onde ensino que o primeiro mandamento da profissão é não matar nem  morrer. O resto é moleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Paulo José Cunha é jornalista e professor universitário&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-558409837925663132?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/558409837925663132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=558409837925663132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/558409837925663132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/558409837925663132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/09/o-dia-em-que-matei-tancredo-e-o-dia-em.html' title='O dia em que matei Tancredo e o dia em que Tancredo me matou'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-6648316325754935428</id><published>2007-09-11T11:16:00.000-03:00</published><updated>2007-09-11T11:35:47.455-03:00</updated><title type='text'>Anistia: após 28 anos, esperança de solução para os desaparecidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O livro-relatório lançado pelo governo federal pede mais investigações para tentar localizar os restos mortais dos desaparecidos políticos durante o regime militar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para recuperar a história de cerca de 400 militantes políticos vítimas da ditadura militar no país, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) lança o livro “Direito à memória e à Verdade - Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos”. A obra relata o trabalho da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos - instituída pela Lei nº 9.140 de dezembro de 1995 - que, durante 11 anos, trabalhou na busca de solução para os casos de desaparecimentos e mortes de opositores políticos por autoridades do Estado durante o período de 1961 a 1988. O livro, lançado na data em que a Lei de Anistia, de 28 de agosto de 1979, completa 28 anos, é o primeiro documento oficial do governo federal a relatar as condições em que os opositores da ditadura civil militar foram torturados e mortos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista ao Brasil de Fato, o ministro da SEDH, Paulo Vannuchi - organizador da publicação -, afirma que "a partir de agora temos um livro oficial com carimbo do governo federal, que incorpora a versão das vítimas". Segundo ele, um dos desafios que ainda se colocam para a Comissão é a localização dos restos mortais dos desaparecidos durante o regime. No entanto, para que isso aconteça, ele lembra que "é preciso que haja um procedimento interno dentro das Forças Armadas, no sentido de que eles ouçam militares que participaram da repressão e que tenham informações para podermos cumprir esse direito milenar e sagrado das famílias de enterrar seus entes queridos".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quem é&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cientista político e jornalista, Paulo de Tarso Vannuchi foi preso político entre 1971 e 1976 e um dos 34 signatários do amplo dossiê entregue ao presidente nacional da OAB, Caio Mário da Silva Pereira, em 23 de outubro de 1975, arrolando os nomes de 233 torturadores, descrevendo os métodos de tortura, as unidades onde eram praticadas e apresentando uma primeira lista geral dos assassinados desde 1964. É co-fundador e membro do Centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae. Trabalhou na equipe que realizou, sob sigilo, o projeto de pesquisa “Brasil Nunca Mais”. Co-fundador do Instituto Cajamar, ao lado de Lula, Paulo Freire, Florestan Fernandes, Antonio Candido, Perseu Abramo e outros, e desde dezembro de 2005, secretário especial dos Direitos Humanos, que possui status de ministério.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Brasil de Fato&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; - Como surgiu a idéia de fazer o livro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paulo Vanuchi&lt;/em&gt; - Quando eu cheguei na Secretaria, em dezembro de 2005, já havia a idéia geral de fazer um livro-relatório. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos foi instituída pela Lei nº 9.140 de dezembro de 1995 e começou a funcionar em 1996. Esse é o primeiro documento oficial do Estado brasileiro que faz tal relato. Houve muitos trabalhos de jornalistas, especialistas, dossiês dos mortos e desaparecidos que tratavam do assunto, mas faltava um documento oficial. Ele registra toda essa informação que não estava sistematizada feita com base no trabalho da Comissão, a qual foi criada com três objetivos: formalizar o reconhecimento de que o Estado era o responsável pela morte de opositores políticos, promover a reparação indenizatória e reunir esforços para localizar restos mortais de aproximadamente 140 brasileiros cujos corpos não foram entregues aos seus familiares. A Comissão trabalhou 479 casos, dos quais 118 foram indeferidos. Dos 353 deferidos, já havia 136 que estavam numa lista anexa à Lei. O livro resgata e documenta sem esconder nada, como o que ainda falta ser realizado, como a questão da localização dos corpos. Para que isso aconteça é preciso que haja um procedimento interno dentro das Forças Armadas, no sentido de que eles ouçam militares que participaram da repressão e que tenham informações para podermos cumprir esse direito milenar e sagrado das famílias de enterrar seus entes queridos. E isso envolve a necessidade de abrir arquivos e fazer uma narrativa. A partir de agora temos um livro oficial que incorpora a versão das vítimas com o carimbo do governo federal. Não é uma iniciativa que tenda a gerar aplausos e contentamento das Forças Armadas, porém, nosso entendimento é de que a Comissão é de Estado e não do governo Lula. Ela atravessa quatro mandatos presidenciais com uma linha de continuidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A localização dos restos mortais dos desaparecidos políticos prescinde da abertura dos arquivos militares. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;É preciso abrir todas as informações pertinentes. Em termos técnicos, os arquivos sobre a repressão política já têm mais de 25 anos e, pela lei brasileira, já estão “desclassificados”. A classificação pode ser entre reservado, secreto ou ultra secreto, de acordo com a lei 11.111, promulgada em 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Como não houve nenhum procedimento de reclassificação desses arquivos, eles estão rigorosamente abertos e onde quer que eles apareçam não estão mais protegidos pelo sigilo. No entanto, a alegação de unidades militares mais de uma vez diligenciados pela Comissão é de que os arquivos foram destruídos com base na legislação vigente em cada época. Acontece que a legislação vigente em cada época sempre exigiu que, para destruir um arquivo, fosse assinado um termo de eliminação de arquivos, com testemunha. Se houve mesmo a destruição de arquivo, será necessário apresentar esse termo de destruição ou será preciso abrir uma sindicância para apurar quem foi o responsável pelo crime de destruição de um documento que não podia ser destruído. Há inúmeras publicações recentes que mostram que documentos estão indevidamente em mãos particulares, possivelmente de ex-participantes dos órgãos de repressão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor acha que com a publicação do livro pode exercer uma pressão para a localização dos restos mortais dos desaparecidos? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;O livro expressa o ponto de vista de uma área do governo, que é de direitos humanos. Nessa área não restam dúvidas de que houve violações. Na própria apresentação do trabalho dizemos que nosso objetivo é o da busca da reconciliação. Mas ela não pode ser feita na omissão ou no silêncio. A democracia brasileira, os direitos humanos e o governo Lula firmam uma posição muito clara nesse sentido. Agora, evidente que, a partir desse livro, o encaminhamento de passos seguintes também depende muito do presidente e do ministro Nelson Jobim que, por sorte, é o autor da lei de mortos e desaparecidos quando ele era ministro da Justiça do governo Fernando Henrique. Então, eu acho que o momento é muito importante. O tema passa a ter um documento oficial do governo brasileiro que evidentemente vai ser distribuído. O que não pode haver é silêncio com o argumento de que vai abrir feridas. Há um direito inalienável, que é o direito dos familiares. Aí não tem silêncio. Ou podem dar a desculpa de que os corpos não podem ser procurados porque eles já foram destruídos. Precisam contar quem destruiu, quantos foram. Eu tenho a convicção que nós não vamos localizar os 140 corpos, mas uma parte temos muita chance de localizar. A gente não pode permanecer nessa atitude de evasivas, de não empenho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O presidente da Comissão, Marco Antônio Rodrigues Barbosa, disse que o livro significa um “resgate à memória e o direito à justiça”. O documento também fala da interpretação da Lei de Anistia, que é considerada polêmica por muitos. A partir desse livro seria possível discutir a revisão da Lei de Anistia? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse é um tema mais delicado e a Comissão seguiu um norte durante 11 anos. O foco é no trabalho de reconhecimento, de indenização e o objetivo humanitário de localizar os corpos. Não entro no tema da responsabilização. O Marco Antônio, quando utilizou a palavra “justiça” pode estar falando de justiça no sentido de “eu não exijo que o torturador vá para a cadeia, mas eu exijo que a filha dele saiba que ele violentou sexualmente a presa política que estava no pau-de-arara”. Isso também é uma maneira de se fazer justiça. A Comissão firmou essa linha de 11 anos e, evidentemente, isso suscita uma possível crítica de familiares, de organizações de direitos humanos. Podem dizer que “esse livro devia exigir a punição e terminar recomendando a abertura imediata de processo”. O livro podia falar “é possível fazer uma nova uma nova Lei de Anistia” ou também podia ignorar a polêmica sobre a Lei. Optamos por não esconder nada, como a existência de uma consistente polêmica. Juristas de importância sustentam que, por um lado, o crime de tortura é imprescritível e, de outro, existe o crime permanente da ocultação de cadáver. Em tese, a Anistia absolve tudo com força de uma palavra chamada crimes conexos. E os juristas com muita fundamentação vão argumentar que, se o legislador quisesse absolver o torturador, a redação da Lei seria: “Estão anistiados os delitos políticos cometidos pelos opositores ao regime e também os eventuais crimes cometidos na repressão a esses opositores”. Aí seria claramente uma lei acobertando ou agasalhando essas violações. Como em 1979 preferiram por um caminho cínico, ficou combinado entre os parlamentares da época que a palavra “conexo” queria dizer isso. Nenhum tribunal internacional, nenhum grupo de legisladores, a quem for apresentada essa lei como arbitragem vai dizer que a redação que ela tem é uma redação que absolve todos os violadores,degoladores, estupradores. O tema da anistia é um tema que pode ser suscitado pelos paralmentares, pelo Ministério Público e pela sociedade civil. O governo, com a análise política que todo governo faz, baseado no seu projeto estratégico e correlação de forças, preferiu manter a linha de continuidade dessa comissão, de não abrir esse tema. Então, depende se esse livro ajuda a acender um debate.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor vê iniciativas como a da família Teles, que entrou com uma ação civil declaratória contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de torturar a família no Doi-Codi?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejo como uma iniciativa boa, corajosa, inteligente. É uma coisa muito sagaz do Fabio&lt;br /&gt;Comparato, que percebeu que se existe um argumento de que a Anistia anistiou, vamos driblar. Não é uma ação mais a reparação civil. A ação civil cria um direito que fica difícil comprovar. O argumento desapareceu e ele foi fazer atos de desagravo e pouco se articulou nessa linha de “estamos sendo vitimas de revanchismo”. A família pedia o reconhecimento de que ele os torturou. Querer chamar isso de revanchismo é evidentemente uma manobra de despiste. Acho que foi uma coisa muito positiva, muito importante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Brasil de Fato (Tatiana Merlinoda Redação)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-6648316325754935428?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/6648316325754935428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=6648316325754935428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6648316325754935428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/6648316325754935428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/09/anistia-aps-28-anos-esperana-de-soluo.html' title='Anistia: após 28 anos, esperança de solução para os desaparecidos'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-4998884980432089228</id><published>2007-09-03T18:53:00.000-03:00</published><updated>2007-09-03T20:34:03.273-03:00</updated><title type='text'>De como não se deve fazer uma entrevista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Isso tem nome e sobrenome: incompetência jornalística, manipulação, irresponsabilidade, má fé ou qualquer adjetivação que se queira fazer para demonstrar a irritação contra uma entrevista que, no mínimo, coloca em dúvida todo um trabalho coletivo dos profissionais da Folha”, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Por Said Barbosa Dib*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A elaboração, investigação ou edição de uma notícia de forma dirigida, parcial ou preconcebida, para atender a determinados objetivos e interesses de repórteres e jornais, é algo já bastante estudado e debatido. Há mesmo quem afirme que entre os grandes veículos, antes que  uma falha individual de conduta ética por parte do repórter, isso é uma prática não só normal, mas imprescindível para o funcionamento das redações e editorias. Quem é da área, sabe do que estou falando. É a velha e eficiente manipulação, o que os próprios profissionais da imprensa chamam de “plantar notícias”, ou seja,  determinadas informações  não necessariamente verdadeiras, propositadamente publicadas para serem desmentidas depois ou, pelo menos, comentadas, quando o estrago já foi feito. A notícia “plantada” não segue a tramitação normal de apuração. É forjada na própria redação do órgão de imprensa, para provocar questionamentos que propiciem novas informações jornalísticas importantes. Uma espécie de catalisador noticioso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A despeito da questão ética que uma coisa dessas implica ou da discussão sobre a influência do “quarto poder” na vida política e coisas do gênero ( assuntos já analisados à exaustão ), o que merece uma reflexão agora é quando, curiosa e comicamente, isso tudo é feito de uma forma desastrada e incompetente, como foi o caso da “entrevista” assinada pela jornalista da “Folha”, Eliana Cantanhêde, com o  Presidente em exercício do Senado, Edison Lobão ( PFL- MA ), no dia 22 de Julho último.  Entrevista pobre, mal planejada, mal realizada, tendenciosa e que não soube aproveitar a importância, a disponibilidade, a boa vontade e a inteligência do entrevistado. Uma coisa é ser perigosamente mal intencionado, outra, mais grave ainda, é ser um mal intencionado incompetente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A trapalhada, assassinando os conselhos da maioria dos principais manuais de redação e estilo e os cânones da boa imprensa, já se revelava na abertura ( lead ou “cabeça”) capciosa e leviana da matéria, onde lemos a preciosidade em negrito: “Aliança no escuro”. Escuro, por definição, já conota algo espúrio, ilegal, proibido, portanto, expressando juízo de valor por parte da entrevistadora que não justifica as informações dadas pelo entrevistado ao longo do texto. Começar um lead com um comentário ou interpretação e só identificar a fonte e as declarações exatas do entrevistado nos parágrafos subseqüentes é, no mínimo, mau jornalismo, pois o leitor que se limita a ler as primeiras linhas pode imaginar que é do entrevistado o que foi expresso na abertura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente em seguida, mas ainda na chamada, temos o destaque em itálico, onde se lê: “Presidente interino do Senado diz que nome de peemedebista ´agrada a todos’.... Incompetentemente, a jornalista não informa ainda que o “peemedebista” é Sarney, deixando isso apenas para depois. E continua a frase dizendo ... e que ´clima é de terror ` na Casa, colocando a afirmativa de uma forma tal que faz crer ao leitor desatento que aquela proposição inteira, colocada maliciosamente de uma forma ininterrupta, com meia aspas intercaladas estrategicamente, seria uma representação integral, acabada e perfeita da opinião do senador maranhense. Percebam, também, que ela não informa em que contexto essas afirmações foram feitas pelo entrevistado, sonegando ao leitor a perfeita compreensão do fato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida, na introdução, falando sobre o entrevistado, ela afirma: “Com pouca visibilidade nacional, mas longa experiência política, o presidente interino do Senado, Edison Lobão, 64, não faz questão de esconder: se o senador Jader Barbalho não reassumir o cargo após a licença de 60 dias, o melhor substituto será José Sarney, que tem “densidade e envergadura”. Percebam que a partir dos dois pontos é colocada uma afirmativa atribuída ao entrevistado mas sem estar entre aspas. As aspas só foram usadas nas três palavras finais. Depois de ler toda a entrevista, curiosamente, verificamos que o contexto em que a declaração do senador foi feita no diálogo, não avalizava em absoluto a proposição forçada feita pela repórter, como qualquer pessoa pode constatar nos dois últimos diálogos, quando o nome Sarney não havia sido citado ainda em toda a entrevista , onde se lia literalmente:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Folha&lt;/span&gt; – Se o Jader não voltar, o PFL vai disputar a vaga com o PMDB?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lobão&lt;/span&gt; – Não vai, não. Se ele não voltar, convoco nova eleição em cinco dias. A tradição é que o presidente seja do maior partido e, portanto, o cargo é do PMDB. Eu sou a favor da ordem, da tradição, senão sai tudo do eixo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Folha&lt;/span&gt; – O sr. fala  isso porque o seu candidato é o ex-presidente José Sarney?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lobão&lt;/span&gt; - O presidente Sarney é um nome que agrada a todos, pela densidade, pela envergadura, mas não sou eu quem vou indicar o candidato do PMDB, hein? Olha lá, eu não vou repetir o erro do ACM (que era contra a eleição do Jader)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que qualquer símio mais atento pode perceber: Quando a jornalista perguntou pelo Sarney, fez isso induzindo a resposta por saber da natural fidelidade de Lobão para com o amigo, tentando tirar a fórceps um fato político: “O senhor fala isso (apoio óbvio de Lobão a um candidato do PMDB, como reza a tradição no Congresso) porque o seu candidato é o ex-presidente Sarney? Lobão não teve outra saída e somente aí respondeu: “O presidente Sarney é um nome que agrada a todos, pela densidade, pela envergadura, mas não sou eu quem vou indicar”. Estas declarações, portanto, não foram declarações propriamente ditas, como o lead fazia crer, mas respostas à insistência da jornalista em comprometer o senador, com uma pauta que partia de um silogismo falacioso, simplista e desonesto com o leitor, para criar um fato noticioso, se promover, vender jornais e detonar a integridade de um político:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Premissa maior: Todo político que estiver sentado na Presidência do Senado depois de ACM e Jader é, por definição, corrupto ( contanto que venda jornais)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Premissa menor: Lobão é o presidente em exercício do Senado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: Logo, Lobão é corrupto ( mesmo que não tenhamos nada contra ele, vamos cair matando!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o que seria o diálogo que confirmaria a afirmação expressa na chamada da reportagem, somente foi feita quando a entrevista já estava no fim, num momento em que o entrevistado foi, sorrateiramente, pego de surpresa e, mesmo assim, em momento nenhum afirmou o que a repórter disse que ele afirmou. Isso é mais um discurso político do que o trabalho de quem tem a obrigação ético-profissional de informar os fatos aos leitores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Relendo o que lemos ainda na abertura, depois do “Aliança no escuro”, em bold e “clima de terror”, em itálico, não satisfeita com tanta “criatividade”, insensível para com a indução imposta a seus leitores e invertendo as coisas, aí sim, era colocado em negrito, caixa alta e tudo que tinha direito, a seguinte chamada: “Lobão lança Sarney e teme ser bola da vez”. A “criativa” repórter não teve a hombridade de avisar ao leitor que essa afirmativa feita com tanto destaque não existiu nos diálogos que o próprio jornal publicou, como podemos verificar a seguir:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Folha&lt;/span&gt; - Depois de ACM e Jader, o sr. teme ser a bola da vez?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lobão&lt;/span&gt; – Deus me livre! O Jader falou isso há uns três dias, e eu nem durmo mais. Sabe que eu nem sentei na cadeira? Vou ficar no gabinete de vice, para ver se me esquecem (claro e educado recado à provocação inconveniente da repórter).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De duas, uma: ou a senhora Eliana é uma completa alienada sem “desconfiômetro”, não percebendo o claro tom brincalhão do senador diante de uma pergunta tão imbecil e agressiva, pois, se respondida positivamente, por definição, implicaria na situação ridícula de Lobão se incriminar; ou é, mesmo, como tudo indica, uma jornalista sem a menor ética jornalística.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O comentário do entrevistado foi em resposta a uma indagação provocativa , quando o senador foi inquirido se não temia ser a “bola da vez”, como lemos no diálogo transcrito acima. Algo totalmente diferente da proposição absoluta e fechada da chamada que dava a impressão ao leitor apressado a certeza irrevogável de que o senador Lobão tinha declarado aquilo espontaneamente, sem qualquer intervenção da criatividade noticiosa da jornalista em um contexto específico. Confesso que, para mim, leitor assíduo e relativamente atento, chato mesmo, num primeiro momento aquilo soou como um fato, uma opinião de um eminente senador que ocupa um cargo extremamente importante para a República e que tinha algo a declarar à Nação, não o comentário de um entrevistado que, provocado por perguntas obviamente estabelecidas a priori e com o intuito de se “plantar” um fato noticioso, tivesse ainda a educação e a tolerância em responder à insistência de uma repórter aparentemente iniciante que, pelo nível apresentado, é quase uma estagiária. Imaginemos então, aquela grande parcela da população que quase sempre só tem tempo para ler as chamadas e os leads das manchetes? Com certeza, todos eles viram aquilo como um fato. Isso tem nome e sobrenome: incompetência jornalística, manipulação, irresponsabilidade, má fé ou qualquer adjetivação que se queira fazer para demonstrar a irritação contra uma entrevista que, no mínimo, coloca em dúvida todo um trabalho coletivo dos profissionais da “Folha”, um verdadeiro desrespeito àquela instituição, mas, principalmente, à inteligência e cidadania dos seus leitores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao ler finalmente a “entrevista” propriamente dita, sentimos que o nobre senador, homem educado e atencioso com a mídia, com larga experiência tanto como jornalista como congressista, uma das dez figuras mais importantes e influentes do Congresso, logo percebeu as limitações profissionais e as más intenções da entrevistadora. Mesmo agredido com perguntas desonestas e covardes, teve a delicadeza de respondê-las todas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se realmente a jornalista tinha informações que comprometessem o político Lobão que justificasse a indagação se ele seria “a bola da vez”, porque não as revelou para a sociedade antes dele se tornar Presidente do Senado? Porque sonegou informações ao País? Que tipo de jornalismo é esse? Respondo: Por que a falta de ética não é uma prerrogativa de alguns políticos, mas ela grassa também entre alguns membros da mídia, maus profissionais que prejudicam a credibilidade dos jornais e dos colegas. Também por que esses maus jornalistas gostam mesmo é de políticos deseducados, agressivos e pedantes como ACM, não pessoas normais como Lobão. “Valorizam” aqueles que são arrogantes como eles. Não daquela arrogância de quem sabe das próprias forças e limites, mas a arrogância cínica e imprudente de meã sem relevo que coloca em risco a credibilidade da própria instituição em que trabalha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O senador errou, portando, quando, confiando num mínimo de caráter da jornalista, levou a coisa na brincadeira e ironia, pois não esperava que a entrevista era, na verdade, uma armadilha, um “factóide” preparado pela senhora Cacanhêde. Errou porque confiou no credibilidade de uma repórter menor. Provavelmente, tinha coisas mais importantes para se preocupar e outros jornalistas mais profissionais para atender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Said Barbosa Dib é professor de História em Brasília&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-4998884980432089228?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/4998884980432089228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=4998884980432089228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/4998884980432089228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/4998884980432089228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/09/de-como-no-se-deve-fazer-uma-entrevista.html' title='De como não se deve fazer uma entrevista'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-5573993370869961707</id><published>2007-09-01T01:24:00.000-03:00</published><updated>2007-09-03T20:27:51.769-03:00</updated><title type='text'>Agora os burgueses estão contra o automóvel!</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Carro não é mais um privilégio das dondocas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Por Lelê Teles&lt;/span&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou ouvindo negro Drama dos Racionais, quer mais?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Eu estudei numa universidade federal, UnB, e sempre vi que os filhos da elite quando passavam no vestibular ganhavam um carro, veja você. Perturbava-me muito o fato de que numa universidade, onde os calouros tinham 17, 18 anos, os estacionamentos eram lotados! O carro sempre foi um instrumento de poder e status da burguesia. Muitos anúncios publicitários, aqui e alhures, faziam e fazem referência ao vestibular aludindo `a anedota de que o garoto vai ganhar um carro zero por ter passado no vestiba, além de raspar a cabeça (detalhe).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Lembro-me de um texto de um articulista de Carta Capital, com um nome eslavo muito complicado, que dizia que o playboy-tira-onda, e assassino, que vemos no trânsito é fruto de nossa mentalidade doente. O automóvel, quando era um bem dos muito privilegiados, servia como joguete para os burgueses afrontarem quem caminhava pelas avenidas, antes feitas para os cavalos e os pedestres. Os que tinham carro passaram, então, a jogá-los contra os que “invadiam” as ruas. E até hoje é assim. Pois bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Acabo de ler um artigo no blog do Noblat, esse feiticeiro, uma crítica ao automóvel! Ora, direis, ouvir estrelas? O texto é assinado por uma pós-doutora em engenharia química - a velha fórmula subdesenvolvida do especialista que fala porque tem PHD e pedigree - faço uma ressalva para dizer que o melhor presidente que este país já teve é semi-analfabeto! E o que dizia esse artigo, veja uns trechos muito significativos: “Ela chama (cita Noblat) a atenção para o caso da produção de aço em seu estado (MS), que majoritariamente se destina à produção automotiva, denunciado (sic) a relação entre o consumo de recursos naturais para produção do aço, o ‘sucesso’ da indústria automobilística e o papel do governo brasileiro nessa tragédia do desmatamento, mostrando que o tipo de crescimento viabilizado econômica e politicamente pelo Estado é a mãe da maioria das tragédias nacionais”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Quer saber porque ela formulou esse eloqüente diagnóstico? Porque, no Brasil, os pobres, ou quase isso, estão podendo comprar automóvel! O fato de o Brasil está vendendo muitos automóveis não é sinal de desenvolvimento, é sinal de atraso, diz a doutora, em seu laptop acoplado ao seu carrão! Mas eu li, em todos os jornalões, a alegoria de que a China mostrava para o mundo que crescia com vigor porque a imagem das anacrônicas bicicletas estavam sendo substituídas por automóveis! Então o automóvel na China é sinal de progresso, no Brasil do monoglota Lula da Silva é exatamente o contrário?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Na semana passada, um editorial do Jornal de Brasília (como escrevem mal e porcamente os nossos editorialistas) contava uma expressiva anedota: O editorialista estava em um bar e chegou um vendedor de amendoim, passou pelas mesas, vendeu e depois “abriu o porta-malas de seu Celta zerinho” e depositou ali os amendoins e seguiu para outro bar. A cena fez o “filósofo” pensar nos engarrafamentos, veja você, e que tem automóveis demais nas ruas, “até um comprador de amendoim já tem um carro”, disse o escriba espantado. Ele então propôs que o governo investisse mais em transporte público! Ou seja, enquanto ele e os amiguinhos dele estavam indo e vindo de automóvel os engarrafamentos eram suportáveis, mas que um vendedor de amendoim tivesse carro e parasse ao lado dele em um engarrafamento já era demais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Não querendo admitir preconceito social, agora inventaram preocupação ambiental. Que se dane que no mundo inteiro vendam toneladas e zilhões de automóveis, no Brasil, carro vendido pra pobre polui e desmata. Acompanhe o raciocínio da pós-doutora: “Todos os dias, são derrubadas mais de 120.000 árvores da floresta amazônica para sustentar os fornos do pólo siderúrgico de Carajás (para produzir automóveis), situado no sul do estado do Pará. Por isso, aquela região é conhecida como o Arco do Desmatamento da Amazônia, que inclui também o sul do estado do Maranhão, e onde está ocorrendo a maior devastação da floresta amazônica”. E ela escreveu esse monstrengo no jornal da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência! Ou seja, o carro dela, do filho dela que passou no vestiba e o carro dos amiguinhos dela nunca devastaram nada, mas agora que Lula inventou de vender carro zero pra vendedor de amendoim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Quando Collor abriu o mercado brasileiro para chicletes e carrões importados todos aplaudiram, agora que os carros 1.0 começaram a ser vendidos a rodo a sociedade quer metrô, trem e ônibus de qualidade, senão a empregada chega de carro e joga por terra o status da dondoca motorizada. O povo passou a comer melhor, daqui a pouco aparecerá uma pós-doutora ambientalista perguntando se vamos permitir desmatar o Brasil para produzir comida pra essa gente desdentada. Diabos, por que a gente não tem um Voltaire?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; *&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Lelê Teles é publicitário e escritor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-5573993370869961707?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/5573993370869961707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=5573993370869961707' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5573993370869961707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/5573993370869961707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/09/agora-os-burgueses-esto-contra-o.html' title='Agora os burgueses estão contra o automóvel!'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2930341842012556064.post-3053583957095021155</id><published>2007-08-31T10:01:00.000-03:00</published><updated>2007-09-03T20:28:43.160-03:00</updated><title type='text'>Resposta a Dimenstein</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;"A elite sanguessuga é que deveria deixar o país e, que, se é assim e aceitamos a corrupção empresarial, muito pior do que a estatal, deveríamos ter aulas sobre como roubar melhor e, ao invés de professores, deveríamos convidar ladrões para lecionar".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style=";font-family:courier new;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-family: arial;"&gt;Por Roberto Blatt*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"A revolta dos medíocres", publicado no jornal Folha de S. Paulo de domingo dia 19/08/07, escrito pelo senhor Gilberto Dimenstein, obrigou-me a opinar. Vejamos: nesta segunda-feira será anunciada uma iniciativa paulista que, segundo Dimenstein,visa estimular o desempenho dos funcionários públicos no Brasil. Como será esse ESTÍMULO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples: pagar mais a quem produz mais, o que, segundo o autor, é COMUM e corriqueiro na iniciativa privada. Falso. Muitas vezes os que trabalham mais ganham menos. Não pretendo aqui resgatar grandes visões de mundo, que nos fazem falta, sem dúvida, porque não tenho condições intelectuais para tanto. Porém, compreendo e vejo o que a competição e o estímulo por desempenho fazem no setor aéreo, por exemplo, de planos de saúde, nos pedágios, nos bancos, e também no sistema particular de ensino (desnecessário falar muito na compra de diplomas e de ingresso no vestibular). A primeira coisa que me vem a mente é uma cena comum nos colégios particulares de Curitiba: " - Eu pago teu salário, ponha-se no seu lugar" diz o aluno a seu incompetente professor. Essa lógica será transposta para a Escola Pública, que já padece de muitos males.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "estímulo" a ser adotado, cuida para que os professores da periferia, tadinhos, não sejam prejudicados: será feita uma competição interna, ou seja, a pior escola, terá sempre um melhor funcionário, um segundo, um terceiro, etc, até o último; este, certamente terá condições de dar a volta por cima no mês que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo da medida, diz o colunista, parece ser avaliar a capacidade de avaliar: " O que está em jogo por trás dessa briga não são apenas os indicadores de educação, mas o grau de articulação da sociedade para enfrentar as corporações e impor mais eficiência ao serviço público. Testa-se, em suma, a capacidade de medir desempenho ..." Como assim, cara-pálida? A sociedade quer saber se tem poder sobre o funcionário-marajá? Quer testar os testes sobre o desempenho desses preguiçosos? Caramba, está mais obscuro do que o espírito objetivo de Hegel. Trata-se de um xadrez difícil de acompanhar, mas que se assenta sobre a falácia de que iremos fiscalizar o rumo dado a nossos impostos: " - NÓS pagamos teu salário, professor." Além disso, associa de maneira sub-reptícia uma proposta tosca como essa ao bom andamento da vida político-social brasileira. O interesse dessa medida não é o desempenho da educação, mas sim a tentativa da sociedade de dobrar o funcionário público, o marajá inimigo, já que ele é incompetente. Trata-se de um pano de fundo político, estrategicamente situado pelo jornalista para dar mais legitimidade a uma idéia que domina (teimosamente) a educação a quase 20 anos: o mercado tem sempre mais competência e representa melhor a sociedade. A questão a ser respondida é: a qual S.A. ele se refere?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podíamos criar uma ANAC da Educação, que acham? Sim, uma agência reguladora que nos dê o resultado dos testes dos testes ( sic ) que avaliam o desempenho das empresas. Ou melhor, uma ANATEL da Educação, essa sim, capaz de domar o monstro parasita do trabalhador concursado. Que tal testar o poder de influência dos lobbies da iniciativa privada no Congresso e no Executivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados, queremos dados. O jornalista fornece: dos nossos 12 meses de trabalho, 4 (pasmem) são "dados" ao governo que, por sua vez, se refestela na divisão com os funcionários privilegiados. Queremos de volta. Mas a classe média já não abate imposto de renda com Escola Particular pro seu filho ter a quem ofender e onde descontar seu desamparo moral e cultural? Vamos lá, são 2 meses a menos. Plano de saúde, quanto dá? Um mês? Duas semanas? Chamem um estatístico sério, pelo amor dos meus filhinhos! De todo modo, o pobre, esse sim, dá mesmo 4 meses ao governo, e os empresários querem tê-los ao lado dos outros 8 que já detêm. O Estado brasileiro sempre foi balcão de negócios da burguesia brasileira e americana. Os especuladores imobiliários têm perdas na Califórnia e nós pagamos com dinheiro público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto raiva ao ler que o colunista fecha com os sindicatos num ponto: magnânino, ele concorda que o professor não é o único culpado pela baixa qualidade de ensino. Sabe que o professor é também uma das vítimas do caos educacional. Só não sabe o quanto. Desafio o jornalista a me substituir por uma semana: preciso terminar uma dissertação de mestrado inconclusa desde que comecei no magistério. Trabalho em escolas do centro de Curitiba, nunca vi um aluno armado, portanto não tema pela sua segurança física, não haverá problemas. Gostaria que o senhor tentasse ensinar filosofia aos meus alunos. Não filosofia de botequim, e sim metafísica pura, aquela muito bem ensinada no que restou das Universidades Federais. Obviamente o governo reduziu o currículo ao ponto mais medíocre possível, em termos de conteúdo, mas o senhor não concordará em ser tão superficial, não é mesmo? O senhor receberá em torno de R$ 7,00 por aula e depois, podemos calcular, de acordo com o grau de meditação e apreensão dos alunos, alguma GRATIFICAÇÃO. Isto mesmo, ficaremos gratos e essa gratidão será transformada generosamente em dinheiro: podemos pagar aí uns 1,25 a mais, 1,50. Já paga quase a passagem inteira do ônibus, hein? É só completar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão pelo aprendizado. O articulista da Folha diz que o professor deve transmitir essa emoção aos seus alunos. O título desse meu artigo, na verdade, deveria ser "A bestialização do professor", mas guardarei na gaveta para o próximo. Ora, todo professor graduado um dia foi um estudante interessadíssimo em química, geografia, inglês, etc. Costumo dizer aos meus alunos que o professor termina a graduação tinindo e em dois anos dando aula vira um retardado. O professor é uma das maiores vítimas desse sistema. A contradição que vive é absurda, já que emburrece no magistério. Pode? Oh, mas e nossas pobres criancinhas? Que absurdo preocupar-se com os adultos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche diz que o professor quer tanto o bem do seu aluno, que transforma-se numa mera ponte para o saber, perdendo a seriedade consigo próprio ( Humano, Demasiado Humano, aforisma 200). Digo que isso produz o emburrecimento, a bestialização e, por conseqüência, o fracasso do sistema. O professor deveria ser um pesquisador, preocupado em construir e manter seu patrimônio intelectual, jamais permitindo que um bando de pirralhos mal-criados o dilapidem. - Volta o ressentimento do incompetente, dirá o burguês pusilânime. Alguns pensarão que esse professor não gosta de dar aula, mas é o contrário: odeio não poder dar aula, pois tenho que "educar" filhos que não são meus (por "educar", entenda-se bons modos, que é total responsabilidade da família). E se os próprios pais são incapazes de dar conta de um, quanto menos eu de 40?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, um sistema em que o mestre emburrece é como um avião que se desloca por terra. Perdoem a metáfora ruim, mas ainda tenho que corrigir 300 provas e preparar aulas para a semana que vem (hoje é domingo?) e, além disso, já sou professor a dois anos. Não é estranho que os professores não consigam sequer ingressar num mestrado sério, e estão sempre "comprando" uma pós aqui, uma especialização acolá, justamente em instituições que premiam o desempenho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desamparo institucional do "profissional da educação" (detesto essa expressão filistéia) é completo. A violência física dos menores de idade, mas maiores de tamanho, transforma-se na cotidiana violência moral dentro da sala de aula. Assistam ao documentário "Pro dia nascer feliz", de João Jardim (que apesar de não apontar claramente a causa do problema, é um bom começo) e verão as condições de trabalho. Assistam também ao "Notas sobre um escândalo" ( Notes on a Scandal, Inglaterra, 2006) que aborda de canto de olho o problema, mas dá uma idéia das condições de trabalho mesmo num país de primeiríssimo mundo. Gostaria de poder filmar uma semana de aula, com câmera escondida, mas ainda estou pagando um computador fraquinho (num programa em que o governo "devolve" dinheiro público à empresários) e não tenho como financiar nem um projetor, que seria necessário. Além disso, dizem que é proibido filmar as aulas. Por que? Não vivemos numa democracia transparente, legalmente constituída? Gostaria de gravar tudo o que os alunos fazem na escola como prova da irresponsabilidade (por que não dizer mau-caratismo?) deles mesmos, já que sou rousseauniano, em primeiro lugar, dos pais e dos governos, em segundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não há ninguém que se engane mais a respeito do filho do que o próprio pai. Dirão que o professor é despreparado (sic). O governo, por seu lado, tem que alimentar os empresários, logo ... Será que a FIESP, a quem Dimenstein delega o poder de resolver o caos educacional, concordaria, por exemplo, com Aristóteles? Vejam só: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Portanto, é lógico que quem primeiro descobriu alguma arte, superando os conhecimentos sensíveis comuns, tenha sido objeto de admiração dos homens, justamente enquanto sábio e superior aos outros, e não só pela utilidade de suas descobertas" (Metafísica, Livro I)&lt;br /&gt;Algo me diz que tais idéias não são lucrativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores sérios não têm com que se preocupar, diz o colunista. Não é verdade. Talvez sejam justamente eles que devam preocupar-se com esse tipo de transplante da selvageria capitalista para o cerne do processo educativo. Mas a vida é assim, capitalismo, dirão os supostos realistas. Outro dia uma aluna minha disse: " - Professor, se o senhor odeia tanto o país por que não vai embora? A vida é assim mesmo, e ganha quem consegue tirar mais " Respondi que a elite sanguessuga é que deveria deixar o país e, que, se é assim e aceitamos a corrupção empresarial, muito pior do que a estatal, deveríamos ter aulas sobre como roubar melhor e, ao invés de professores, deveríamos convidar ladrões para lecionar. Note-se que reclamo, na aula de filosofia política, de um país campeão: em acidentes de trânsito, rodoviários e aéreos, sem infra-estrutura tecnológica, com uma das piores distribuições de renda do mundo; não temos nem mesmo trens e, provavelmente, lideramos rankings como os de analfabetismo, doenças facilmente erradicáveis, corrupção e de fracasso escolar, que os governos escondem obrigando os professores a aprovar alunos absolutamente corruptos, já que desde pequenos acostumam-se a dar um jeitinho, a não cumprir responsabilidades didáticas simples, enfim, um país de analfabetos funcionais e mentecaptos políticos, isto é, morais. E eu que sou convidado a me retirar do país. Talvez não seja má idéia. Vou tentar, juro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Medíocre é a educação quando ela só serve para melhorar os números dos empresários. Se isso tornar-se um fim, vai ser um tiro no próprio pé. Educação é um luxo necessário. Quero dizer que educação é caro mesmo e não tem como baratear. Comece-se limitando para no máximo 20 o número de alunos em sala de aula – o ideal seria 10, mas nem 20 será admitido, provavelmente, dada a mesquinharia grosseira de quem não entende o que é elevação cultural; diminua-se a carga horária dos professores para que eles continuem crescendo e parem de regredir; de preferência cada professor deveria ter uma ou duas turmas sob sua tutoria, no máximo; e, por fim, criem um salário um decente (o piso nacional proposto atualmente gira em torno de míseros R$ 800,00). Imagine o preço de tais reformas. Baratear só serve para massificar um processo que não tem nada de aprendizado, de crescimento cultural. Deve ter sido essa a escola de Lula. Formou-se com mérito, recebe mensalmente a gratificação do empresariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação exige hierarquia. É um processo autoritário e anti-natural, não há como escamotear isso em nome de um suposto bem-estar dos adolescentes, viciados em modismos e preconceitos. Esse é o primeiro item a ser resgatado: o princípio do aprendizado provem da autoridade do professor, tanto do ponto de vista prático, quanto epistemológico. Enquanto essa questão não for sanada, impor uma mercadologia do suborno só irá agravar o cenário de camelódromo que impera na escola pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s.: O s camelôs que me perdoem, já que provavelmente eles são muito mais honestos na informalidade do que os grandes sonegadores do país, estes sim, impõem um regime chinês aos trabalhadores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Roberto Blatt é professor de Filosofia no Ensino Médio em Curitiba&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2930341842012556064-3053583957095021155?l=ahoraevezreservado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/feeds/3053583957095021155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2930341842012556064&amp;postID=3053583957095021155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3053583957095021155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2930341842012556064/posts/default/3053583957095021155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahoraevezreservado.blogspot.com/2007/08/resposta-dimenstein.html' title='Resposta a Dimenstein'/><author><name>Blog do Silter</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08736374793103506654</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
